<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549</id><updated>2012-02-10T16:23:55.716Z</updated><title type='text'>Ideias com Ideais</title><subtitle type='html'>Perspectivas avulsas do inconformismo e da exigência...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-3091561020236938243</id><published>2012-02-10T16:23:00.001Z</published><updated>2012-02-10T16:23:55.750Z</updated><title type='text'>Os Talentos que obtemos…e o que deles fazemos!</title><content type='html'>Os leitores da Bíblia conhecem, seguramente, a famosa Parábola dos Talentos (Mateus, cap. 25, vv. 14 a 30). A história relata a situação de um homem que, ao ausentar-se em viagem, chamou seus servos e entregou-lhes os seus bens monetários. Ao primeiro deu cinco talentos (moeda da época), ao segundo, dois e ao terceiro, um. Os dois primeiros negociaram os talentos recebidos e devolveram, respectivamente, dez e quatro talentos. O terceiro devolveu apenas o que havia recebido. Os que rentabilizaram seus talentos ganharam apreço e novas responsabilidades do seu senhor. Mas o que o guardou, sem dele fazer uso, foi repreendido e ficou sem o que lhe foi dado. Essa parábola trata, não só do dinheiro mas também, simbolicamente, das aptidões e potencialidades, enfim, dos “Talentos” (no sentido actual do termo) de cada um. Refere-se à responsabilidade do aproveitamento e multiplicação dos dons recebidos – seja por concessão divina ou pelo mero acaso da vida, para os menos crentes.  A forma como se aproveitam os Talentos vem a propósito do cenário a que assistimos na sociedade actual - nas escolas, nas universidades e, consequentemente, nos mercados de trabalho: o pouco aproveitamento dos nossos talentos. Talento é a aptidão que um indivíduo possui de realizar algo com nível de qualidade extraordinário e, geralmente, com um grande potencial de evolução associado. Mas, efectivamente, temos todo um sistema que parece orientado para a massificação, sem ter em conta as diferenças e as capacidades de cada um. Resumidamente, consiste em fornecer conteúdos, uniformizar saberes, definir processos, formatar comportamentos e deixar andar. Em suma, investir no ensino, desprezar a aprendizagem. Quantas crianças e jovens vêm o seu potencial criativo esmagado por um sistema educacional muitas vezes inflexível e redutor? Quantos estudantes se arrastam pelas universidades em cursos que não lhes proporcionam competências ou empregabilidade? Quantos profissionais passam um inferno das 9 às 6, sem motivação ou sentido de pertença, sem noção do significado do seu trabalho ou sem aplicarem nem metade do seu potencial, seja por causa de organizações arcaicas ou por causa de chefes incompetentes? Quantos estão no desemprego, sem uma oportunidade de mostrar do que são capazes? Quantos, sem formação continuada, estagnam, com o tempo, na obsolescência técnica ou tecnológica?Tudo isto é verdadeiro e claro para qualquer um de nós. Os “sistemas” que temos podem e devem ser melhorados, olhando mais para as Pessoas menos para si próprios. Mas, mais do que culpar o “sistema” e o “contexto”, há que procurar também a responsabilidade e a vontade individual. Primeiro, cada um deve conhecer os seus “talentos”, seguramente em parte inatos, em parte adquiridos. Há quem tenha o dom “conceptual”, excelente a planear e conceber um projecto; há quem seja óptimo a comunicar, há quem tenha uma destreza técnica excepcional, há quem seja um analítico, a quem não escapa um pormenor; há quem seja óptimo a gerir uma equipa ou uma empresa, e há quem tenha uma alma de artista, que cante ou pinte como ninguém. Há que reconhecer o talento que se tem, orienta-lo e refina-lo; treinar bastante, reforçar, apostar em formação e ser determinado e persistente nas apostas que se faz. E, por último, colocar os talentos, de forma útil, ao serviço da Sociedade – por conta própria ou por conta de outrem, seja nesta imperfeita mas ainda essencial economia de mercado ou numa economia social em grande crescimento. Difícil nos tempos que correm? Sem dúvida! Mas muito mais útil e entusiasmante que ficar no sofá, resignado, a maldizer o mundo e os políticos, a esperar que caia do céu a solução que cada um deve desenhar, para si, à sua medida!(Para a Helena)Carlos Sezões &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ebOmvTtB51I/TzVEkSsQfYI/AAAAAAAAAK8/GP01TamwawI/s1600/creation%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="210" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-ebOmvTtB51I/TzVEkSsQfYI/AAAAAAAAAK8/GP01TamwawI/s320/creation%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-3091561020236938243?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/3091561020236938243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=3091561020236938243' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3091561020236938243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3091561020236938243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2012/02/os-talentos-que-obtemose-o-que-deles_5253.html' title='Os Talentos que obtemos…e o que deles fazemos!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ebOmvTtB51I/TzVEkSsQfYI/AAAAAAAAAK8/GP01TamwawI/s72-c/creation%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7762860301890053808</id><published>2011-10-09T18:06:00.000+01:00</published><updated>2012-02-10T16:16:08.057Z</updated><title type='text'>Liderar!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-M6PfnxEsQsc/TpHUcUqgLlI/AAAAAAAAAJ4/zoFsThUeHgQ/s1600/Bitesize_leadership%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-M6PfnxEsQsc/TpHUcUqgLlI/AAAAAAAAAJ4/zoFsThUeHgQ/s320/Bitesize_leadership%255B1%255D.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Falar de Liderança está na moda e, nos mais variados contextos – económicos, empresariais, políticos e sociais – as pessoas queixam-se da falta de Líderes. Para mim, que trabalho as questões da liderança empresarial no meu dia-a-dia, este grau de exigência parece-me natural e até saudável. As chefias à moda antiga, assentes na autoridade e no carácter coercivo de um estatuto, são cada vez mais desadequadas e ineficientes. Hoje as palavras-chave não serão “ordem” e “obediência” mas sim “influência” e “mobilização”, levando as Pessoas a sentirem-se genuinamente comprometidas com projectos e objectivos. Liderar significa não estar satisfeito com o que é dado como adquirido, a assegurar os processos de rotina e olhar constantemente para o lado e ver se todos concordam connosco. Liderar significa olhar em frente, ter uma visão estratégica, de longo prazo, e mobilizar vontades para a atingir. Significa estimular o compromisso emocional e a participação de todos. Significa encarar e ponderar os riscos e tomar decisões com firmeza e sentido definido. Ao contrário do que muitos poderão supor, os traços de personalidade de quem lidera não são suficientes. É necessário ser convicto e liderar pelo exemplo que se dá. Se tivesse de eleger os 5 comportamentos essenciais de um Líder, diria o seguinte: a) Deve assumir e promover a Missão, o sentido do trabalho e do esforço de todos: em suma, que valores, que impactos, o que se espera da nossa instituição e da nossa equipa; b) Desenvolver princípios éticos para a equipa, que lhe conceda uma solidez e convicção moral partilhada por todos (que conduta, quando cooperar, quando competir, que cultura de mérito); c) Comunicar constantemente, de forma que haja uma focalização no essencial e não no acessório e que as expectativas e factores de motivação das Pessoas sejam, dentro do possível, mantidas; d) Criar e inovar sempre com um sentido de futuro: desenvolver hábitos de construção de caminhos, em que a capacidade de inovação de cada um (alimentada pela partilha de conhecimento) pode ser um pilar fundamental. e) Acompanhar as Pessoas e promover o seu desenvolvimento pessoal e profissional: uma equipa vencedora num momento pode ser uma equipa conformada e medíocre pouco tempo depois; há que manter a “chama”; Tudo isto é tão verdade no restaurante da esquina com 2 ou 3 empregados como na Sonae do engenheiro Belmiro, que já conta com 40.000 pessoas, como num qualquer ministério ou autarquia, pressionada com o rigor da troika. Nas mais diversas instituições, sejam elas empresas, associações, universidades ou entidades públicas, muitos dos problemas latentes se resolveriam com liderança eficaz. E (quero reforçar) nesta instituição chamada Portugal, importa que líderes políticos, nas suas esferas de responsabilidades, possam ser o exemplo que se lhes exige neste momento tão exigente. Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7762860301890053808?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7762860301890053808/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7762860301890053808' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7762860301890053808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7762860301890053808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/10/liderar_09.html' title='Liderar!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-M6PfnxEsQsc/TpHUcUqgLlI/AAAAAAAAAJ4/zoFsThUeHgQ/s72-c/Bitesize_leadership%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8866640194231186552</id><published>2011-09-22T11:23:00.000+01:00</published><updated>2011-09-22T11:25:26.670+01:00</updated><title type='text'>Dos egoísmos nacionais aos federalismos de ocasião</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Um político pensa nas próximas eleições; um estadista nas próximas gerações."&lt;/i&gt;James Clarke&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-V_JYX9Kgmdw/TnsMm_VENKI/AAAAAAAAAJQ/QZQRXNpGGzg/s1600/407289_pic_970x641.jpg.scaled1000%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="233" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-V_JYX9Kgmdw/TnsMm_VENKI/AAAAAAAAAJQ/QZQRXNpGGzg/s320/407289_pic_970x641.jpg.scaled1000%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já por mais que uma vez escrevi que a Europa não tem dado uma boa imagem de si própria neste período conturbado (e simultaneamente desafiador), iniciado com a crise de 2008. O estado do sistema financeiro, o nível das dívidas soberanas, a anemia das economias e o crescimento do desemprego (ciclo quase vicioso, em que dificilmente se isola a causa e o efeito), colocam uma ameaça seríssima à coesão económica e social da Europa e à futura sobrevivência do Euro.Como em muitas outras áreas ou ocasiões na história, os egoísmos nacionais têm aqui um papel importante, no passado e no presente a que todos assistimos. Os egoísmos de quem tentou, durante décadas, angariar ao máximo fundos estruturais mas evidenciou um empenho bem menor na sua correcta aplicação. Egoísmos de quem, quando os tempos passaram a ser menos risonhos, começou a esconder as contas reais e a manipular estatísticas nacionais. E os egoísmos, mais recentes, de quem pretende defender uma supremacia nos processos de decisão europeus, agradar pontualmente aos seus eleitorados e pôr em causa o futuro do projecto europeu.A resposta está numa visão de longo prazo. Neste mundo multipolar, em que potências emergentes (China, Brasil, Índia, México ou Turquia) terão um peso cada vez maior nas decisões mundiais e em que o espaço central da economia e política mundial será cada vez mais o Pacífico em detrimento do Atlântico, importa que a Europa fale a uma só voz, ganhando a consciência que são mais as questões que unem que as que separam os Europeus. Em suma, fazer deste mercado com mais de 500 milhões de consumidores, com os melhores níveis de qualificações e de competências no mundo uma voz respeitada e influente nos grandes desafios do mundo actual (geopolítica, energia, terrorismo e segurança internacional, comércio mundial ou políticas ambientais). Se o Euro cair e a Europa voltar a ser apenas uma estrutura de cooperação económica, ninguém (nem mesmo a Alemanha) terá peso e relevância mundial.Mas esta vontade tem de ser genuína. Vimos agora emergir o que se pode chamar “federalismos de ocasião”: por palavras bonitas, dizem “por salvem-nos, paguem as nossas dívidas”…em troca tornamo-nos “mais europeus”. Obviamente, que isto é hipocrisia e é natural que seja olhado com reservas pelos países do norte da Europa. Eurobonds, governo económico ou harmonizações fiscais farão sentido quando todos estiverem dispostos a cumprir um conjunto de regras mínimas – e, a partir daí, a prosseguirem um caminho comum.A Europa deverá olhar para estes tempos de incerteza como uma oportunidade. Já tivemos gerações de verdadeiros líderes europeus, estadistas ao nível do grau de exigência dos contextos históricos: Churchill e De Gaulle na II Guerra Mundial, Adenauer, Monnet, Schuman e De Gasperi na criação das instituições europeias na década de 50 ou Delors, Mitterrand e Kohl na queda do bloco comunista e lançamento da União Europeia nas décadas de 80 e 90. Espera-se que a actual geração de líderes sejam mais que meros políticos de ocasião e que saibam ser lúcidos, corajosos e responsáveis. Será essa a diferença entre uma nova prosperidade ou uma longa decadência.Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8866640194231186552?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8866640194231186552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8866640194231186552' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8866640194231186552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8866640194231186552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/09/dos-egoismos-nacionais-aos-federalismos.html' title='Dos egoísmos nacionais aos federalismos de ocasião'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-V_JYX9Kgmdw/TnsMm_VENKI/AAAAAAAAAJQ/QZQRXNpGGzg/s72-c/407289_pic_970x641.jpg.scaled1000%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2917857618299287842</id><published>2011-09-09T23:19:00.000+01:00</published><updated>2011-09-09T23:20:58.150+01:00</updated><title type='text'>Universidade de Verão, Universidade para toda a vida…</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ayQu7tQnM0M/TmqQ2wFJNOI/AAAAAAAAAJI/Ow2emaTfS7E/s1600/univerao.jpg" imageanchor="1" style="clear:right; float:right; margin-left:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="181" width="278" src="http://1.bp.blogspot.com/-ayQu7tQnM0M/TmqQ2wFJNOI/AAAAAAAAAJI/Ow2emaTfS7E/s320/univerao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Muitos dos que não acompanham a vida política com proximidade terão ficado surpreendidos com o painel de personalidades que, durante uma semana, passaram pela Universidade de Verão do PSD, aqui bem perto, em Castelo de Vide. Da prata da casa (ministros como Nuno Crato, Miguel Relvas e Vítor Gaspar) até ao inesperado Mário Soares, do consagrado António Barreto até políticos internacionais como Mariano Rajoy, provável futuro primeiro-ministro de Espanha. O evento já vai na 9ª edição (tive o privilégio de frequentar a primeira edição em 2003) mas penso que nunca como este ano o seu mediatismo foi tão forte. E, de facto, é surpreendente uma iniciativa de formação partidária ter este impacto. Na minha óptica, tal é merecido e assenta num modelo muito próprio com o qual o nosso sistema (excessivamente) formal de educação poderia aprender e retirar boas ideias.Primeiro, é uma formação intensiva, acessível pelo mérito individual. Cerca de 100 jovens, de elevado potencial, são seleccionados entre centenas de candidaturas e pagam para abdicar de uma semana de férias em prol de aprendizagens transversais, em áreas como a economia, administração pública, política internacional, educação ou ambiente. Em regime de internato, trabalham de manhã à noite:  são duas aulas de três horas e uma conferência por dia. Avaliam-se os oradores, trabalha-se em grupo, preparam-se apresentações. Treina-se a capacidade de síntese e argumentação. Os instrumentos são muitos e variados: intranet, circuito interno de televisão, clipping de notícias, jornal diário. E eles próprios, formandos, são avaliados no final. Toda uma cultura de rigor e excelência está visível, começando no cumprimento de horários, terminando nos resultados apresentados.Das várias centenas de alunos já formados, uns são já deputados, outros presidentes de câmara, outros gestores ou dirigentes de instituições diversas. Outros prosseguiram a sua vida longe da política, mas as aprendizagens e os contactos desenvolvidos ficam para toda a vida.Duas lições podem ser retiradas daqui. Primeiro, a imagem que os partidos têm de serem meras escolas de aparelhismo, clientelismo e gestão de ambições é profundamente falsa, e como todas a generalizações, injusta. Depois, é possível com determinação, capacidade de liderança, trabalho e inovação, desenvolver projectos formativos criativos, que conciliando a dimensão cognitiva (conhecimento) com as vivências e partilhas em grupo (cooperação, comunicação, orientação para prioridades e resultados), preparem jovens para uma cidadania e uma participação cívica saudáveis. Aqui, estão a ser formados os futuros líderes que a sociedade portuguesa tanto necessita. Um exemplo que muitos outros poderão (e deverão) seguir!Carlos Sezões &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2917857618299287842?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2917857618299287842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2917857618299287842' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2917857618299287842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2917857618299287842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/09/universidade-de-verao-universidade-para.html' title='Universidade de Verão, Universidade para toda a vida…'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ayQu7tQnM0M/TmqQ2wFJNOI/AAAAAAAAAJI/Ow2emaTfS7E/s72-c/univerao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6861584337226549718</id><published>2011-08-25T16:39:00.002+01:00</published><updated>2011-08-25T16:53:29.958+01:00</updated><title type='text'>Conservadorismos…</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FZ7ZmEmQPbU/TlZuy76nUhI/AAAAAAAAAJA/rjaz8gORjbg/s1600/gentleman%252520large%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-FZ7ZmEmQPbU/TlZuy76nUhI/AAAAAAAAAJA/rjaz8gORjbg/s320/gentleman%252520large%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644821004311548434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A discussão (bizarra e absurda) à volta do tratamento ao Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira – que prefere ser apenas “Álvaro” e dispensa os formalismos de Senhor Ministro, Excelência ou Doutor - trouxe de novo a evidência de um certo conservadorismo que teima em reinar em Portugal. Um conservadorismo bacoco e vazio, que não acrescenta nada e serve apenas para marcar distâncias e sublinhar estatutos.&lt;br /&gt;É verdade que somos latinos, e como tal valorizamos a hierarquia e os sinais exteriores de poder e autoridade. Mas a cultura do “senhor doutor” e do “senhor engenheiro” é um anacronismo que em Portugal é levado ao limite do ridículo. Não é preciso ter passado pelo mundo anglo-saxónico como o Álvaro (passou pela Inglaterra e pelo Canadá) para perceber esta realidade. Quem lidar com espanhóis ou italianos (que, mesmo em contexto empresarial, rapidamente começam a tratar os interlocutores por “tu”) compreende facilmente esta especificidade portuguesa, que ocupa espaço escrito e tempo falado e esgota a paciência de muitos de nós.&lt;br /&gt;Mas estes são apenas sinais menores da cultura do status e da imagem, que conservamos. A mesma cultura que permite e valoriza as dezenas de assessores de cargos públicos, as brigadas de motoristas e as frotas automóvel de alta cilindrada – afinal, quanto mais tiver, mais poderoso parecerá! Que fez com que muito boa gente, empresária no papel, acomodada na realidade, investisse mais em jipes e quintas com piscina do que em aumentar capacidade económica das suas empresas. Que permite que as coisas demorem a ser decididas e executadas, porque quem manda não pode ser incomodado. Que permite que certas profissões (ex. os juízes) tenham um estatuto social que os imunizem de qualquer avaliação objectiva dos seus actos e de estarem sujeitos a uma efectiva cultura de mérito e resultados – prejudicando os bons e protegendo os maus. Acreditem que os chamados “direitos adquiridos” que estão em discussão de norte a sul de Portugal, em diversos contextos, não são apenas dinheiro em jogo: são estatuto e poder. É a cultura do “Conservar”, não do “Realizar”.&lt;br /&gt;Poder-se-á dizer que em Portugal ainda vinga o “diz-me o que tens e como és tratado, dir-te-ei quem és”. Bem, talvez tenhamos de mudar…Talvez o “ser” e o “fazer” tenham de ganhar protagonismo nas sempre inevitáveis percepções sociais. Talvez o que produzimos de valor para a sociedade – como indivíduos, como profissionais, como gestores – deva ser encarado como a chave da consideração social que cada um merece (o respeito, esse deve ser sempre o mesmo). &lt;br /&gt;Enfim, tudo isto parecerá secundário num país que vive um dia de cada vez para cumprir o inevitável memorando da troika…mas talvez uma nova mentalidade, mais aberta e menos conservadora, ajude a que nunca mais precisemos de troikas impostas no futuro! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Carlos Sezões &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6861584337226549718?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6861584337226549718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6861584337226549718' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6861584337226549718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6861584337226549718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/08/conservadorismos.html' title='Conservadorismos…'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FZ7ZmEmQPbU/TlZuy76nUhI/AAAAAAAAAJA/rjaz8gORjbg/s72-c/gentleman%252520large%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6877191593949641694</id><published>2011-08-11T00:23:00.001+01:00</published><updated>2011-08-11T00:25:32.095+01:00</updated><title type='text'>Empreendedorismo simplificado e desmistificado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xxor3uASZ1o/TkMTYt7PLBI/AAAAAAAAAI4/uhK2tq9E8iw/s1600/Inspired-Entrepreneurship2%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xxor3uASZ1o/TkMTYt7PLBI/AAAAAAAAAI4/uhK2tq9E8iw/s320/Inspired-Entrepreneurship2%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639372473763834898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não existe, nos últimos 20 anos, governo em Portugal que não tenha apregoado a sua devoção ao empreendedorismo – fosse num programa eleitoral, num qualquer discurso parlamentar de ministro ou inauguração de secretário de estado. Compreende-se…o conceito é simpático e “modernaço” e muito dado a frases bonitas. Bem, é justo constatar que faziam-no, geralmente, com a mesma autenticidade de um jogador brasileiro acabado de chegar à Portela a declarar que é benfiquista desde pequenino! E pouco se saía das intenções e das generalidades…&lt;br /&gt;Este governo ainda tem um historial curto demais para balanços ou elogios mas, neste campo concreto, merece pelo menos uma palavra de apreço inicial: foi o primeiro a criar uma secretaria de Estado da Competitividade, do Empreendedorismo e da Inovação e a ter assim uma visão integrada desta realidade. Efectivamente, é necessária que a investigação científica e a consequente inovação esteja ao serviço da economia real e não apenas a ocupar o tempo e o orçamento da vida universitária. E é necessário que a competitividade da economia portuguesa esteja assente na inovação e não nos baixos custos/ salários. Vista a parte estratégica, falta ver a capacidade de execução, até porque o conceito é complexo.&lt;br /&gt;“Empreendedorismo” não é apenas o trajecto de alguém a criar o seu próprio negócio, seja ele o café da esquina ou a empresa tecnológica que irá inventar o próximo Google. É toda uma mentalidade, uma atitude e espírito orientado para inovar – por conta própria ou (porque não?) por conta de outrem. É olhar e ver soluções onde outros vêem apenas ameaças ou problemas. É descortinar antes dos outros uma oportunidade no mercado e conceber formas criativas de a aproveitar – com novos produtos, novos processos, novas tecnologias ou novos modelos de gestão.&lt;br /&gt;Temos 3 obstáculos consideráveis em Portugal: a saber, o estigma cultural, a falta de competências de planeamento/ gestão e o financiamento.  &lt;br /&gt;Os dois primeiros resolvem-se, essencialmente com a educação de base, a formação e a promoção social do empreendedor. É preciso, desde cedo, a promoção da iniciativa, das competências de planeamento, gestão de projectos, liderança e análise e gestão do risco. Enfatizar que tentar, errar, falhar e tentar novamente é normal e saudável – temos de nos tornar uma sociedade tolerante ao erro! Mas também garantir que os projectos empreendedores serão sustentáveis e reduzir a sua mortalidade. Depois, o financiamento das boas ideias necessita de “capital semente” - financiamento mais orientado à fase inicial do projecto, como a pesquisa, análise de mercado, desenvolvimento do “produto”. Não deve ser apenas o Estado com os seus subsídios ou o seu capital de risco (Ex. o Finicia e outros programas similares) a constar do menu de opções. A criação de fundos universitários desta natureza e um enquadramento jurídico favorável dos chamados business angels – investidores, com uma boa rede de contactos e experiência consolidada em alguns sectores de negócio – são áreas a explorar.&lt;br /&gt;O empreendedorismo não será a cura de todos os males da economia portuguesa. Mas, numa economia global, a funcionar em rede, o papel de pequenas e médias empresas, inovadoras e flexíveis, resultantes do esforço criativo dos empreendedores é cada vez mais relevante. Há que favorecer o seu nascimento e a sua multiplicação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6877191593949641694?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6877191593949641694/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6877191593949641694' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6877191593949641694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6877191593949641694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/08/empreendedorismo-simplificado-e.html' title='Empreendedorismo simplificado e desmistificado'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xxor3uASZ1o/TkMTYt7PLBI/AAAAAAAAAI4/uhK2tq9E8iw/s72-c/Inspired-Entrepreneurship2%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8567553061830720839</id><published>2011-07-28T15:38:00.001+01:00</published><updated>2011-07-28T15:43:34.573+01:00</updated><title type='text'>Resiliência: a palavra-chave</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LvG3qpgaBqM/TjF1aHk4wHI/AAAAAAAAAIw/E0B7Rknt4Zo/s1600/resilience-like-bamboo-trees%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-LvG3qpgaBqM/TjF1aHk4wHI/AAAAAAAAAIw/E0B7Rknt4Zo/s320/resilience-like-bamboo-trees%255B1%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634413700388012146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olhemos à nossa volta, para os nossos desafios, sejam eles pessoais, profissionais, ou outros…que observamos? Mudanças constantes a um ritmo alucinante, elevada pressão para resultados no curto-prazo, inovação acelerada, alterações de rumo, cada vez maior dificuldade de prever o futuro. Sentimos isto nas nossas vidas bem como no seio da nossa sociedade e do nosso país. Que fazer? Entrar em pânico, em depressão ou ceder a um esgotamento físico ou psicológico não são hipóteses a encarar. A palavra-chave dos tempos actuais é, sem dúvida, a Resiliência. &lt;br /&gt;Mas em que consiste afinal a Resiliência? Como é sabido no meio da psicologia e da gestão recursos humanos, é um termo “roubado” à Física (onde é usado para caracterizar os materiais) para avaliar a capacidade dos indivíduos resistirem à pressão e ao choque, ao impacto das adversidades e retomarem rapidamente a postura inicial. Quem se sente excessivamente pressionado por uma meta profissional aparentemente inatingível, pela atitude e pressão de um chefe, por um ambiente hostil no local de trabalho, pela cada vez maior dificuldade em gerir o orçamento familiar pagar as contas no final do mês, ou por conflitos interpessoais, sente uma pressão constante e desgastante. Quem acaba de perder um emprego ou sofre um trauma pessoal, tem um choque com um impacto fortíssimo. O seu grau de resiliência determinará a sua capacidade de resposta.&lt;br /&gt;Não querendo fazer deste artigo uma aula de psicologia, adianto um pouco do que as neurociências nos dizem e de como este “palavrão” pode, efectivamente, significar algo para as nossas vidas. &lt;br /&gt;Para começar, a resiliência é uma capacidade (ou competência) passível de aperfeiçoamento. Assenta em 3 fases: a redução da vulnerabilidade inicial, a resistência ao impacto dos eventos e a capacidade de reconstruir rapidamente uma resposta e uma atitude positiva. De facto, somos mais afectados pelo choque quando não estamos preparados. Por exemplo, o conhecimento mais aprofundado da realidade, a consciência das questões que dependem de nós e daquelas que não podemos mudar, dá-nos a serenidade para não nos perdermos no “turbilhão”. A racionalização dos eventos sucedidos (achar um sentido para o que aconteceu) e um bom nível auto-análise permitirão evitar uma reacção negativa em cadeia e um “efeito de submersão”, que mergulhe o indivíduo na descrença. Para potenciar um rápido “ponto de inversão” e uma efectiva capacidade de reconstrução, ter-se-á de focar o sentido de missão, de propósito, e da razão de ser dos eventuais sacrifícios e fazer uso da todo o potencial de criatividade e inovação.&lt;br /&gt;Pessoas, Organizações ou Sociedades resilientes evidenciam:&lt;br /&gt;- auto-conhecimento, auto-confiança e visão de futuro;&lt;br /&gt;- orientação/ aceitação da mudança e fácil adaptabilidade;&lt;br /&gt;- baixos níveis de ansiedade e noção das prioridades;&lt;br /&gt;- elevados níveis de maturidade emocional, criatividade e inovação;&lt;br /&gt;- orientação a valores e sentido de Comunidade.&lt;br /&gt;Escusado será dizer, em jeito de conclusão, que a sociedade portuguesa precisa, urgentemente, de ganhar Resiliência. Precisa de ganhar auto-consciência do seu estado, das suas forças e fraquezas, necessidades e potencialidades. Deverá compreender com clareza o que é essencial e o que é acessório, neste momento difícil. E, não menos importante, perceber qual o objectivo, qual a “luz ao fundo do túnel” e de como está nas suas mãos alcança-la. A Resiliência ancorada num forte sentimento de esperança será o ingrediente essencial da nossa vida colectiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8567553061830720839?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8567553061830720839/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8567553061830720839' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8567553061830720839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8567553061830720839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/07/resiliencia-palavra-chave.html' title='Resiliência: a palavra-chave'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LvG3qpgaBqM/TjF1aHk4wHI/AAAAAAAAAIw/E0B7Rknt4Zo/s72-c/resilience-like-bamboo-trees%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-3184085214720169529</id><published>2011-06-16T14:50:00.002+01:00</published><updated>2011-06-16T14:53:14.587+01:00</updated><title type='text'>No Jobs for the Boys? Sim, agora é mesmo a sério!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z7z9GxpBJgI/TfoKwtD8hLI/AAAAAAAAAIo/8-ECc7lgwZ8/s1600/jftb.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z7z9GxpBJgI/TfoKwtD8hLI/AAAAAAAAAIo/8-ECc7lgwZ8/s320/jftb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618815316944258226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os cerca de 60% de eleitores que fizeram uso do seu direito cívico, deram uma maioria clara e confortável ao PSD para, com o CDS, promover a mudança política, social e económica do País. Relevo estas 3 áreas para enfatizar que, de facto, a mudança será profunda e completa. Depois de uma campanha eleitoral em que abundou a demagogia, o populismo, a vitimização e o ajuste de contas, teremos agora de trabalhar para restauramos o mínimo de viabilidade financeira como Estado soberano, que ainda tentamos ser.&lt;br /&gt;Nestas épocas, com mais ênfase desde que Guterres usou a célebre expressão dos “jobs” e dos “boys” em 1995, é usual aparecer na agenda diária a polémica da substituição das pessoas do partido A (que perdeu) pelo partido B (que ganhou), numa cascata de nomeações nacional – regional – local.&lt;br /&gt;Tudo isto, convém desde já clarificar, é cultural, justifica-se em parte pelo nosso carácter latino, e vê-se também em países como a Espanha, Itália ou França. Somos uma sociedade dita “orientada ao colectivo”, ao sentimento de grupo, ao laço de pertença e pouco dada a orientar as nossas decisões ao individuo, ao mérito e aos resultados. É vulgar o pensamento de “se este é um dos nossos, vamos ajudá-lo e colocá-lo naquela função”…até pelos “serviços que prestou ao partido!”.&lt;br /&gt;Se isto é explicável não quer dizer que seja tolerável e aceitável. Direi mesmo que é totalmente impraticável no futuro, se queremos de facto evoluir para uma sociedade transparente, focalizada em resultados e em que o mérito seja o único factor de decisão de nomeações políticas.&lt;br /&gt;Não sou um idílico que defenda a absoluta inexistência de cargos de confiança política e algumas posições de assessoria e trabalho político, úteis para que o que é definido na estratégia tenha impacto real na execução. Mas, como sabemos, em Portugal passámos “do 8 para o 80” (em que, nos últimos 35 anos, ninguém é inocente), com autênticas tribos partidárias que preenchem cargos políticos e técnicos ao sabor das marés eleitorais.&lt;br /&gt;Defendo uma maior profissionalização da vida política e daquilo que considero serviço e gestão da coisa pública. Se queremos ter uma administração pública eficaz, que faça mais com menos, não podemos estar a alimentar clientelas partidárias. Utilizando uma expressão que ouvi há meses, diria que é necessário que os partidos comecem a “descolonizar o Estado”. Cargos de execução técnica não devem ser substituídos apenas pela questão do cartão partidário.  As avenças e assessorias, as nomeações para empresas publicas e semi-publicas e até para fundações devem também deixar de lado o compadrio partidário. &lt;br /&gt;Ajudaria bastante se a nossa Administração Pública tivesse um grau de transparência similar à dos EUA onde, no começo de cada ciclo governativo, sabe-se, a priori, que vagam um conjunto definido de cargos de nomeação directa do Presidente. Em Portugal, como não há números objectivos e os processos de nomeação aparecem avulsos nas últimas páginas dos Diário da República, temos tido os excessos que todos conhecemos. &lt;br /&gt;O PSD assumiu este compromisso! Portanto, acredito, sem qualquer ingenuidade, que desta vez é a sério: não haverão mais jobs habituais para os boys do costume. Por uma questão ética, de princípios (moralizar a vida política e pública) e por uma questão racional e material (menos estruturas, menos recursos, mais resultados). Penso que são razões suficientes! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-3184085214720169529?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/3184085214720169529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=3184085214720169529' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3184085214720169529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3184085214720169529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/06/no-jobs-for-boys-sim-agora-e-mesmo.html' title='No Jobs for the Boys? Sim, agora é mesmo a sério!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Z7z9GxpBJgI/TfoKwtD8hLI/AAAAAAAAAIo/8-ECc7lgwZ8/s72-c/jftb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7662026768790931819</id><published>2011-06-02T21:50:00.004+01:00</published><updated>2011-06-02T21:58:18.022+01:00</updated><title type='text'>Do medo à coragem de mudar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TMm4Wsw_QEE/Tef5Wq5H_JI/AAAAAAAAAIc/TJe9UTMPeus/s1600/PPC_2011.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 111px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TMm4Wsw_QEE/Tef5Wq5H_JI/AAAAAAAAAIc/TJe9UTMPeus/s320/PPC_2011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613729628406938770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A campanha eleitoral que está prestes a terminar foi dominada por duas grandes ideias: uma que propõe a mesma receita que levou o país à falência e outra que devemos mudar muito da nossa forma de viver em sociedade. Mudar custa! É uma verdade incontornável! Temos, efectivamente, uma tendência para mantermos uma convicta “zona de conforto”, baseada em mantermos o que sempre tivemos, fazermos como sempre fizemos e olhar com desconfiança quem se atreve a sugerir o contrário. É por isso que, no momento em que escrevo, as sondagens continuam a mostrar apenas uma ligeira vantagem entre quem assume o desejo de mudar e quem tem ainda medo de mudar.&lt;br /&gt;Mas, na minha óptica, esta é a eleição em que as opções estão mais claras que nunca, em termos da necessidade de mudança e de quem merece ganhar e quem merece perder.&lt;br /&gt;O diagnóstico já está feito e o retrato da herança é reconhecido por todos: um défice recorde nas contas públicas, uma dívida brutal que demorará décadas a pagar, um desemprego de dimensões trágicas e mais uma recessão na economia portuguesa, quando todas as outras economias já começaram a crescer.&lt;br /&gt;Esta descrição deveria bastar para elucidar qualquer português sobre quem não merece continuar a governar Portugal – refiro-me naturalmente a Sócrates e ao PS.&lt;br /&gt;Mas podemos ir mais longe e falar sobre quem merece e porquê.&lt;br /&gt;Pedro Passos Coelho chegou à liderança do PSD há pouco mais de um ano. É um político invulgar. Todos os que, como eu, já tiveram a oportunidade de o conhecer pessoalmente, podem atestar a sua seriedade, o seu sentido ético e o seu bom senso para distinguir o que fundamental do que é acessório. Não está para ilusionismos ou para o tacticismo mediático do dia-a-dia. Sobre o seu carácter basta um episódio emblemático: quando saiu da Assembleia (com 35 anos), renunciou à reforma vitalícia a que tinha direito como deputado, tendo sido o único a fazê-lo nas últimas décadas.&lt;br /&gt;É uma pessoa altamente preparada, conhecendo bem os males deste País, suas causas e respectivas terapias. Pedro Passos Coelho tem um projecto! Tem um conjunto de opções definidas, baseadas numa visão moderna do Estado e da Sociedade, que coloca as Pessoas no centro da Política e lhes dá poder de decisão e uma cultura de exigência – na Economia, na Justiça, na Educação, na Saúde…. Que coloca as capacidades de inovação dos Portugueses como grande aposta desta geração. Que nos diz, muito simplesmente: vamos criar em Portugal, um ambiente seguro, saudável e competitivo que nos dê liberdade e responsabilidade, para que possamos ter os resultados que ambicionamos.&lt;br /&gt;É ousado? Certamente! Mas não é mais do que muitos países da Europa fizeram com sucesso nos últimos 15 ou 20 anos, enquanto nós, em Portugal, resolvemos continuar a empobrecer à sombra de um Estado arcaico, ineficaz e endividado.&lt;br /&gt;Dia 5 de Junho será decisivo. O medo deve ser superado e dar lugar à coragem de mudar, até porque as ilusões vendidas pelo poder actual não são mais que fogo-de-artifício, que acabará inevitavelmente na noite eleitoral.&lt;br /&gt; Ou aprendemos com os erros do passado e começamos a remover os bloqueios ao desenvolvimento de Portugal ou ficamos um rectângulo ingovernável, num canto da Europa. Para os que agitam fantasmas sobre a mudança, apenas respondo: quando se sabe para onde se vai e como se vai, com uma visão sólida de futuro, a mudança vale sempre a pena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7662026768790931819?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7662026768790931819/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7662026768790931819' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7662026768790931819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7662026768790931819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/06/do-medo-coragem-de-mudar.html' title='Do medo à coragem de mudar'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TMm4Wsw_QEE/Tef5Wq5H_JI/AAAAAAAAAIc/TJe9UTMPeus/s72-c/PPC_2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6942689058733376655</id><published>2011-04-29T15:52:00.001+01:00</published><updated>2011-04-29T15:56:17.136+01:00</updated><title type='text'>Falemos de Talento…</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dpTZpaESGCA/TbrRgzPFW5I/AAAAAAAAAIU/Hnx_yEvNZkc/s1600/job.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dpTZpaESGCA/TbrRgzPFW5I/AAAAAAAAAIU/Hnx_yEvNZkc/s320/job.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601019448028126098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos 15 anos, as questões da formação, das qualificações e do conhecimento, estiveram na boca dos responsáveis políticos. Guterres tinha a paixão pela Educação e, mais tarde, pela chamada Estratégia de Lisboa, Sócrates alimentava uma fé inabalável nas Novas Oportunidades e no Plano Tecnológico (coma aposta para a chamada sociedade do conhecimento). Os conceitos inerentes ao desenvolvimento humano estiveram, pois, na linha da frente, infelizmente sem grande objectividade e sem um diagnóstico claro. Sem entrar nos meandros de todas as iniciativas, algo sobressai à vista: a dificuldade de apresentar, de modo objectivo, os benefícios concretos que valorizaram as Pessoas e a sua capacidade de realização. Dito de outra, forma, a dificuldade em demonstrar o impacto e os resultados de tudo o que se fez.&lt;br /&gt;A preocupação é contudo, legítima e meritória. A palavra-chave hoje, a nível mundial, é o designado Talento. Sem preocupações de rigor académico, diria que Talento é a aptidão que um indivíduo possui de realizar determinada tarefa ou processo com nível de eficiência e eficácia extraordinário, bastante acima da média e, geralmente, com um bom potencial de evolução associado. Estas características, em contexto profissional, poderão partir de traços de personalidade, aptidões inatas, preferências e gostos enraizados ou competências adquiridas - pouco importa a origem. E, neste contexto, há que ter uma “visão inclusiva”. Não devemos olhar para a realidade “a preto e branco”, segmentando os que têm e os que não têm talento. Antes devemos ter o discernimento de identificar diferentes escalas e diferentes graus de talento em todas as pessoas. Uns serão óptimos a planear e a organizar, outras a gerar ideias, outras vocacionados para os pormenores e a destreza técnica, outros para comunicar e gerir relações de confiança.&lt;br /&gt;O Talento pode e de deve ser aperfeiçoado nos momentos-chave (educação de base, formação académica, desenvolvimento ao longo da vida e gestão de recursos humanos nas organizações). Existe hoje uma preocupação que designaria como consensual: de que modo os sistemas de educação e formação estão efectivamente orientados para os seus destinatários. Numa sociedade em rede, complexa, devemos ter uma visão alargada Família – Escola – Academia - Comunidade. As aprendizagens não podem ser desenvolvidas apenas através de “ensino formal”, baseado em metodologias tradicionais, mas também em “vivências activas”. Deve-se conseguir o compromisso entre conhecimento geral, investigação, inovação e as exigências dos mercados de trabalho. Existirá, ainda, a necessidade de complementar competências “do saber” com competências do “saber fazer” e do “saber estar”. Não se pode ignorar que competências como Liderança, Visão Estratégica, Resiliência, Gestão da Mudança e Criatividade são essenciais para a realização e o sucesso profissionais. Na vida profissional, as organizações (empresas e outras) devem criar condições para o crescimento de cada indivíduo: a autonomia progressiva, a aprendizagem constante, a liberdade para criar e inovar, o mérito e a orientação para os resultados. &lt;br /&gt;Tudo isto será mais relevante que uma dezena de programas governamentais centralizados, pouco práticos e dispendiosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6942689058733376655?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6942689058733376655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6942689058733376655' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6942689058733376655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6942689058733376655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/04/falemos-de-talento.html' title='Falemos de Talento…'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dpTZpaESGCA/TbrRgzPFW5I/AAAAAAAAAIU/Hnx_yEvNZkc/s72-c/job.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-677064048163028209</id><published>2011-04-15T02:02:00.001+01:00</published><updated>2011-04-15T02:05:16.375+01:00</updated><title type='text'>Das cidades imaginadas às cidades planeadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-b4hqB521s_U/TaeZvBSlf0I/AAAAAAAAAIM/82MZT4Q-UD4/s1600/babel_tower01.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 228px; height: 172px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-b4hqB521s_U/TaeZvBSlf0I/AAAAAAAAAIM/82MZT4Q-UD4/s320/babel_tower01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595610095110422338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na sua obra-prima “As Cidades Invisíveis”, publicada em 1972, Italo Calvino expõe um conjunto de pequenas histórias a partir de um contexto ficcionado: Marco Polo descreve ao imperador mongol Kublai Khan as cidades que visitara, no decurso das suas longas viagens. O desejo do imperador é montar o império perfeito a partir dos relatos que ouve do seu jovem amigo e emissário. São mais de 50 cidades, por vezes absurdas e metafóricas, lugares imaginários, curiosamente sempre com nomes de mulher. As descrições são curtas, agrupadas por temas: as cidades e a memória, as cidades e o céu, entre outros. Estas cidades fantásticas, perdidas num espaço temporal vasto (cruzando ambientes orientais das Mil e Uma Noites com ambientes ocidentalizados, com tráfego automóvel e arranha-céus), têm todas elas uma característica única, uma marca que as distingue, que as torna atractivas e lhe confere personalidade. O resultado é uma obra extraordinária e dificilmente definível.&lt;br /&gt;Lembrei-me desta obra a propósito do cada vez mais actual debate sobre as políticas de cidades. Acho que já não oferece discussão a necessidade de uma cidade apostar na sua missão, nos seus factores de atracção e diferenciação. É conhecido o conceito de “cidade criativa”, desenvolvido por Charles Landry, (consultor britânico), e Richard Florida (professor norte-americano da Carnagie Mellon). A premissa das chamadas “cidades criativas” é simples: cidades com elevada capacidade de atracção de indivíduos qualificados, que apostem em indústrias e sectores criativos (nas áreas das tecnologias de informação e comunicação, da ciência e da investigação científica, da cultura, das artes, do design, da educação, entre outros) terão maior solidez em termos de desenvolvimento e qualidade de vida. Ambientes tolerantes, propícios à diversidade e à multiculturalidade e ambientes dinâmicos, com uma boa oferta em termos culturais e de lazer, atraem os segmentos mais jovens e criativos, que produzem inovação e criam valor. Depois, desenrola-se o efeito dominó: criam-se redes de empresas, atraem-se mais pessoas, reanimam-se os centros históricos, alavanca-se o turismo e uma cidade dita “normal” torna-se uma cidade excepcional.&lt;br /&gt;Será que as cidades alentejanas, com as suas imensas potencialidades, poderiam começar a pensar nisto? Com uma riqueza arquitectónica ímpar, com uma qualidade de vida ainda acima da média, porque não apostam nestes factores diferenciadores? Gostaria de ver nas cidades alentejanas ambientes vibrantes – praças e ruas cheias de gente, as principais ruas a fervilharem de restaurantes, cafés, esplanadas, bares e lojas de produtos locais, frequentadas por milhares de turistas, como muitas cidades espanholas e italianas que conheço, às quais nada ficamos a dever. Gostaria de ver mais centros culturais e galerias de arte. Gostaria que existissem infra-estruturas de apoio a grandes eventos empresariais, como bons centros de congressos, eventos estes que se tornariam uma excelente fonte de receitas para a região. É uma utopia? Não, não é…para isto apenas é necessária uma visão de longo prazo, a mobilização de esforços, inteligência no marketing territorial e vontade política!&lt;br /&gt;Poderemos, pois, ter aqui no Alentejo “cidades imaginadas” que, com planeamento e estratégia, se convertam em cidades únicas e atractivas, com qualidade de vida potencial de crescimento social e cultural? Acredito convictamente que sim! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-677064048163028209?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/677064048163028209/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=677064048163028209' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/677064048163028209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/677064048163028209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/04/das-cidades-imaginadas-as-cidades.html' title='Das cidades imaginadas às cidades planeadas'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-b4hqB521s_U/TaeZvBSlf0I/AAAAAAAAAIM/82MZT4Q-UD4/s72-c/babel_tower01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-422877447426214530</id><published>2011-04-01T01:44:00.001+01:00</published><updated>2011-04-01T01:48:29.795+01:00</updated><title type='text'>Preparem-se…não vai ser fácil…</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rIUNukrFYWU/TZUg07PNKNI/AAAAAAAAAIE/4riX_fQA0_4/s1600/DangerZonesApplicationIcon512x512%25282%2529.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rIUNukrFYWU/TZUg07PNKNI/AAAAAAAAAIE/4riX_fQA0_4/s320/DangerZonesApplicationIcon512x512%25282%2529.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590410606077094098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de algumas reacções (legítimas) de muita gente, não acolhi a notícia de demissão do governo com alegria e fogo-de-artifício. Independentemente da avaliação que se faça do trabalho deste executivo e do respectivo primeiro-ministro (muito má, na minha óptica), a questão é que, no actual contexto económico, financeiro e social, ter de mudar um governo e ir para eleições, é sintomático do nível a que chegou a nossa vida política: o grau zero, caracterizado pelo ódio e pela crispação extrema no relacionamento entre os agentes políticos e a total incapacidade de diálogo e de geração de qualquer consenso mínimo.&lt;br /&gt;Numa democracia adulta e madura, o estado dramático em que estamos teria já originado um governo de base alargado (dito de salvação nacional) em que as diferenças ideológicas e programáticas seriam, por um tempo, postas de parte em prol de um plano de emergência em que o País, em uníssono, se comprometesse com objectivos para os próximos dois anos.&lt;br /&gt;Utopia? Não, não é….um pouco por toda e Europa (ver Espanha aqui ao lado) é assim que se têm gerido estes tempos difíceis e se têm preparado as bases para o futuro. Pelos vistos, passados quase 37 anos desde que implantámos a nossa democracia, ainda estamos na fase da adolescência político-partidária…e vamos pagar por isso.&lt;br /&gt;Concordo que a provocação arrogante e desastrada do governo com a apresentação do PEC 4 não deu ao PSD outra opção que não fosse esta. De facto, não existiam já condições mínimas para segurar um governo que, para além do total desrespeito institucional (com o Presidente da República, com a Assembleia, com a Oposição...) nas questões mais formais, não encontrava melhores ideias para reduzir o défice que cortar nas pensões de 180 ou 200 euros. Foi a gota de água.&lt;br /&gt;E agora? Bem, vamos para uma campanha eleitoral em que, receio, a demagogia, o populismo, a vitimização e o ajuste de contas serão o pão nosso de cada dia. &lt;br /&gt;Será pena. Até porque será uma perda de tempo. Os nossos parceiros europeus, o FMI, os nossos credores e as agências de rating, que (bem ou mal) nos avaliam, serão insensíveis aos nossos psico-dramas mesquinhos. O que quererão saber é o que faremos agora, para restauramos o mínimo de viabilidade financeira como Estado soberano, que ainda tentamos ser. Depois seria então interessante perceber que estratégias teremos para o futuro – na competitividade, no emprego, no modelo de Estado, na educação e na formação ao longo da vida. Sim, porque serão estas questões que nos permitirão olhar para Portugal num prazo de 10 a 15 anos e ver alguma saída, alguma visão de esperança.&lt;br /&gt;Por isso, na minha óptica, a primeira coisa que qualquer eleitor português deverá fazer é riscar das suas opções de voto quem apresente um discurso facilidade a curto prazo e que não saiba para onde quer ir no longo prazo. Portugal já pagou o suficiente por esta constante falta de “trabalho de casa”. Portanto, preparem-se…não vai ser fácil…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-422877447426214530?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/422877447426214530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=422877447426214530' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/422877447426214530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/422877447426214530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/04/preparem-senao-vai-ser-facil.html' title='Preparem-se…não vai ser fácil…'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rIUNukrFYWU/TZUg07PNKNI/AAAAAAAAAIE/4riX_fQA0_4/s72-c/DangerZonesApplicationIcon512x512%25282%2529.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7805793327277583869</id><published>2011-03-17T22:44:00.001Z</published><updated>2011-03-17T22:47:09.226Z</updated><title type='text'>Educação: sabemos para onde vamos?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y4wESsU7Ecw/TYKPY2JWoSI/AAAAAAAAAH8/fQMQk5nbsT4/s1600/education-future.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y4wESsU7Ecw/TYKPY2JWoSI/AAAAAAAAAH8/fQMQk5nbsT4/s320/education-future.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585184144907215138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se queremos agir sobre uma realidade, devemos começar por compreender essa mesma realidade, sem preconceitos ou mistificações. O mundo mudou bastante nos últimos 20 – 30 anos para que tenhamos, em determinadas matérias, uma visão fundamentalista e avessa a qualquer mudança. A Educação é uma dessas áreas.&lt;br /&gt;Não é frase feita, é mesmo a minha convicção: a Educação é a base de qualquer sociedade. Em Portugal, foi objecto de um enorme esforço de investimento e desenvolvimento nos últimos 35 anos, tendo em conta o desafio quantitativo de massificar e democratizar o acesso à escolaridade. Olhando para a oferta educacional e para as taxas de cobertura dos vários graus de ensino, esse desafio foi razoavelmente enfrentado e vencido. &lt;br /&gt;Neste momento, na era da globalização e do conhecimento, o desafio é outro, de natureza qualitativa: dotar crianças e jovens de capacidades (pessoais e sociais) que lhe permitam uma saudável inserção na sociedade e aprendizagens e competências para enfrentarem os desafios da empregabilidade deste século XXI.&lt;br /&gt;Como tal, parece-me essencial equacionarmos ou repensarmos algumas questões críticas para os resultados que desejamos: os modelos de ensino/ aprendizagem, os conteúdos e as metodologias pedagógicas, os modelos de gestão escolar, a responsabilidade da família e da comunidade envolvente.&lt;br /&gt;Infelizmente, como cidadão relativamente atento a este tema, vejo que em Portugal se gosta mais de discutir o acessório e se perde a noção do que é essencial. O debate político amplificado pela comunicação social foca-se em temas como as carreiras, as remunerações e as avaliações de professores ou no encerramento da escola A ou da escola B; ora se aborda o (complicadíssimo) sistema de colocação de professores ou o aparente facilitismo dos exames que nos leva a questionar se não estaremos a trabalhar para as estatísticas em vez de nos focarmos em resultados genuínos e concretos. &lt;br /&gt;Por favor, haja o bom senso de nos centrarmos no que é essencial. Haja o bom senso que darmos tempo a que cada reforma ou medida concreta tenha o seu tempo de provar resultados e não façamos “revoluções educativas” de 2 em 2 anos, ao sabor das preferências de cada ministro. Façamos exercícios de cenários para perspectivarmos onde queremos estar daqui a 10 anos, sempre com atenção à cada vez mais acelerada evolução social, cultural e tecnológica.&lt;br /&gt;Olhando para a realidade nacional, como não especialista neste campo, atrevo-me a deixar aqui algumas linhas e sugestões de melhoria:&lt;br /&gt;• Definição rigorosa de metas de aprendizagem – sempre revistas regularmente com vista a aferir a sua adequação às novas exigências;&lt;br /&gt;• Acabar com a estrutura hiper-centralizadora do Ministério da Educação, dando cada vez mais autonomia às escolas para tomarem as suas decisões;&lt;br /&gt;• Envolvimento intenso dos agentes locais (autarquias, associações, empresas) nas estratégias educativas;&lt;br /&gt;• Autonomia e responsabilização em termos de resultados;&lt;br /&gt;• Maior monitorização/ acompanhamento dos estudantes (combatendo o insucesso escolar e medindo sucessos futuros);&lt;br /&gt;• Passar de um paradigma de avaliação de professores para um modelo avaliação da escola e dos resultados;&lt;br /&gt;• Melhor orientação vocacional/ profissional;&lt;br /&gt;• Interligar políticas de família com política de educação – para que a escola não tenha a missão pesada e solitária de garantir tudo o que concerne ao desenvolvimento de qualquer criança ou jovem.&lt;br /&gt;São apenas ideias soltas, que aqui ficam como contributo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7805793327277583869?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7805793327277583869/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7805793327277583869' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7805793327277583869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7805793327277583869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/03/educacao-sabemos-para-onde-vamos.html' title='Educação: sabemos para onde vamos?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y4wESsU7Ecw/TYKPY2JWoSI/AAAAAAAAAH8/fQMQk5nbsT4/s72-c/education-future.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-3510896174480452185</id><published>2011-03-03T10:17:00.001Z</published><updated>2011-03-03T10:20:52.185Z</updated><title type='text'>O Magrebe aqui à porta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BLQogIuA9nk/TW9re6m2xsI/AAAAAAAAAH0/mT7WvBTE-_o/s1600/Magreb.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BLQogIuA9nk/TW9re6m2xsI/AAAAAAAAAH0/mT7WvBTE-_o/s320/Magreb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579796642207811266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os recentes acontecimentos na Tunísia, no Egipto e na Líbia trouxeram para dentro dos lares europeus, via televisão, toda uma região do mundo aparentemente esquecida, apesar de estar aqui à nossa porta: o denominado Magrebe, região do norte de África que ocupa toda a margem sul do Mediterrâneo, com as suas numerosas sociedades jovens, ávidas de liberdade, democracia, empregos e qualidade de vida. &lt;br /&gt;O momento e a velocidade com que tudo sucedeu são impressionantes. Regimes aparentemente sólidos, governados com mão de ferro, começaram a cair como castelos de cartas. Quem assistiu à queda do Muro de Berlim e dos regimes totalitários da Europa de Leste em 1989-90, não pode deixar de recordar as semelhanças entre estes dois autênticos terramotos históricos.&lt;br /&gt;Para a Europa, a evolução desta região é fundamental. Os recursos energéticos e as matérias-primas aí existentes, as oportunidades de investimento (actuais e futuras) e, principalmente, a gestão da imigração daí originária são variáveis vitais para a geoestratégia europeia.&lt;br /&gt;Na encruzilhada actual, há quem anteveja cenários optimistas e pessimistas. Quem antecipe um quadro mais negro, verá aqui a transição de regimes autoritários (mas simpáticos para o ocidente) para regimes totalitários extremistas, de carácter religioso, no pior exemplo do Irão. Há quem veja, pelo contrário, a oportunidade de emergirem sociedades livres e democracias genuínas e sólidas, com alguma semelhança à Turquia ou às monarquias moderadas da Jordânia e de Marrocos.&lt;br /&gt;Existem esperanças fundadas para este último cenário. Para começar, as revoltas populares foram despoletadas por grupos pouco estruturados, essencialmente constituídos por jovens e os partidos ditos religiosos desempenharam papéis secundários no evoluir das situações. Tem sido referido na comunicação social a importância de blogs e redes sociais (Facebook e Twitter) na disseminação das mensagens e em congregar todos os intervenientes numa causa comum. Tal só foi possível pela existência de segmentos da sociedade minimamente educados e qualificados. &lt;br /&gt;Contudo, a construção de uma democracia exige mais que multidões eufóricas na rua a celebrar a sua liberdade. Pressupõe que as novas constituições e leis fundamentais e os novos sistemas políticos a emergirem garantam o respeito pelos direitos humanos, liberdades e garantias mais elementares (e aqui incluo, a igualdade entre sexos e o direito universal à educação). Pressupõe ainda a clara separação entre religião do Estado, sempre tão melindrosa em países muçulmanos. Exige, por último, instituições que garantam separação dos poderes legislativo, executivo e judicial e que garantam economias de mercado minimamente transparentes, sem pressão das oligarquias antes dominantes.&lt;br /&gt;Estou convencido que o processo será longo e alguns casos tortuoso. E que a fronteira entre o renascimento e o caos poderá ser ténue. Se há uma zona do globo que a (incipiente) política externa europeia deverá funcionar de uma forma sólida e a uma só voz, será aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-3510896174480452185?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/3510896174480452185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=3510896174480452185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3510896174480452185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3510896174480452185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/03/o-magrebe-aqui-porta.html' title='O Magrebe aqui à porta'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BLQogIuA9nk/TW9re6m2xsI/AAAAAAAAAH0/mT7WvBTE-_o/s72-c/Magreb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5985938995504852618</id><published>2011-02-17T13:47:00.001Z</published><updated>2011-02-17T13:49:45.291Z</updated><title type='text'>Um Turismo (realmente) competitivo no Alentejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rsmQ2p0tg6c/TV0nc7BahLI/AAAAAAAAAHs/txry6TWH1aw/s1600/alentejo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rsmQ2p0tg6c/TV0nc7BahLI/AAAAAAAAAHs/txry6TWH1aw/s320/alentejo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574655291587986610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Na conferência “Alqueva: os próximos 10 anos”, realizada em Reguengos de Monsaraz no passado fim-de-semana, pela Associação Alentejo de Excelência, foi sublinhada a importância que o turismo tem no âmbito deste grande empreendimento. Os projectos em curso, pela sua ambição e posicionamento de elevadíssima qualidade, poderão efectivamente ser uma âncora para o desenvolvimento daquela zona, até há poucos anos desfavorecida pela geografia. Transpondo de uma óptica “micro”, para uma análise mais “macro”, ao nível do Alentejo, é importante percebermos como o carácter estratégico do turismo merece a devida atenção dos decisores políticos ao nível nacional, regional ou local.&lt;br /&gt;Primeiro ponto: as características únicas e as enormes potencialidades turísticas do Alentejo estão à vista e são conhecidas por todos. O clima, a monumentalidade de vilas e cidades (exemplo máximo: Évora, Património Mundial), a paisagem natural das planícies, as belezas da faixa litoral e a gastronomia são excelentes focos de atracção para a maioria dos segmentos turísticos. &lt;br /&gt;Diga-se, em abono da verdade, que os últimos números sobre a evolução do turismo na região são animadores. O Alentejo registou, em 2010, um crescimento de 6,7% nas dormidas para um total de 1,179 milhões, face às 1,104 milhões de 2009, de acordo com os dados do INE, divulgados Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo. Este terá sido, pois, o melhor ano turístico de sempre.&lt;br /&gt;Convém, contudo, não descansar sobre os primeiros sucessos uma vez que muito há ainda a fazer, para conseguirmos atingir a escala e os níveis de qualidade desejados. Analisando as questões de um ponto de vista de marketing, há que ter uma noção das reais necessidades e expectativas dos públicos-alvo nacionais e internacionais e conceber “produtos turísticos” de qualidade superior. Ora o produto-base, já existe, efectivamente – o Alentejo real, o território com as características acima descritas. Poderemos depois descortinar alguns produtos finais, para os quais o Alentejo detém vantagens competitivas únicas: desde as chamadas city short-breaks (ex. fins de semana em Évora) passando pelo turismo cultural, desde o tradicional golfe ao turismo natureza (com taxas de crescimento elevadas ano em termos internacionais), o turismo de saúde e bem-estar, o turismo náutico (com condições únicas no Alqueva) e o touring (circuitos turísticos) cultural e paisagístico. Cruzando estes produtos com os vários “Alentejos” geográficos, teremos aqui a possibilidade de criar novos pólos com elevados níveis de atractividade.&lt;br /&gt;Um factor será, na minha óptica, decisivo para mudar o paradigma do visitante (e da respectiva receita média): a oferta cultural, recreativa e de lazer. É necessário que agentes privados e públicos se esforcem por potenciar espectáculos (música, teatro, dança, multimédia), eventos desportivos, feiras, exposições temáticas, enfim, algo que, de forma estruturada e coerente, ajude a vender a imagem da região e transforme o visitante de passagem (que fica uma ou duas noites) num visitante que permaneça (pelo menos uma semana). &lt;br /&gt;Como factor crítico de sucesso, identifico ainda a necessária qualificação e formação na área, que permita capacitar em quantidade e qualidade os milhares de profissionais necessários para acolher o turismo na dimensão desejada.&lt;br /&gt;Apenas a promoção destas condições prévias permitirá, a meu ver, a realização da missão turística da Região, de forma bem sucedida e sustentada – e posicionar o Alentejo como marca de excelência no turismo mundial.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5985938995504852618?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5985938995504852618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5985938995504852618' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5985938995504852618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5985938995504852618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/02/um-turismo-realmente-competitivo-no.html' title='Um Turismo (realmente) competitivo no Alentejo'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rsmQ2p0tg6c/TV0nc7BahLI/AAAAAAAAAHs/txry6TWH1aw/s72-c/alentejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-4326826949937752853</id><published>2011-02-04T02:32:00.001Z</published><updated>2011-02-04T02:34:39.382Z</updated><title type='text'>Coesão Territorial…há que pregar e praticar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TUtltWqQk4I/AAAAAAAAAHc/8iLsHSBT_Z4/s1600/BandeiraPortugal01%255B1%255D.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TUtltWqQk4I/AAAAAAAAAHc/8iLsHSBT_Z4/s320/BandeiraPortugal01%255B1%255D.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569657194025096066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Primeiro caso: assistimos a um período de obras, previsto para 12 meses, que teve início em Maio do ano passado, na ligação ferroviária diária da CP entre Lisboa e Évora. Período imenso, com impactos fortíssimos na qualidade de vida de muitas pessoas que fazem a sua vida entre as duas cidades. O sacrifício teve uma boa causa e terá a sua recompensa? Não é assim tão evidente. O serviço para Évora sofrerá uma redução em termos de conforto e comodidade. Em vez de carruagens Intercidades rebocadas por uma máquina eléctrica, a CP optou por uma solução mais barata, com base em automotoras eléctricas. Ainda no mesmo tema ferroviário, a cidade de Beja perde os comboios directos para a capital devido aos transbordos que passarão a ser obrigatórios em Casa Branca. &lt;br /&gt;Segundo caso: em todo o Alentejo, foram já anunciados, desde meados do ano transacto, os encerramentos de dezenas de escolas básicas. Se os critérios de uma racionalidade económica mínima e de eficácia pedagógica parecem razoáveis, tal já não acontece quando existem outras variáveis. Se, de facto, encontramos aqui instituições que preenchem todos os requisitos pedagógicos e que, estando localizadas em regiões isoladas, assumem uma função determinante para o desenvolvimento de pequenas comunidades rurais, talvez o caminho seguido não pareça afinal tão óbvio e consensual.&lt;br /&gt;Isto leva-nos à velha discussão sobre a coesão territorial, isto é, a nossa capacidade tornar as várias regiões deste pequeno país relativamente equitativas em termos de oportunidades de desenvolvimento, reduzindo as disparidades existentes e promovendo, dentro do possível, a cooperação entre elas. Se considerarmos, no limite, que um País é apenas o conjunto das suas pessoas, podemos acantonar os 10 milhões de portugueses na faixa litoral e poupar o que se gastaria em infra-estruturas no resto do território. Mas o País é também o seu espaço e, como é hoje de bom senso concordar, a qualidade de vida e desenvolvimento sustentável de uma população aumenta com a uma visão integrada que promova os vários territórios (com os seus recursos) e os torne atractivos, essencialmente em termos de habitabilidade e empregabilidade.&lt;br /&gt;É por isso que, quando leio ou ouço os casos acima mencionados fico sempre com a convicção que existe aqui uma gravíssima miopia política e estratégica. Se nos resignarmos apenas a fazer contas à demografia e à economia pública, vamos continuar a retirar os equipamentos públicos essenciais e promover o abandono de boa parte do nosso território.&lt;br /&gt;Que resposta? Não há soluções mágicas, mas não é preciso muita imaginação para perceber que deveríamos muitas vezes fazer raciocínios inversos. Em concreto, pensar a nível macro, regional, e fazer apostas concretas, investindo em criar ou manter infra-estruturas básicas para a competitividade regional e para a qualidade de vida dos respectivos habitantes. Fazê-lo criando soluções inter-municipais (com a colaboração da administração central) e reduzindo muitos dos desperdícios que por aí ainda se fazem. Se continuarmos, pelo contrário, pela via do desinvestimento constante, ainda teremos no interior de Portugal o deserto que um certo ministro em tempos profetizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-4326826949937752853?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/4326826949937752853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=4326826949937752853' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4326826949937752853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4326826949937752853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/02/coesao-territorialha-que-pregar-e.html' title='Coesão Territorial…há que pregar e praticar!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TUtltWqQk4I/AAAAAAAAAHc/8iLsHSBT_Z4/s72-c/BandeiraPortugal01%255B1%255D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6011657975404832396</id><published>2011-01-14T11:23:00.002Z</published><updated>2011-01-14T11:30:45.308Z</updated><title type='text'>Como financiar a democracia?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TTAz3PqcbNI/AAAAAAAAAHU/lmbD6ZQwKt0/s1600/funding.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TTAz3PqcbNI/AAAAAAAAAHU/lmbD6ZQwKt0/s320/funding.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562002563992939730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República promulgou, há umas semanas atrás, a nova lei do financiamento dos partidos, apesar de esta, no seu entender, incluir opções (cito) «indubitavelmente questionáveis». A redução das subvenções públicas e dos limites máximos dos gastos nas campanhas eleitorais foram imperativos a ter em conta, quer na concepção, quer na promulgação da lei em causa.&lt;br /&gt;Convém, desde já, clarificar o que está em causa. Este é um debate actual na maioria dos regimes democrático e, a meu ver, deve ser conduzido tendo em vista dois objectivos essenciais: (1) assegurar que todas as forças partidárias disponham dos recursos suficientes para exercerem a sua acção política, uma vez que esta é fundamental para a estruturação da vontade política dos cidadãos e (2) garantir a máxima transparência das fontes de financiamento partidário, de modo a que os partidos desempenhem o seu papel de forma independente e livre de quaisquer constrangimentos ou influências, públicas ou privadas. Isto não é fácil de garantir, nem aqui, nem no resto do mundo. Basta lembrar-nos dos escândalos que nas últimas décadas afectaram a França, Espanha, Itália ou Alemanha.&lt;br /&gt;Aqui, a questão do modelo é essencial. Em Portugal, através da lei aprovada em 2003 privilegiou-se um modelo de financiamento tendencialmente público. Revelando-se bastante oneroso para o Orçamento do Estado, tem sido justificado pelo argumento dos «custos da democracia» - no fundo, a factura que os contribuintes devem suportar com vista a diminuir a possibilidade de ocorrência de situações indesejadas, como corrupção ou clientelismo.&lt;br /&gt;A presente lei, com as alterações agora em vigor, está longe da perfeição. Procurando, estabelecer limites e controlos rígidos, contém dimensões obscuras que se podem tornar perigosas: a ausência de um conceito claro de “actividade de angariação de fundos”, a possibilidade de contribuições dos candidatos, cujos rendimentos e patrimónios, como é sabido, não se encontram sujeitos à fiscalização ou o aumento das receitas que os partidos podem receber em “dinheiro vivo”.&lt;br /&gt;Sinceramente, gostava que num dia futuro, fosse possível outra solução, assente num outro modelo. Acho que numa sociedade saudável, os cidadãos deveriam poder contribuir com o que desejassem, para o seu partido – assim o fizessem com transparência. Os partidos são, pela sua própria natureza, associações privadas. São grupos de pessoas que partilham as mesmas ideias e que desejam promover as suas causas e o seu modo de ver a sociedade. Transformar os partidos em “instituições públicas” dependentes deste financiamento faz com que percam a sua essência e que o espectro partidário se mantenha imóvel e sem a sempre saudável regeneração. Em suma, máxima liberdade com a máxima responsabilidade e possibilidade de escrutínio.&lt;br /&gt;Enfim, como o possível é diferente do desejável, apenas espero que a transparência impere e os mecanismos de controlo funcionem. Que não continuemos a assistir, como no passado, a acórdãos do Tribunal Constitucional (com 2 ou 3 anos de atraso!) a condenarem as práticas dos partidos. E que não vejamos, continuamente nos telejornais portugueses, indícios que a falta de ética conseguiu novamente contornar a boa vontade das leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6011657975404832396?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6011657975404832396/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6011657975404832396' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6011657975404832396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6011657975404832396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/01/como-financiar-democracia.html' title='Como financiar a democracia?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TTAz3PqcbNI/AAAAAAAAAHU/lmbD6ZQwKt0/s72-c/funding.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-528068921524895492</id><published>2011-01-01T19:09:00.002Z</published><updated>2011-01-01T19:17:37.245Z</updated><title type='text'>2011…para que servirá?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TR99yV6jkHI/AAAAAAAAAHA/S85Rnn1IuKw/s1600/sign2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TR99yV6jkHI/AAAAAAAAAHA/S85Rnn1IuKw/s320/sign2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557298769028157554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas” (William George Ward)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, 2011 está à porta. Não vou aqui entrar em banalidades sobre a enorme importância e os problemas incontornáveis que enfrentaremos no próximo ano. Todos os anos nos colocam desafios e, desde que os queiramos enfrentar com coragem e determinação, podem sempre tornar-se tempos de mudança e de sucesso nas várias dimensões das nossas vidas.&lt;br /&gt;E é precisamente isso que pode marcar a diferença: a responsabilidade individual e as escolhas que fazemos. Algo que, confesso, parece estar fora de moda. De facto, no contexto de crise actual, vejo cada vez mais gente a entrar na fase da “reivindicação”. O que se pede: tudo! Desde emprego para toda a vida, saúde, educação e auto-estradas gratuitas, férias, feriados e respectivas pontes, aumentos salariais reais, enfim, a qualquer lado onde a imaginação (e o hábito das últimas décadas) nos levar. Curiosamente, ninguém explica como se pode sustentar tamanha ambição.&lt;br /&gt;E aqui a racionalidade não abunda. Efectivamente, o que pode o comum cidadão pensar ou fazer quanto nas mais altas esferas politicas se revela a maior ignorância, demagogia e insensatez? Exemplos? Temos candidatos presidenciais a clamar contra os “mercados” maquiavélicos que conspiram contra nós mas ninguém explica onde é que, de forma alternativa a esses mercados, se pode ir buscar os 40 ou 50.000 milhões de euros de que necessitaremos em 2011. Como podemos continuar a pedir emprestado a 7% quando crescemos a taxas de 0,5% (ou não crescemos, como tem acontecido). Ministros e deputados clamam em defesa dos “direitos adquiridos dos trabalhadores” e do “aumento da produtividade nacional” mas ninguém explica o que se fará para defender ambas. Menos férias e diminuição do número de feriados? Aumento da idade da reforma? E, já que estão tão preocupados com os que têm emprego porque não estão de igual modo indignados com o desemprego estrutural de longa duração e, essencialmente, dos mais de 20% de jovens para quem o mercado de trabalho está fechado? A reivindicação não leva a caminho algum quando está desfasada da realidade.&lt;br /&gt;Muitos dizem que o ano de 2011 será, inevitavelmente, um ano dramático em termos sociais em Portugal. Não sou muito dado a fatalismos e, como tal, estou convicto que muito poderá ser feito em termos individuais e colectivos. O Estado não pode acorrer a tudo por falta de meios e conhecimento da realidade local mas o sector social de proximidade (associações, Misericórdias, IPSS’s) pode…e muito. Contudo, a atitude dominante da sociedade e dos políticos portugueses terá de ser outra.&lt;br /&gt;Se o ano de 2011 pode servir para algo mais nobre e construtivo, penso que a resposta estará numa nova atitude e num exercício de “contabilidade individual”: o que quero receber e o que estou capacitado para dar. No fundo, que atitudes, decisões e acções estão ao alcance da minha vontade e como influenciarão os resultados que vou obter ao longo do tempo, numa evidente relação causa-efeito. Seja em concretizar um novo projecto ou inovação profissional (por conta própria e criando postos de trabalho ou por conta de outrem, melhorando o que já é feito), seja em dar atenção à Comunidade em que se está envolvido (região, cidade, bairro), investir na sua própria educação, na formação e no conhecimento, seja da forma mais simples possível, promover uma boa gestão pessoal/ familiar dos recursos. À falta de melhor, que 2011 nos sirva para isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-528068921524895492?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/528068921524895492/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=528068921524895492' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/528068921524895492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/528068921524895492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2011/01/2011para-que-servira.html' title='2011…para que servirá?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TR99yV6jkHI/AAAAAAAAAHA/S85Rnn1IuKw/s72-c/sign2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8594687009283665068</id><published>2010-12-17T01:46:00.001Z</published><updated>2010-12-17T01:48:51.062Z</updated><title type='text'>O Portugal Positivo vencerá a pesada herança?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TQrBd3VzDLI/AAAAAAAAAGs/t9ijFT_mD64/s1600/portugal.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TQrBd3VzDLI/AAAAAAAAAGs/t9ijFT_mD64/s320/portugal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551462209503300786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos de crise em que estamos submersos, a expressão “Portugal Positivo” poderá parecer uma heresia ou uma divagação lunática. Mas não, caro(a) leitor(a), é apenas a descrição justa e apropriada para determinadas realidades que, se forem promovidas, acarinhadas e multiplicadas, poderão ser a chave do nosso futuro enquanto estado-nação.&lt;br /&gt;Todos conhecemos o nosso retrato mais negro (e verdadeiro…e actual!): um país com défices de educação e literacia tremendos (pois, não estou eufórico com os resultados do PISA, considero-os apenas um bom indicador), com uma justiça indescritível em termos de ineficiência e morosidade, um sistema de saúde com um custo insustentável que tarda em reorganizar-se para os níveis de serviço pretendidos, com uma economia pouco competitiva e produtiva, com enormes “custos de contexto” que não atraem o investimento estrangeiro, uma administração pública que todos os “simplexes” do mundo não conseguem reformar, um território desordenado e um património urbano altamente degradado e finanças com um endividamento externo brutal, que poderá comprometer o futuro das próximas gerações…Enfim…já chega!&lt;br /&gt;Mas temos um outro Portugal que passa ao lado deste cenário e, apesar de tudo, mostra as nossas competências, capacidades de inovação, de empreendedorismo e de obter resultados no exigente patamar da economia global. Exemplos? Aqui vão, de forma não estruturada…. &lt;br /&gt;Para começar, ressalvar aquilo que nos foi dado, sem termos qualquer trabalho. Temos um país abençoado pela geografia física (o clima, as paisagens naturais, a extensa costa marítima) e pela geografia humana (história e respectivo património, gastronomia e hospitalidade). Conheço vários gestores internacionais que se radicaram em Portugal, encantados por estes nossos “factores de atracção”.&lt;br /&gt;Depois, no esforço dos últimos 35 anos, construímos condições para os nossos muitos casos de sucesso. Temos empresas conceituadas a nível mundial, muitas apenas de dimensão média, como a YDreams (tecnologia interactiva), a Critical Software (soluções de informática que asseguram o suporte a sistemas críticos), a Euronavy (tintas e revestimentos), Renova (papel doméstico) ou a Bial (farmacêutica). Temos produtos de qualidade que se afirmam nível global como o vinho, a cortiça o calçado até software de gestão. Temos estratégias emergentes e já bem sucedidas na área das energias (renováveis) e nas soluções de mobilidade eléctrica. Temos o Talento português a triunfar em exigentes palcos como a diplomacia (Barroso, Guterres), o desporto (Ronaldo, Mourinho) ou a alta finança (Borges, Horta Osório). No caso concreto dos recursos humanos, e passando para além destas celebridades, milhares de jovens profissionais, extremamente capazes e qualificados, triunfam por esse mundo fora, em Barcelona, Londres ou Nova Iorque. &lt;br /&gt;A pesada herança, de que todos os governos se queixam quando chegam ao poder é estrutural e uma entropia real ao sucesso do país – a incapacidade de o Estado e a Sociedade se prepararem para os desafios deste século XXI. Mas, neste ponto, não irei gastar mais latim…todos os diagnósticos já foram feitos! Ou alteramos este “quadro geral” no prazo de 8-10 anos, ou não haverá muito mais a fazer. O “Portugal Positivo” mudar-se-á de armas e bagagens para bem longe e ficaremos apenas um país de sol, praia, resorts e empregados de mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8594687009283665068?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8594687009283665068/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8594687009283665068' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8594687009283665068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8594687009283665068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/12/o-portugal-positivo-vencera-pesada.html' title='O Portugal Positivo vencerá a pesada herança?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TQrBd3VzDLI/AAAAAAAAAGs/t9ijFT_mD64/s72-c/portugal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6918784941124189861</id><published>2010-12-03T14:58:00.002Z</published><updated>2010-12-03T15:03:06.089Z</updated><title type='text'>Cavaco Silva em 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TPkGoUYX7sI/AAAAAAAAAGk/C-9SEv1UmII/s1600/CavacoSilva.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TPkGoUYX7sI/AAAAAAAAAGk/C-9SEv1UmII/s320/CavacoSilva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546471705818951362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao que indicam todas as sondagens, Cavaco Silva prepara-se para, no próximo dia 23 de Janeiro de 2011, ser reeleito Presidente da República. Confesso que desde sempre senti uma grande proximidade e afinidade com este político invulgar que, nos últimos 30 anos, marcou a democracia portuguesa. O seu desempenho como primeiro-ministro é incontornável para quem queira perceber o Portugal do final do século XX e a sua reaparição como candidato presidencial, no final de 2005, foi o corolário óbvio de um trajecto pessoal de uma carreira política de qualidade ímpar.&lt;br /&gt;Mas muitas pessoas, especialmente na minha geração, ainda se interrogam sobre a verdadeira natureza de Cavaco Silva e sobre as suas qualidades e razões da sua popularidade e sucesso eleitoral comprovados. De certa forma, a dúvida é compreensível…Cavaco não tem o perfil estereotipado do político que nos habituámos a ter aqui neste canto da Europa. Não tem o verbo fácil e a capacidade oratória de um Guterres ou de um Santana Lopes, não tem a imagem sobranceira e transbordante de confiança de um Soares, não terá o carisma simultaneamente magnético e inacessível de um Sá Carneiro ou de um Cunhal. Cavaco Silva tem, contudo, algo diferenciador, diria quase único: uma conjugação fortíssima de credibilidade, seriedade, sentido ético e experiência política.&lt;br /&gt; Em primeiro lugar, a credibilidade que o seu legado de primeiro-ministro lhe confere é imensa. Quem comparar a forma de governar Portugal antes, durante e após Cavaco notará um estilo e um sentido de eficiência e eficácia inimitáveis. Quem assistiu àqueles 10 anos, viu uma estratégia concreta para o País, prioridades definidas, rigor na tomada de decisões e um sentido de profissionalismo na política. Independentemente de erros havidos (inevitáveis e inerentes a qualquer ser humano), Portugal saiu deste ciclo dotado de infra-estruturas, de equipamentos, de um tecido económico e de modelos de governação adequados aos desafios do mundo actual.&lt;br /&gt;Depois, temos a sua seriedade e sentido ético, postos à prova inúmeras vezes nos últimos anos. Cavaco Silva nunca deixou de sublinhar aquilo que em cada momento lhe pareceu importante, fosse ou não um assunto que granjeasse mediatismo ou simpatias. Os exemplos são vários. Nas questões da competitividade da economia portuguesa, do défice e da dívida foi dos primeiros a falar, enquanto estávamos entretidos com o Euro 2004 ou outras pseudo-prioridades. Nas questões constitucionais (estatuto político dos Açores) não receou a incompreensão ou apatia dos portugueses em férias para vir à televisão alertar para a monstruosidade legislativa que aí vinha. Na questão da lei do divórcio, não receou parecer antiquado quando alertou para as suas consequências sociais, especialmente nos segmentos mais carenciados da população. Curiosamente, as principais críticas a Cavaco – distância, excessivo formalismo, gestão cuidada das palavras e dos silêncios - são apenas sintomas menores dos traços de personalidade e das competências que o tornam a escolha óbvia nestes tempos tão conturbados e incertos.&lt;br /&gt;O que pode representar Cavaco em 2011? Em primeiro lugar, representará segurança, certeza e previsibilidade de actuação. Representará uma garantia do bom funcionamento das instituições e um travão eficaz contra tentações partidárias (venham donde vierem) de controlo excessivo do Estado e da nossa sociedade. Representará, por último, um testemunho e um exemplo de um homem sério que, apenas pelo seu trabalho e pelo seu mérito (sem as facilidades de berço ou de apadrinhamento tão normais em Portugal), desempenha as funções de mais alto magistrado da Nação. Nos tempos que correm, de descrédito e descrença na política, isto não é pouco! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6918784941124189861?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6918784941124189861/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6918784941124189861' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6918784941124189861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6918784941124189861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/12/cavaco-silva-em-2011.html' title='Cavaco Silva em 2011'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TPkGoUYX7sI/AAAAAAAAAGk/C-9SEv1UmII/s72-c/CavacoSilva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-292551322934483489</id><published>2010-11-18T17:10:00.003Z</published><updated>2010-11-18T17:31:20.873Z</updated><title type='text'>NATO em Portugal…é mesmo importante?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TOVi4QidFfI/AAAAAAAAAGc/8utqwltF1PI/s1600/images%255B9%255D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TOVi4QidFfI/AAAAAAAAAGc/8utqwltF1PI/s320/images%255B9%255D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540943635200939506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Portugal acolherá nos próximos dias a cimeira da NATO. Bem sei que no actual cenário de crise económica e social, as questões de defesa e segurança internacional estão nos últimos lugares da lista de prioridades dos portugueses. Para muitos, parecerá um dispêndio de energia e dinheiro qualquer preocupação com estas questões por parte dos nossos políticos. &lt;br /&gt;Mas…acreditem que a importância desta cimeira é maior do que aparenta! Neste mundo cada vez mais globalizado e interdependente mas, simultaneamente, mais incerto e inseguro, a existência de uma organização de defesa internacional, com capacidade militar comprovada, que agrupa a grande maioria das democracias do hemisfério norte, é uma das poucas coisas que podemos considerar certas e seguras. O novo conceito estratégico, a ser aprovado e assinado nesta reunião, vai ser importante para a Europa e os EUA decidirem o seu papel no mundo.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o contexto que temos. O mundo pós-guerra fria de 1989-2001, com a supremacia ocidental assente na liderança dos EUA e o período de indefinição e transição 2001-2008, marcado pela ameaça terrorista e pelo desencadear dos conflitos do Iraque e do Afeganistão, são etapas passadas. Está a emergir um mundo multipolar, balizado por grandes potências (EUA e China) e médios poderes (Brasil, Índia, Rússia, Japão, Turquia entre outros), cada qual com a sua agenda própria. A União Europeia, que exclui propositadamente da frase anterior, ainda não escolheu bem o que quer ser – e tenho dúvidas que o faça em breve por falta de liderança interna. De facto, as crises que assolam com particular gravidade as economias ocidentais assentes no modelo de estado-social, deixam poucos recursos e pouca vontade de investimento em matéria de segurança. O que é deveras preocupante. Qualquer observador atento à geoestratégia, antevê facilmente imensos focos de conflito para os próximos 25 anos. Seja por recursos (luta por matérias-primas, água ou fontes de energia), seja por razões económicas e monetárias (a liberdade do comércio mundial e conflitos em matéria cambial), por razões demográficas (migrações) ou religiosas (fundamentalismo islâmico), não esperemos um mundo muito racional, sensato e pacífico para as próximas décadas. Por uma questão de capacidade de antevisão e compromisso com as gerações futuras, não podemos simplesmente ignorar este contexto de (in)segurança apenas por que é mais confortável (e mais barato).&lt;br /&gt;Na nova estratégia a sair da cimeira de Lisboa, deverá estar bem vincada a missão, o âmbito de actuação e a capacidade de resposta que deverá estar preparada para fazer face às ameaças. Em síntese, qual a deverá ser a projecção da NATO – a nível mundial, considerando que a defesa dos seus membros começa muitas vezes do outro lado do mundo a milhares de quilómetros das suas fronteiras? Qual o papel do polémico escudo anti-míssil, um instrumento-chave para a defesa da Europa e dos EUA? Avançará com ou sem a parceria com a Rússia? Qual a forma mais eficaz de abordar e responder à ameaça do terrorismo islâmico? A missão da NATO (ISAF) no Afeganistão é para manter até à pacificação total e democratização do país? Haverá compromisso e recursos para tal?   &lt;br /&gt;Aqui se vai evidenciar a capacidade dos actuais líderes políticos olharem para além dos seus calendários eleitorais e da pressão mais imediata das suas opiniões públicas. Como não há “omoletes sem ovos”, os países da NATO deverão começar a cumprir a obrigação de investimento de 2% do seu PIB nos orçamentos de defesa (algo cumprido apenas por cinco países). E não esperar que, sempre que há problemas, sejam os EUA a pagar a factura em dinheiro e vidas humanas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-292551322934483489?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/292551322934483489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=292551322934483489' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/292551322934483489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/292551322934483489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/11/nato-em-portugale-mesmo-importante.html' title='NATO em Portugal…é mesmo importante?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TOVi4QidFfI/AAAAAAAAAGc/8utqwltF1PI/s72-c/images%255B9%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-212746800664969761</id><published>2010-11-05T12:35:00.001Z</published><updated>2010-11-05T12:39:46.684Z</updated><title type='text'>Cidades sustentáveis: apostar na qualidade de vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TNP7C6dRi9I/AAAAAAAAAGU/cDqIX79iVXU/s1600/imagesCAIZBIZN.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 178px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TNP7C6dRi9I/AAAAAAAAAGU/cDqIX79iVXU/s320/imagesCAIZBIZN.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536044394438822866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Opinião muito pessoal: boa parte dos nossos problemas, enquanto membros desta grande comunidade chamada Portugal, reside na nossa incapacidade para uma auto-responsabilização e consequente boa gestão dos nossos espaços: conforme a escala considerada, falo das nossas cidades, vilas, aldeias, freguesias ou bairros. Tudo esperamos ser resolvido pelo sempre omnipresente (e quase sempre ineficaz) Estado central. O poder autárquico democraticamente eleito já tem cerca de 35 anos mas, não obstante as suas muitas conquistas, não conseguiu ainda garantir níveis aceitáveis de sustentabilidade, qualidade de vida, conforto e boa gestão do espaço público. Falarei em particular das cidades, como pólos de atracção de pessoas e como focos de inovação cultural, tecnológica e económica. De facto, em sociedades pós-industriais e de forte cariz urbano, novas problemáticas colocam-se a todos os seus cidadãos e políticos-decisores: da desagradação/ desertificação dos centros, à obsolescência das antigas zonas industriais, da mobilidade à eficiência energética, da inevitável multiculturalidade aos fenómenos de pobreza, exclusão e criminalidade, do (des)ordenamento urbanístico à competitividade económico-empresarial, muitos são os desafios que encontramos. &lt;br /&gt;Primeiro, penso ser importante reflectir sobre a questão da sustentabilidade, numa perspectiva integrada. Será que as nossas cidades são realmente sustentáveis nas suas vertentes económica (atracção de investimento e criação de riqueza e empregos), social (inclusão e vida harmoniosa das comunidades) ou ambiental (ordenamento, ocupação do espaço, energia, gestão de resíduos e poluição)? Será que os nossos investimentos em soluções de mobilidade são os adequados? Será viável que a logística de abastecimento alimentar aos centros urbanos continue assente numa rigorosa separação cidade-campo (ainda me recordo das estratégias de agricultura urbana defendidas pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles)?  &lt;br /&gt;Depois, pensemos a estrutura das cidades, das suas edificações. Uma questão premente é o desenvolvimento de estratégias de recuperação rápida dos centros históricos, que estão no estado que todos conhecemos. Há que fazê-lo com medidas integradas, que promovam a atracção de indivíduos e famílias, nomeadamente nos segmentos etários mais jovens. Aqui, olhando para a realidade portuguesa, não podemos ignorar a necessidade de um novo regime do arrendamento urbano, uma vez que o de 2006 pouco ou nada tem resolvido. A existência de cerca de 400.000 fogos arrendados com contratos celebrados antes de 1990, muitos dos quais com rendas inferiores a 50 euros, é problema que exige medidas efectivas e rápidas (de preferência, que produzam efeitos antes que os edifícios em causa comecem a ruir). Há que criar condições de flexibilidade para a convergência gradual com os preços de mercado e dinamizar a inserção de imóveis devolutos no mercado imobiliário. Como é sabido, somos um país que tem mais de 500.00 imóveis abandonados com consequências inerentes em termos de estética, degradação urbana e insalubridade.&lt;br /&gt;Ainda refiro a necessidade, no âmbito sócio-cultural, de estratégias de “urbanismo de proximidade”. A “cultura de praça” ou “do bairro”, com as suas especificidades, deve ser motivadora para o empenhamento dos seus cidadãos. Promover a cidadania, dignificar o espaço de convívio público, dinamizar a oferta cultural e recreativa, apostar em parcerias e partilha de tarefas com instituições de solidariedade social será fundamental, até para garantir as questões de inclusão antes mencionadas. De facto, os paradigmas do “bairro social” e do “condomínio privado” (ambos exemplos extremos, promotores da exclusão), tão ao gosto português, devem, definitivamente, dar origem a uma cultura de cidade competitiva, atractiva e…sustentável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-212746800664969761?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/212746800664969761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=212746800664969761' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/212746800664969761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/212746800664969761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/11/cidades-sustentaveis-apostar-na.html' title='Cidades sustentáveis: apostar na qualidade de vida'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TNP7C6dRi9I/AAAAAAAAAGU/cDqIX79iVXU/s72-c/imagesCAIZBIZN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7096779883299360602</id><published>2010-10-21T01:34:00.003+01:00</published><updated>2010-10-22T00:26:51.939+01:00</updated><title type='text'>Para que serve um Partido político?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TMDMLcEp3mI/AAAAAAAAAGM/ruTGAZce8YU/s1600/imagesCA3ONNS1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 211px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TMDMLcEp3mI/AAAAAAAAAGM/ruTGAZce8YU/s320/imagesCA3ONNS1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530644839297310306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos que correm, à medida que a economia desce ao inferno e a coesão social ameaça tornar-se um pesadelo neste País, a política, os partidos e os políticos afundam, ainda mais, o seu nível de credibilidade e prestígio. Não é necessária uma sondagem assente numa amostra com validade estatística. É quase consensual a sensação de que a Politica se encontra com uma imagem extremamente negativa, fenómeno que não é apenas português, mas uma realidade na maioria das sociedades ocidentais. &lt;br /&gt;Nesta análise, podemos lançar uma pergunta (propositadamente) provocatória: afinal, para que serve hoje um partido político? Desde já, um devido esclarecimento: sou militante de um partido e, como é óbvio, nunca simpatizei com uma visão demagógica e simplista que vê os políticos como seres ambiciosos e sem escrúpulos, e os partidos como a fonte de todos os males. A realidade, fria e objectiva, é outra: os partidos são essenciais a qualquer democracia. Representam estruturas mínimas de entendimento e compromisso, sem as quais era impossível construir projectos políticos consistentes e continuados no tempo. Mas, de facto, não podem acomodar-se a serem meras estruturas imóveis, desligadas da sociedade que os rodeia, em que conjuntos de pessoas (dirigentes e militantes) aguardam o desenrolar dos sucessivos ciclos eleitorais. Pelo contrário, os partidos têm papéis importantes a desempenhar. Na minha opinião, existem 4 essenciais:&lt;br /&gt;1 - Assegurar a sintonia entre a agenda do poder político e a realidade vivida e sentida pelas pessoas. &lt;br /&gt;Os problemas quotidianos, que afectam a felicidade e qualidade de vida dos cidadãos passam frequentemente ao lado da agenda política. Os partidos devem estar centrados na realidade e nas Pessoas e não em jogos de curto prazo, de manutenção de poder – compete-lhes este exemplo e esta prática.&lt;br /&gt;2 - Gerar ideias e projectos políticos concretos &lt;br /&gt;Perante novos problemas e desafios, é preciso definir princípios políticos e propostas de acção coerentes. Há sempre a sensação que é mais do mesmo e a coragem de clarificar não abunda. Manuel Maria Carrilho, pelo qual sou insuspeito de simpatia, teve uma afirmação lúcida há umas semanas atrás: os partidos devem ser "laboratórios de ideias". De facto, só assim poderão gerar, no seio de debates internos, abertos e construtivos, as soluções mais inovadoras e eficazes para os problemas que continuamente vamos encontrando na evolução das nossas sociedades.&lt;br /&gt;3 - Pugnar pela coerência entre compromissos assumidos e aquilo que é efectivamente realizado. &lt;br /&gt;Os partidos devem falar verdade a priori, explicitar compromissos e, depois de eleições, democraticamente, controlar a acção política de quem está no poder. Tanto em contextos nacionais com em locais, frequentemente, nas oposições fica-se pela retórica vazia pela ausência de escrutínio e de propostas alternativas diferenciadoras. &lt;br /&gt;4 - Atrair novas pessoas e novas competências para a política. &lt;br /&gt;Hoje é essencial, para o sucesso e credibilidade dos Partidos, a abertura à sociedade civil. Deverão, pois, criar condições favoráveis para a atracção de pessoas com reconhecidas qualificações profissionais, oriundas de meios diversos (empresariais, académicos, etc) que, mesmo não se enquadrando na disciplina partidária, possam colaborar e enriquecer as várias propostas eleitorais.&lt;br /&gt;Aqui assenta a missão de um partido. E só assim se pode garantir que a política tem credibilidade e impacto e que não é apenas um conjunto de rituais maçudos nos quais ninguém se revê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7096779883299360602?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7096779883299360602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7096779883299360602' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7096779883299360602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7096779883299360602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/10/para-que-serve-um-partido-politico.html' title='Para que serve um Partido político?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TMDMLcEp3mI/AAAAAAAAAGM/ruTGAZce8YU/s72-c/imagesCA3ONNS1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7570484342630143531</id><published>2010-09-30T18:56:00.001+01:00</published><updated>2010-09-30T19:03:42.265+01:00</updated><title type='text'>Imigração e Integração: um alerta para a Europa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TKTQzoglPfI/AAAAAAAAAF0/tmraMKemc1k/s1600/crowded-britain_796405c.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TKTQzoglPfI/AAAAAAAAAF0/tmraMKemc1k/s320/crowded-britain_796405c.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522768628529053170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A recente cruzada de Sarkozy para acabar com os acampamentos ilegais de ciganos em França e sua consequente expulsão veio trazer de novo para a discussão pública a questão da imigração na Europa - e, inevitavelmente, a integração das minorias étnicas. As diferentes posições extremaram-se ao ponto de se falar em atentado aos direitos humanos e (rídiculo!) de alguém ter lembrado o holocausto judaico da II Guerra Mundial. Podemos somar a esta polémica a proibição do véu islâmico (também em França) e temos aqui um dos grandes dilemas da Europa: com que atitude devemos lidar com um inevitável mundo globalizado, em que sociedades abertas, cosmopolitas e multiculturais sucederão a sociedades mais homogéneas e fechadas.&lt;br /&gt;Segundo um recente relatório da Comissão Mundial sobre as Migrações Internacionais (CMMI), a Europa é porta de entrada para 560 mil imigrantes ilegais todos os anos – o que é insustentável. Estima-se que vivem actualmente 56,1 milhões de estrangeiros no continente europeu, o que representará cerca de 7,7% da sua população.&lt;br /&gt;Façamos um exercício de bom senso. A Europa, tendo em conta a sua evolução demográfica e a necessidade de mão-de-obra que sustente a economia, precisa obrigatoriamente de imigrantes, que virão naturalmente do Sul ou de Leste – muitos especialistas falam em 50 milhões de imigrantes até 2050. Trarão costumes, culturas e hábitos diferentes e chegarão por razões profissionais e por vários outros motivos: reunificação familiar, asilo, refúgio ou por razões humanitárias.&lt;br /&gt;A conclusão a tirar parece-me óbvia. É necessário que a Europa defina de forma muito clara os princípios condutores dos processos de imigração e integração. Deve fazê-lo em termos quantitativos (quotas) para assegurar capacidade de acolhimento em condições mínimas e para garantir que existem oportunidades para integração profissional. Deverá também clarificar os valores e as normas de conduta mais elementares que quem vier terá de respeitar. Naturalmente, o respeito pelos direitos humanos, liberdades e garantias mais elementares (e aqui incluo, a igualdade entre sexos e o direito universal à educação) serão os pilares base.&lt;br /&gt;Bem sei que estas premissas poderão ofender alguma esquerda mais idílica, para quem qualquer restrição ou regra neste tema é sinal de conservadorismo. Mas, com sensatez, olhe-se para a forma negligente com que muitos governos têm encarado esta questão e como partidos de extrema-direita xenófoba têm daqui retirado daqui os seus dividendos eleitorais – especialmente com o crescimento da insegurança. &lt;br /&gt;Não tenhamos dúvidas: onde as políticas democráticas falham, haverá tentação para outras soluções mais “musculadas” e autoritárias. E, seguramente, não é isso que queremos para a Europa do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7570484342630143531?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7570484342630143531/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7570484342630143531' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7570484342630143531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7570484342630143531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/09/imigracao-e-integracao-um-alerta-para.html' title='Imigração e Integração: um alerta para a Europa'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TKTQzoglPfI/AAAAAAAAAF0/tmraMKemc1k/s72-c/crowded-britain_796405c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8469465068461784334</id><published>2010-09-16T11:32:00.001+01:00</published><updated>2010-09-16T11:35:15.197+01:00</updated><title type='text'>Uma carreira profissional em 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TJHyz4w-47I/AAAAAAAAAFs/ByHf5DhtJgw/s1600/career2-saidaonline.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TJHyz4w-47I/AAAAAAAAAFs/ByHf5DhtJgw/s320/career2-saidaonline.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517457991730652082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da minha actividade de consultor na área dos recursos humanos, desenvolvo com alguma regularidade entrevistas/ reuniões de gestão de carreira com alguns profissionais que me abordam em busca de oportunidades. Faço-o com os perfis mais diversos: desde o director comercial ou financeiro, ex-empregado de uma qualquer multinacional que saiu de Portugal ou centralizou a gestão a nível ibérico (em Espanha), passando pelo profissional descontente que quer mudar de rumo em termos de empresa ou área de actuação, até ao jovem recém-licenciado que, passado o período de estágio, quer começar a construir um projecto de vida assente numa base profissional mais sólida. &lt;br /&gt;Encontro, como será natural, muitas dúvidas e incertezas relacionadas com o que é necessário para a construção de uma “carreira” de sucesso. Compreensível! Os tempos não estão fáceis e, para aqueles que olham para referências passadas, é rápida a conclusão que uma carreira hoje não tem nada a ver com o que era há 10 ou 20 anos atrás. &lt;br /&gt;Podemos hoje definir carreira como a sequência de posições, papéis, actividades e experiências integradas num formato de “emprego” – que pressupõe que os profissionais adquiram tendencialmente, com o tempo, mais competências, autonomia e responsabilidades. Acontece que tudo isto não acontece hoje de forma linear, por duas ordens de razões. Por um lado a instabilidade, incerteza e mudança constante na maior parte dos sectores e negócios. O desenvolvimento tecnológico, os cada vez mais rápidos ciclos de inovação e de preferências dos consumidores, a as adaptações e reestruturações para fazer face à concorrência ou ao mercado faz com que haja uma cada vez maior imprevisibilidade, com efeitos directos na gestão de recursos humanos: em concreto, que trabalhadores necessitamos, para que funções, com que capacidades, para fazer exactamente o quê?&lt;br /&gt;Por outro lado, a própria capacidade de adaptação e mesmo as preferências pessoais de cada um influenciam bastante o trajecto de carreira. Hoje a gestão da carreira está muito centrada no indivíduo, mais do que na empresa. As suas decisões de escolha de diferentes projectos profissionais, de formação (estamos hoje num paradigma de formação ao longo da vida) e de modelo de trabalho – a tempo inteiro, parcial, por projecto e intermitente, como muitas funções já permitem – são exemplos de incerteza mas também de espaço de liberdade. Como tal, enquanto as palavras-chave eram anteriormente a estabilidade e a antiguidade hoje são a adaptação, a flexibilidade e a formação.&lt;br /&gt;Assim sendo, para além de um diagnóstico muito pessoal e muito à medida, o que recomendo genericamente às pessoas que me procuram é o seguinte:&lt;br /&gt;- Procurarem experiências profissionais, extra-profissionais e formativas que estimulem o desenvolvimento de competências como Liderança, Orientação para Resultados, Gestão de Prioridades Gestão de Projectos, Trabalho em Equipa e Criatividade/ Inovação.&lt;br /&gt;- Procurarem, essencialmente nos primeiros anos de carreira, experiências diversificadas, em várias funções, antes de se focalizarem numa área muito específica; a gestão de carreiras hoje não é feita de forma linear e ascendente num só empregador mas em ziguezague, tanto dentro de uma só organização como entre várias;&lt;br /&gt;- Definirem e assumirem percursos não assentes apenas na parte remuneratória mas valorizando também o conteúdo da função, o espaço de desenvolvimento e progressão e, não menos importante, o equilíbrio vida pessoal/ profissional. No longo prazo são estas a questões mais relevantes para nossa carreira e (claro está) para a nossa felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8469465068461784334?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8469465068461784334/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8469465068461784334' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8469465068461784334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8469465068461784334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/09/uma-carreira-profissional-em-2010.html' title='Uma carreira profissional em 2010'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TJHyz4w-47I/AAAAAAAAAFs/ByHf5DhtJgw/s72-c/career2-saidaonline.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-174465615549304653</id><published>2010-09-02T11:50:00.001+01:00</published><updated>2010-09-02T11:54:31.275+01:00</updated><title type='text'>“A Juventude é o nosso Futuro!” (acerca da arte de fazer discursos vazios)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TH-CXDFrj-I/AAAAAAAAAFc/KEps4h3MlJU/s1600/crossroads_detail.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 186px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TH-CXDFrj-I/AAAAAAAAAFc/KEps4h3MlJU/s320/crossroads_detail.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512267801402511330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 12 de Agosto, comemorou-se o Dia Internacional da Juventude. Nesse mesmo dia, a imprensa portuguesa e mundial fazia eco de um indicador nada animador para o nosso futuro próximo: parece que a taxa mundial de desemprego jovem atingiu em 2009 o nível mais alto da história – 13%, correspondentes a 81 milhões de pessoas - e deverá ainda aumentar nos próximos tempos, segundo estudos revelados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Muitos analistas voltaram a falar de uma “geração perdida", designando os milhões de jovens descrentes e desmotivados que, após longas e frustradas procuras de emprego, acabam muitas vezes por se excluir do mundo do trabalho.&lt;br /&gt;Naturalmente que a crise mundial despoletada em 2008, teve o seu papel importante. Este contexto de crise traduziu-se, ainda, em menor quantidade de horas trabalhadas e na redução de salários para os que conseguem manter um emprego formal, mais ou menos estável. Ainda segundo o mesmo estudo, 152 milhões de jovens (quase 28% de todos os jovens trabalhadores no mundo) trabalharam em 2008, mas permaneceram num patamar de pobreza, ganhando menos de 1,25 USD (dólares) por dia. A própria União Europeia (UE) registou um aumento de 4,6% no desemprego de jovens em 2009, a maior alta da história. O investimento em educação e a criação de políticas de inserção de jovens no mercado de trabalho forma apontadas como medidas prioritárias a ter em conta pelos responsáveis políticos.&lt;br /&gt;Perante isto, não pude deixar de recordar os conjuntos de declarações de princípios que se ouvem por cá, sempre louváveis e consensuais: a incontornável “aposta nos jovens”, a convicção que “são o futuro de Portugal”, entre outras pérolas – que, no fundo, são discursos absolutamente vazios. E que, depois, vêm geralmente complementados com um conjunto de medidas avulsas, e baseadas na maioria das vezes numa lógica de paternalismo e subsídio-dependência.  &lt;br /&gt;É hoje patente (por exemplo, nas taxas de desemprego jovem e dos jovens mais qualificados) que existem enormes bloqueios à construção de um projecto de vida na geração dos 20 – 35 anos. A inflexibilidade dos mercados de trabalho, esquizofrenia dos mercados de habitação (aquisição e arrendamento), sistemas de educação/ formação arcaicos e uma “cultura social” muitas vezes avessa à inovação, ao risco e ao mérito, não ajudam e, explicam, em parte, o êxodo de milhares de jovens todos os anos para o estrangeiro.&lt;br /&gt;Em vez de discursos sem conteúdo, necessitaríamos de um conjunto integrado de políticas, desdobrado em medidas concretas, centradas no crescimento pessoal/ profissional dos jovens. Exemplos? A qualidade do ensino enquanto estímulo para a aprendizagem e aquisição constante de novas competências (o caminho actual do facilitismo não ajuda nada), uma oferta cultural para estimular o sentido crítico e a participação cívica, a abertura/ flexibilidade do mercado de trabalho e a facilidade de inserção e progressão, no início da carreira, um mercado de arrendamento flexível para quem deseja constituir família ou iniciar uma vida independente…entre muitas outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, que tudo carece de efectivo poder de decisão, com vista a assegurar a coerência de políticas tão transversais. Não se perca, pois, mais tempo com inutilidades…aplique-se antes, o tempo e a energia de quem deve decidir em acções concretas e viáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-174465615549304653?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/174465615549304653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=174465615549304653' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/174465615549304653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/174465615549304653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/09/juventude-e-o-nosso-futuro-acerca-da.html' title='“A Juventude é o nosso Futuro!” (acerca da arte de fazer discursos vazios)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TH-CXDFrj-I/AAAAAAAAAFc/KEps4h3MlJU/s72-c/crossroads_detail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8252448266158883148</id><published>2010-08-06T12:45:00.001+01:00</published><updated>2010-08-06T12:50:16.640+01:00</updated><title type='text'>Agosto…o mês das oportunidades!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TFv25SNy9_I/AAAAAAAAAFU/Av6TiDRLoWo/s1600/august.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 201px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TFv25SNy9_I/AAAAAAAAAFU/Av6TiDRLoWo/s320/august.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502262833765873650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É hoje visível que cada vez mais pessoas optam por tirar férias fora do tradicional mês de Agosto, desde que os seus constrangimentos familiares e profissionais não impeçam tal decisão. As razões são muitas e variadas.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a maior qualidade na gestão da vida pessoal e profissional, especialmente visível nos centros urbanos. Menos trânsito, menores dificuldades em estacionar, maior rapidez em chegar ao destino facilitam claramente a vida a quem tem na deslocação uma provação e uma fonte de stress diária. Depois, para muitas funções profissionais, a motivação inerente à existência de menor volume de trabalho e menos pressão em termos de tempo para desenvolver as tarefas diárias. E, não menos importante, a vontade consciente de não querer para o período de férias a mesma agitação e confusão do período laboral e de pretender, por isso, umas férias mais tranquilas fora da chamada “época alta”. De facto, trocar os engarrafamentos de Lisboa ou Évora pelas filas e multidões de Albufeira ou Portimão cativa cada vez menos gente.&lt;br /&gt;É por isso que, mais do que qualquer outra época do ano, para aqueles que se mantêm total ou parcialmente envolvidos na vida profissional, o pico do Verão que nos surge em Agosto é um tempo de oportunidades. Estou perfeitamente convicto disso e digo-vos já porquê.&lt;br /&gt;Por um lado, para aqueles em que o volume de trabalho é efectivamente mais leve, permite-nos, numa melhor gestão do tempo e das prioridades, sair da pressão das tarefas diárias mais urgentes e passar para um planeamento mais global e estratégico. Isto é, subir “acima da poeira” dos telefonemas, solicitações e interrupções constantes e ter a tranquilidade de ver mais claramente a médio ou longo prazo. Exemplos: estudar o mercado ou sector em que nos movemos de uma forma mais cuidada e aprofundada, pensar numa estratégia empresarial diferente para quando o mercado voltar a animar em Setembro/ Outubro, equacionar novos processos de trabalho, individualmente ou em equipa, para aumentar a nossa eficiência e capacidade de resposta, pensar num novo produto ou serviço que possa fazer a diferença…enfim, conforme o contexto profissional de cada um, muito haverá por fazer. Mas, também, nesta óptica pode ser extremamente importante reatarmos contactos pessoais que, no resto do ano, andarão perdidos na nossa memória; pessoas cujas actividades profissionais e respectivos projectos possam ser conciliáveis e complementares com o nosso, numa lógica de colaboração. Ou, numa perspectiva de mudança radical, utilizar mesmos estes quentes dias de Agosto para, com inteligência, coragem e criatividade, preparar uma transição de vida e uma nova aposta (ex. um novo projecto profissional, um negócio inovador).&lt;br /&gt;É por isso que, na minha actividade na área dos recursos humanos, digo a muitos profissionais que o Agosto é, de facto, o mês das grandes oportunidades (assim tenhamos a disponibilidade mental para todo o processo de reflexão – análise – decisão – planeamento necessário). E, para quem tem ambições de fazer mais e melhor, não tenho dúvidas que se conseguir preparar ou construir algo novo em Agosto, entra em Setembro com “uma volta de avanço”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8252448266158883148?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8252448266158883148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8252448266158883148' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8252448266158883148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8252448266158883148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/08/agostoo-mes-das-oportunidades.html' title='Agosto…o mês das oportunidades!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TFv25SNy9_I/AAAAAAAAAFU/Av6TiDRLoWo/s72-c/august.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8463132907111516514</id><published>2010-07-24T17:58:00.002+01:00</published><updated>2010-07-24T18:01:48.464+01:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre o imobilismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TEsca7u2q0I/AAAAAAAAAFM/2AK4ieavoP0/s1600/ist2_4961959-stopped-time%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TEsca7u2q0I/AAAAAAAAAFM/2AK4ieavoP0/s320/ist2_4961959-stopped-time%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497519019172211522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mudar custa…é uma verdade universal! Mas começo a ficar convencido que, seja por motivos genéticos, culturais, psico-sociológicos ou apenas por acaso, mudar algo em Portugal custo mais do que devia. Temos, efectivamente, uma tendência para mantermos uma sólida e convicta “zona de conforto”, baseada em mantermos o que sempre tivemos, fazermos como sempre fizemos e olhar com desconfiança quem se atreve a sugerir o contrário. Tempos uma aversão pela incerteza e pelo risco, uma enorme preocupação com a segurança, níveis de ansiedade um pouco elevados, um certo culto da hierarquia e pouca orientação para os resultados e o mérito. &lt;br /&gt;Em todos os campos da nossa realidade encontramos bons exemplos desta tendência para o imobilismo e para atrasar ou impedir a mudança. Nas empresas, sempre que se fala de reorganização, inovação tecnológica ou novos processos de trabalho, levantam-se de imediato olhares de dúvida e de oposição. Na política, já perdi a conta aos anúncios de reformas estruturais que, geralmente com muito boa vontade, ambição e alguma ingenuidade, são iniciadas mas raramente concluídas. O motivo é sempre o mesmo: resistência à mudança, seja pelas chamadas “corporações de interesses” ou pela pressão política das oposições. Podemos ir ainda aos exemplos “micro”, desde um licenciamento industrial ao alvará de construção, desde as comissões de inquérito, aos “livros brancos” de qualquer coisa, que mostram que a burocracia, mais que um “filtro de qualidade e conformidade”, é na maioria das vezes um “filtro à mudança”.&lt;br /&gt;Lembrei-me de tudo isto após assistir às primeiras reacções às ideias e projectos que economistas, empresários e políticos (neste caso, destaque para a nova liderança do PSD) têm lançado nas últimas semanas. Fala-se em Estado mais pequeno e eficaz, liberdade de escolha dos cidadãos na saúde e na educação, mercado de trabalho mais flexível e aberto a quem está fora dele e não consegue oportunidades, organismos reguladores com poderes reforçados e a resposta é a resistência crispada, sem qualquer argumento minimamente válido. A resposta é o ataque personalizado e desproporcionado, o agitar de fantasmas como o “liberalismo selvagem” e a montagem de uma “trincheira ideológica” do sacrossanto Estado Social. Qualquer cidadão minimamente inteligente compreende que este Estado actual é insustentável: não se podem ter as mordomias de um estado nórdico com a economia e a administração pública de um país latino, combinadas com a demografia do século XXI. Como dizia o outro, “é fazer as contas!”. Como tal, as propostas em cima da mesa são uma possível solução para manter uma sociedade com níveis aceitáveis de qualidade de vida, simultaneamente, competitiva e mais justa em termos de igualdade de oportunidades. Se existirem outros caminhos, que sejam apresentados que serão bem-vindos. Mas não se defenda um imobilismo desesperado e suicida apenas porque sim, porque apetece ou porque ainda não se acordou do sono em que o “Estado providencial e pronto-socorro” dos últimos 15 anos nos induziu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8463132907111516514?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8463132907111516514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8463132907111516514' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8463132907111516514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8463132907111516514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/07/ensaio-sobre-o-imobilismo.html' title='Ensaio sobre o imobilismo'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TEsca7u2q0I/AAAAAAAAAFM/2AK4ieavoP0/s72-c/ist2_4961959-stopped-time%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-4382366312545231112</id><published>2010-07-09T15:27:00.001+01:00</published><updated>2010-07-09T15:29:42.036+01:00</updated><title type='text'>Criatividade e Inovação na Política: precisa-se!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TDcyRJ58NPI/AAAAAAAAAFE/Dyy_52i_5uI/s1600/politics032608_fullsize_story1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TDcyRJ58NPI/AAAAAAAAAFE/Dyy_52i_5uI/s320/politics032608_fullsize_story1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491913540899714290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do enquadramento ideológico e partidário de cada um de nós, penso que é consensual que a Política deste século XXI é bastante diferente da que era feita há 20 ou 30 anos atrás. Por várias razões. Por um lado, temos hoje na sociedade actual públicos mais informados e exigentes, por muito que possam à primeira vista parecer desatentos ou indiferentes. Os níveis de educação e literacia e maiores graus de informação e conhecimento sobre as várias áreas vêm trazer a necessidade de maior objectividade e aprofundamento quando se comunica uma tomada de decisão ou se diagnostica um determinado problema. Mas, quando queremos passar mensagens políticas, temos ainda outro problema. Deparamo-nos hoje, como nunca antes na história, com a concorrência de inúmeros tipos de comunicação diferentes, nos espaços públicos e privado em que se desenrola a nossa vida: mensagens com o objectivo do consumo, do entretenimento, da informação generalista ou mas focalizada, desde o desporto, à música, das festividades populares ou contemporâneas à vida das celebridades. &lt;br /&gt;Mas a maior revolução está a decorrer, indiscutivelmente, com a emergência de novos canais de comunicação, assentes em tecnologias de informação. A grande mudança começou nos websites, continuou com o advento dos blogs e hoje acontece nas redes sociais que todos ou quase todos frequentamos: o Facebook, o Twitter, o You Tube, o My Space, o Hi5 e outras. Para quem não tenha a noção da dimensão deste fenómeno, a título de exemplo, o Facebook tinha cerca de 2 milhões de utilizadores activos em Portugal e o seu crescimento progride a um ritmo imparável. Alguns vídeos dos “Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios” chegaram a ter cerca de 150.000 visualizações e foram, para os segmentos etários mais jovens, o grande ponto de contacto com a campanha para as eleições legislativas de 2009, então em curso. &lt;br /&gt;Mas, ao contrário do que muitos pensarão “estar” na Internet e nestes novos canais só por si não basta. Eles apenas amplificam, tanto os bons projectos políticos e bons candidatos como os maus. O “segredo” continua a ser, pois, a essência do que queremos fazer na Política (ideias, propostas, programas).&lt;br /&gt;Portanto, em síntese, hoje o patamar de exigência é maior na comunicação política. Um líder político deve ter a capacidade de agir em tempo real sobre os acontecimentos, comunicar de forma eficaz sobre aquilo que realmente importa às pessoas e, simultaneamente, ter uma visão de futuro em que os cidadãos se possam rever. Neste contexto, tendo em conta os factores que descrevi atrás, a criatividade e inovação são essenciais para diferenciar as nossas mensagens políticas. Tanto na forma, como no conteúdo. Regras básicas: mensagens simples, estimuladoras da reflexão, credíveis quanto à sua essência e motivadoras para os seus destinatários, facilitando a identificação e a adesão. Difícil? Complexo? Sem dúvida que sim. Mas não me parece que hajam caminhos melhores para fazer política nos tempos que correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-4382366312545231112?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/4382366312545231112/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=4382366312545231112' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4382366312545231112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4382366312545231112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/07/criatividade-e-inovacao-na-politica.html' title='Criatividade e Inovação na Política: precisa-se!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TDcyRJ58NPI/AAAAAAAAAFE/Dyy_52i_5uI/s72-c/politics032608_fullsize_story1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1894953941696577739</id><published>2010-06-25T13:32:00.001+01:00</published><updated>2010-06-25T13:34:32.240+01:00</updated><title type='text'>Economia Social e Voluntariado contra a crise</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TCSiTNq9K-I/AAAAAAAAAE8/HpL4UVCfQlw/s1600/handscircle110%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 110px; height: 93px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TCSiTNq9K-I/AAAAAAAAAE8/HpL4UVCfQlw/s320/handscircle110%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486688697015151586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estive no passado fim-de-semana numa conferência para falar sobre economia social e voluntariado. Confesso que é um tema que me motiva e fascina, e que, através dos quase 4 anos de existência do Fórum Alentejo 2015, fiquei a conhecer um pouco melhor.&lt;br /&gt;Nas últimas duas décadas, tem sido evidente, para os mais atentos, a crescente importância do sector social ou terceiro sector (para contrapor à tradicional divisão público/ privado). O seu espaço de actuação é vasto e importante. Enquanto o Estado deve reservar para si as funções de soberania e de regulação e as empresas privadas a produção de bens e serviços (e o natural foco no lucro, que permita criar riqueza, reinvestimento e empregos), existe uma importante necessidade a satisfazer por outras entidades: a inclusão, o bem-estar e desenvolvimento social e cultural, em comunidades locais e regionais. Este novo espaço deve, de facto, ser ocupado por entidades que façam o que outros dois sectores não podem, não querem ou não sabem fazer tão bem. A economia social é constituída por cooperativas (agrícolas, de ensino, de habitação, culturais…), sociedades mútuas, associações de desenvolvimento local, fundações, organizações não governamentais (ONG´s) diversas e organizações de base religiosa (como as Misericórdias), com as mais variadas missões: da solidariedade e assistência social à inclusão, da dinamização cultural e recreativa às intervenções de carácter ecológico e ambiental. &lt;br /&gt;Assente em princípios personalistas (primado da pessoa humana), no associativismo voluntário e aberto, na gestão e controlo democrático dos seus membros e em valores como solidariedade, responsabilidade e o interesse da comunidade, o seu papel pode ser decisivo. Numa perspectiva estrutural, pode ajudar a tornar as sociedades mais solidárias, coesas e qualificadas. Numa perspectiva mais conjuntural, neste contexto de crise, pode e deve ter um papel primordial, ao ajudar a corrigir os naturais desequilíbrios e excessos do mercado, através de redes de ajuda e solidariedade que permitem que, numa comunidade, se mitiguem as situações de pobreza ou exclusão. Instrumentos como o micro-crédito e o fomento do empreendedorismo (quer social, quer empresarial), podem e devem ser incrementados.&lt;br /&gt;Neste âmbito, existe um componente essencial: o voluntariado. O voluntariado, que constitui cerca de 44% do total dos recursos humanos destas instituições em Portugal, deve ser promovido, desde cedo, no percurso escolar e valorizado socialmente, de modo a alimentar de energia e inovação todos estes projectos sociais. De referir que, para além desta relevância, é actualmente considerado internacionalmente, só por si, um indicador expressivo do nível de desenvolvimento humano de um país.  &lt;br /&gt;Uma última nota estatística, para dar uma noção mais global. Segundo os dados divulgados há umas semanas, o peso do sector da Economia social é muito menor em Portugal do que na generalidade dos países europeus (4,2% da população activa contra 7% na União Europeia). Em função dos tempos que correm e das necessidades que continuam a emergir, a tendência será, naturalmente, o crescimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1894953941696577739?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1894953941696577739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1894953941696577739' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1894953941696577739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1894953941696577739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/06/economia-social-e-voluntariado-contra.html' title='Economia Social e Voluntariado contra a crise'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TCSiTNq9K-I/AAAAAAAAAE8/HpL4UVCfQlw/s72-c/handscircle110%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6798407023186308205</id><published>2010-06-11T11:36:00.002+01:00</published><updated>2010-06-11T11:39:37.168+01:00</updated><title type='text'>Economia explicada às crianças (e a alguns adultos que teimam em não perceber)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TBISVM10oDI/AAAAAAAAAE0/1MunDcMwJZg/s1600/image%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TBISVM10oDI/AAAAAAAAAE0/1MunDcMwJZg/s320/image%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481463851896840242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parece que, no último mês e meio, o País acordou para a sua (trágica) realidade económica-financeira. Em bom rigor, não sucedeu nada que muitos não tivessem, em devido tempo, avisado. Ao contrário do que se diz por aí, o mundo não mudou nestas duas semanas. Todos os ingredientes já cá estavam, camuflados por uma sofisticada cosmética ou menosprezados caso fossem demasiado evidentes. O peso do défice, da dívida soberana, da dívida dos privados, o desequilíbrio entre &lt;br /&gt;pagamentos e recebimentos ao exterior caem agora em cima das nossas cabeças…mas são realidades consolidadas nos últimos 10 anos.&lt;br /&gt;Mas, não obstante, algumas almas caridosas (inconscientes?) continuam a clamar contra as medidas de emergência agora tomadas e a defender, com uma paixão próxima do fundamentalismo, o papel do Estado, através do investimento público e do reforço das prestações sociais. Apenas dois números para percebermos para onde vamos se continuarmos neste caminho: estudos demonstram a dívida pública em % do PIB deverá duplicar para cerca de 125%(!) do PIB em 2013 e a taxa de crescimento real deverá manter-se travada numa média anual de 1,6% até 2025 (não sendo, pois, suficiente para criar emprego).&lt;br /&gt;Vamos então a algumas questões que deviam ser mais evidentes para todos:&lt;br /&gt;• Um País, tal como uma família ou uma empresa, não pode gastar continuamente para além da riqueza que gera; pode faze-lo pontualmente, para reanimar a economia, mas não durante uma década, como acontece connosco.&lt;br /&gt;• Criar riqueza consiste em gerar valor acrescentado com produtos e serviços transaccionáveis no exterior (tecnologia, consultoria, equipamentos, produtos manufacturados, etc); investir em infra-estruturas em Portugal que, para a sua realização, necessitam de aquisição de recursos externos e não demonstram ter capacidade de dinamizar a economia nacional, não é opção…é tolice.&lt;br /&gt;• Incrementar a produtividade e, consequentemente, a competitividade e as exportações é o único caminho possível para sairmos da estagnação; para tal, é preciso fazer mais com menos custos – pressupõe pessoas qualificadas, empenhadas e…resultados no final de cada mês;&lt;br /&gt;• Reduzir custos passa, essencialmente, por tornarmos o Estado mais eficaz, que necessite por isso, de menos impostos; o Estado até poderá efectuar mais investimento (escolas, infra-estruturas logísticas, hospitais, centros de investigação) e ter mais benefícios sociais para quem precisa – basta, para tal, reduzir o seu imenso desperdício em custos de funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho não me parece, pois, difícil de descortinar. Resta-nos esperar que, nos principais cargos políticos, hajam protagonistas corajosos e determinados para implementarem o que é necessário. Neste contexto, duas notas finais, de preocupação e desilusão. Um já assumido candidato à Presidência da República apresenta como grande mensagem na área económica um novo modelo financeiro alternativo mundial como isso, só por si, curasse a nossas debilidades. Como segunda nota, lembrei de um Presidente da República, há uns bons anos, no exercício das suas funções, ter avisado o governo e o país que “há mais vida para além do défice”. Pois há…pois houve…mas como todos nós sabemos hoje, não tem sido grande coisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6798407023186308205?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6798407023186308205/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6798407023186308205' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6798407023186308205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6798407023186308205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/06/economia-explicada-as-criancas-e-alguns.html' title='Economia explicada às crianças (e a alguns adultos que teimam em não perceber)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/TBISVM10oDI/AAAAAAAAAE0/1MunDcMwJZg/s72-c/image%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8484270683511241517</id><published>2010-05-13T19:42:00.003+01:00</published><updated>2010-05-13T19:46:15.941+01:00</updated><title type='text'>Quo Vadis, Europa?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S-xI6-Ra8OI/AAAAAAAAAEs/_u1MmRSsaGU/s1600/europe.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S-xI6-Ra8OI/AAAAAAAAAEs/_u1MmRSsaGU/s320/europe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470827825333989602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No passado dia 9 de Maio celebrou-se o “Dia da Europa”- algo que acontece anualmente desde 1986, em memória da data da Declaração de Robert Schuman de 1950 que, com base nos valores de paz, solidariedade e do desenvolvimento económico e social, lançou as bases para as futuras instituições europeias. Esta “comemoração” ocorre num período conturbado e simultaneamente desafiador para a União Europeia. Enfrentamos uma ameaça séria à coesão económica e social da Europa, em virtude das crises da dívida e do défice de vários países europeus e, para muitos analistas, está mesmo em causa a futura sobrevivência do Euro. As causas já foram suficientemente escalpelizadas. Queria pois, essencialmente, olhar um pouco para o futuro da Europa, seus desafios e factores críticos de sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro desafio é o da responsabilidade. A responsabilidade de todos os estados-membros para com princípios essenciais de finanças públicas saudáveis, modelos de estado social sustentáveis e políticas que promovam o crescimento económico. Casos como a Grécia, com um défice de cerca de 14% e uma dívida pública de 100% do PIB são descredibilizadores para qualquer ideia de uma Europa forte. Precisam-se ética, coragem e sentido de honra nos compromissos assumidos. &lt;br /&gt;O segundo desafio é o da renovação, da reforma progressiva do modelo social europeu. Políticas corajosas relativas à demografia, à natalidade, à imigração, ao emprego e à qualidade de vida familiar devem ser equacionadas sob pena de termos uma crise dramática nos sistemas de segurança social europeus. Alguns países (nomeadamente no sul da Europa) devem compreender que suportando administrações públicas gigantescas e ineficazes e adiando reformas relativamente às áreas sociais apenas se alimenta o problema. Um problema que, daqui a não muitos anos, irá explodir nas nossas mãos.&lt;br /&gt;O terceiro desafio é o da ambição. Tomando consciência da sua força económica, (mercado com mais de 500 milhões de consumidores, que a torna a primeira potência económica do mundo), humana (melhores níveis de qualificações e de competências no mundo) e cultural, a Europa tem de se assumir como uma voz forte, respeitada no xadrez político internacional. Tal pressupõe que os egoísmos nacionais sejam colocados na gaveta e que nos grandes desafios do mundo actual (alterações climáticas, políticas energéticas, terrorismo e segurança internacional, globalização económica e financeira) se fale a uma só voz, sem as hesitações e descoordenações habituais (visíveis, por exemplo, na recente cimeira de Copenhaga). &lt;br /&gt;Como tal, a Europa deverá olhar para estes tempos de incerteza como uma oportunidade. Uma oportunidade para se reformar internamente e cimentar o protagonismo da Europa em muitas áreas, sejam económicas (como a inovação e a economia do conhecimento), sejam políticas (mediação e resolução de conflitos e crises internacionais) ou outras.&lt;br /&gt;Mas as Nações (e as Uniões) são constituídas por Pessoas e, no final, tudo isto terá também uma forte componente de “adesão cultural”: da mesma forma que nos sentimos portugueses, espanhóis ou italianos, sentirmo-nos também Europeus – unidos na geografia, na cultura e numa particular visão do mundo que nos torna únicos. Será essa a nossa força ou, na sua ausência, a fraqueza que nos levará da prosperidade à decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8484270683511241517?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8484270683511241517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8484270683511241517' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8484270683511241517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8484270683511241517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/05/quo-vadis-europa_13.html' title='Quo Vadis, Europa?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S-xI6-Ra8OI/AAAAAAAAAEs/_u1MmRSsaGU/s72-c/europe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8071210378787889982</id><published>2010-05-13T19:42:00.001+01:00</published><updated>2010-05-13T19:42:29.389+01:00</updated><title type='text'>Quo Vadis, Europa?</title><content type='html'>No passado dia 9 de Maio celebrou-se o “Dia da Europa”- algo que acontece anualmente desde 1986, em memória da data da Declaração de Robert Schuman de 1950 que, com base nos valores de paz, solidariedade e do desenvolvimento económico e social, lançou as bases para as futuras instituições europeias. Esta “comemoração” ocorre num período conturbado e simultaneamente desafiador para a União Europeia. Enfrentamos uma ameaça séria à coesão económica e social da Europa, em virtude das crises da dívida e do défice de vários países europeus e, para muitos analistas, está mesmo em causa a futura sobrevivência do Euro. As causas já foram suficientemente escalpelizadas. Queria pois, essencialmente, olhar um pouco para o futuro da Europa, seus desafios e factores críticos de sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro desafio é o da responsabilidade. A responsabilidade de todos os estados-membros para com princípios essenciais de finanças públicas saudáveis, modelos de estado social sustentáveis e políticas que promovam o crescimento económico. Casos como a Grécia, com um défice de cerca de 14% e uma dívida pública de 100% do PIB são descredibilizadores para qualquer ideia de uma Europa forte. Precisam-se ética, coragem e sentido de honra nos compromissos assumidos. &lt;br /&gt;O segundo desafio é o da renovação, da reforma progressiva do modelo social europeu. Políticas corajosas relativas à demografia, à natalidade, à imigração, ao emprego e à qualidade de vida familiar devem ser equacionadas sob pena de termos uma crise dramática nos sistemas de segurança social europeus. Alguns países (nomeadamente no sul da Europa) devem compreender que suportando administrações públicas gigantescas e ineficazes e adiando reformas relativamente às áreas sociais apenas se alimenta o problema. Um problema que, daqui a não muitos anos, irá explodir nas nossas mãos.&lt;br /&gt;O terceiro desafio é o da ambição. Tomando consciência da sua força económica, (mercado com mais de 500 milhões de consumidores, que a torna a primeira potência económica do mundo), humana (melhores níveis de qualificações e de competências no mundo) e cultural, a Europa tem de se assumir como uma voz forte, respeitada no xadrez político internacional. Tal pressupõe que os egoísmos nacionais sejam colocados na gaveta e que nos grandes desafios do mundo actual (alterações climáticas, políticas energéticas, terrorismo e segurança internacional, globalização económica e financeira) se fale a uma só voz, sem as hesitações e descoordenações habituais (visíveis, por exemplo, na recente cimeira de Copenhaga). &lt;br /&gt;Como tal, a Europa deverá olhar para estes tempos de incerteza como uma oportunidade. Uma oportunidade para se reformar internamente e cimentar o protagonismo da Europa em muitas áreas, sejam económicas (como a inovação e a economia do conhecimento), sejam políticas (mediação e resolução de conflitos e crises internacionais) ou outras.&lt;br /&gt;Mas as Nações (e as Uniões) são constituídas por Pessoas e, no final, tudo isto terá também uma forte componente de “adesão cultural”: da mesma forma que nos sentimos portugueses, espanhóis ou italianos, sentirmo-nos também Europeus – unidos na geografia, na cultura e numa particular visão do mundo que nos torna únicos. Será essa a nossa força ou, na sua ausência, a fraqueza que nos levará da prosperidade à decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8071210378787889982?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8071210378787889982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8071210378787889982' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8071210378787889982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8071210378787889982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/05/quo-vadis-europa.html' title='Quo Vadis, Europa?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-9115092939152800357</id><published>2010-04-29T11:35:00.002+01:00</published><updated>2010-04-29T11:37:18.513+01:00</updated><title type='text'>Aproveitemos o Mar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S9lhVygWBRI/AAAAAAAAAEc/Uitqsaqn0MQ/s1600/theturbinewh.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S9lhVygWBRI/AAAAAAAAAEc/Uitqsaqn0MQ/s320/theturbinewh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465506649753388306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Presidente Cavaco Silva, num bem conseguido discurso no dia 25 de Abril, sublinhou a importância de Portugal aproveitar as oportunidades que este mundo globalizado lhe apresenta. E enfatizou uma em particular: a economia do mar. Como muito bem lembrou, temos uma longuíssima linha de costa, beneficiamos da maior zona económica exclusiva da União Europeia e detemos uma herança histórica formidável como país marítimo (com a consequente imagem de marca já adquirida). Como podemos aproveitar estas características e atributos? De muitas formas e com impactos positivos em termos de economia, emprego, conhecimento e inovação.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, apostar na área dos transportes marítimos e da gestão portuária. Mais de metade das mercadorias (produtos e matérias-primas) que transitam no comércio mundial fazem-no por mar. O comércio marítimo (em concreto, a carga contentorizada) tem registado um crescimento enorme (com as exigências de novos terminais e plataformas logísticas associadas). Portugal está numa situação geográfica única, podendo assumir-se como interface na relação Europa – América – África e ainda aproveitar a aposta europeia no transporte marítimo de curta distância. De referir ainda outro ponto forte adicional, a disponibilidade de infra-estruturas recentes e da capacidade instalada. &lt;br /&gt;Depois, teremos o sector da náutica de recreio e do turismo náutico. Quer por motivações desportivas (vela de cruzeiro, windsurf, remo, motonáutica, pesca desportiva, caça submarina, etc) ou apenas pelo lazer das férias (cruzeiros), estas são áreas de seduzem anualmente milhões de turistas, com elevadas taxas de crescimento (p. ex. cerca de 3 milhões de europeus fazem anualmente férias de cruzeiro). &lt;br /&gt;Em termos económicos, não podemos esquecer a pesca, a aquicultura e as indústrias alimentares inerentes. Aqui, a exploração de áreas de potencial aquícola (multiplicar investimentos como os da Pescanova), novos modelos de comercialização do pescado e valorização da sua indústria serão linhas estratégicas fundamentais.&lt;br /&gt;A nível energético, teremos um sector com um potencial elevadíssimo, assente nas modalidades renováveis das ondas, das marés e da eólica off-shore (ao longo da linha costeira). De sublinhar ainda os programas de produção de algas para captura de CO2 e produção de biomassa (já temos um projecto desta natureza em Sines). Por último, teremos a área da construção e reparação naval. Teremos de fazer uma aposta forte na modernização, reconversão ou criação de novos estaleiros com vista às necessidades de mercado de grandes unidades e de embarcações de recreio.&lt;br /&gt;Esta aposta não será, por si só, a solução mágica para todos os males da economia portuguesa - mas pode seguramente ajudar. E nem sequer é necessário perdermos mais uns anos em estudos, diagnósticos, livros brancos e afins. A União Europeia já definiu estratégias concretas para a economia do mar – onde, para quem não sabe, temos uma das maiores autoridades europeias na matéria, Tiago Pitta e Cunha, membro do gabinete do Comissário Europeu para os Assuntos Marítimos e as Pescas. Aqui, em Portugal, já foi realizado no ano passado pela SAER uma excelente estudo (coordenação de Ernâni Lopes) intitulado “O Hypercluster da Economia do Mar”. Apenas resta que líderes políticos e empresariais sinalizem esta aposta e lancem projectos concretos. Aguardemos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-9115092939152800357?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/9115092939152800357/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=9115092939152800357' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/9115092939152800357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/9115092939152800357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/04/aproveitemos-o-mar.html' title='Aproveitemos o Mar!'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S9lhVygWBRI/AAAAAAAAAEc/Uitqsaqn0MQ/s72-c/theturbinewh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-4492293121673999173</id><published>2010-04-16T14:51:00.003+01:00</published><updated>2010-04-16T14:57:30.246+01:00</updated><title type='text'>À espera do Estado…</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S8hswEnfwPI/AAAAAAAAAEU/JIbg1h7_YRo/s1600/waiting.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 210px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S8hswEnfwPI/AAAAAAAAAEU/JIbg1h7_YRo/s320/waiting.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460734121315647730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os conhecedores e apreciadores das artes teatrais, conhecem a imortal obra de Samuel Becket “À espera de Godot”. Sendo uma das peças fundamentais do século XX, com uma influência significativa nas gerações de dramaturgos seguintes, tem um enredo simples com uma mensagem de cariz simbólico-existencialista fácil de descrever: os personagens Estragon e Vladimir aguardam, durante toda a peça pela chegada de um tal Godot que, afinal, nunca chegará. O absurdo da espera, a fé ingénua e infundada numa salvação com a vinda desta desejada personagem, a apatia e acomodação em aguardar que a solução caia do céu presidem a toda a acção, até ao final trágico. &lt;br /&gt;Tudo isto me ocorre a propósito do Estado. Existe, enraizada fortemente no povo português, a noção de que o Estado chegará sempre que algum indivíduo, grupo ou instituição estiver em perigo ou insatisfeita.&lt;br /&gt;Quando uma empresa está prestes a fechar e centenas de pessoas estão perante um cenário de desemprego, chama-se o Estado; quando um banco, por culpa própria, está perto da insolvabilidade, chama-se o Estado; quando existe um ano com más condições climatéricas para a agricultura, chama-se o Estado; quando os combustíveis aumentam, as transportadoras chamam pelo Estado; os pilotos da TAP querem aumentos salariais (os seus salários médios já são superiores a 8500 euros!) e apelam/ pressionam o Estado. Isto para além do que o Estado assume, de forma contínua e estrutural: para além dos custos do seu próprio funcionamento, as pensões e as prestações sociais concedidas aqueles que entraram em condições de reforma ou caíram em situações de pobreza/ exclusão. Antes que seja apelidado de perigoso liberal, desde já alerto que, com este inventário, não pretendo valorizar negativamente todas estas responsabilidades (algumas delas legítimas) que o Estado assume. Apenas quero afirmar, sem rodeios, que isto não é sustentável e que um Estado com uma visão humanista não se pode converter em “Estado assistencialista”. Em bom português, assim não dá! Haverá um dia (que está mais próximo do que muitos julgam) em que, tal como Godot, o Estado não aparecerá. Motivo: falta de meios (leia-se dinheiro). E aí, sim, teremos uma situação dramática em termos sociais.&lt;br /&gt;De facto, não podemos continuar a gastar como temos feito até aqui. Quando a produtividade e criação de riqueza não atingem patamares mínimos de crescimento, não se pode distribuir o que não existe, por muito que queiramos. Haverá solução? Seguramente muitas e variadas, apesar de dolorosas. Para começar, temos de impor limites às prestações sociais (plafonamentos) e impedir automatismos que permitam acumulações que, praticamente, são incentivos para muitas pessoas se manterem fora do mercado de trabalho. E as pessoas que recebem prestações sociais podem perfeitamente, assumir tarefas de apoio à comunidade (a crianças, idosos, às famílias em geral), através de juntas de freguesias, associações, IPSS’s e outras entidades públicas e privadas que, hoje, se esforçam com poucos meios para produzir mais e melhor. Depois há que rever o nosso modelo social. Será possível vivermos em média até aos 80 anos e reformarmo-nos todos aos 60 ou 65 anos? Na Alemanha, a idade acabou de ser aumentada para os 67 anos. Não será possível reduzir as centenas de milhões de euros de desperdício (confirmados em estudos independentes) do Serviço Nacional de Saúde? Haverá, seguramente, com modelos e gestão diferentes dos actuais. E o Estado tem mesmo de estar presente em tantas áreas da economia, suportando défices de exploração de centenas de milhões de euros (ver casos dos transportes e da televisão)? Ou preocupar-se tanto em influenciar as decisões estratégicas de grandes grupos empresariais, muitas das quais dificilmente podemos entender a racionalidade. Claro que não. Aliás, no seu papel de árbitro e regulador deverá, sim, criar condições para se invista e se crie riqueza. &lt;br /&gt;Acredite, caro(a) leitor(a), que iremos passar os próximos cinco anos a discutir estas questões, como mais ou menos serenidade mas, no final, tudo sempre se resumirá ao seguinte: reformamos o Estado agora, ou mais tarde, quando nos vierem reformar à força?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-4492293121673999173?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/4492293121673999173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=4492293121673999173' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4492293121673999173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4492293121673999173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/04/espera-do-estado.html' title='À espera do Estado…'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S8hswEnfwPI/AAAAAAAAAEU/JIbg1h7_YRo/s72-c/waiting.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2295732565991987484</id><published>2010-03-23T16:16:00.004Z</published><updated>2010-03-23T16:21:39.619Z</updated><title type='text'>PSD: Razões para Mudar! (Jornal Registo - 22/03)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S6jqjuYnFHI/AAAAAAAAAEE/8QYgiX0QZTk/s1600-h/PPC_2010.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 208px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S6jqjuYnFHI/AAAAAAAAAEE/8QYgiX0QZTk/s320/PPC_2010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451865248399561842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O PSD vai decidir o seu futuro no próximo dia 26 de Março. Considero que temos perante nós 3 bons candidatos, cada um com os seus pontos fortes, características e estilos muito próprios. &lt;br /&gt;Aguiar Branco é um político experiente e com provas dadas. Já foi ministro, esteve em várias equipas de direcção nacional do PSD e, mais recentemente, tem realizado um bom trabalho como líder parlamentar. Prima pelo bom senso e pela capacidade de negociação e geração de consensos – algo que tem sido muito importante neste contexto de inexistência de maioria parlamentar. Paulo Rangel é um político ainda jovem, extremamente inteligente, criativo e acutilante, com uma capacidade de oratória bastante acima da média. O seu desempenho no parlamento português e o seu contributo para a vitória do PSD nas Europeias de 2009 mostraram as suas qualidades que, seguramente, muito servirão o Partido e o País nos próximos anos. Mas, com o devido respeito pelas personalidades e qualidades de ambos os candidatos citados atrás, o PSD precisa de mais. Em concreto, precisa de uma Liderança fortíssima, de um Projecto estratégico para o País e de uma Equipa capacitada para mudar a forma como temos sido governados nestes últimos 15 anos. Na minha óptica, encontramos tudo isto na candidatura de Pedro Passos Coelho.&lt;br /&gt;Como todos sabemos, Portugal encontra-se numa situação económica e social gravíssima (que se poderá tornar insustentável num curto espaço de tempo), com a qual não nos devemos resignar e é indiscutível que, sejam quais forem as áreas e indicadores analisados (emprego, crescimento económico, dívida, défice ou outros), o poder político actual não tem encontrado soluções para inverter esta conjuntura. O PSD, dentro da sua matriz reformista, tem de apresentar uma alternativa, uma visão diferente do papel do Estado, que potencie a criatividade e inovação da sociedade portuguesa e liberte recursos para que o Estado se concentre em fazer bem aquelas que são as suas missões fundamentais (segurança, justiça, regulação económica, saúde, educação).&lt;br /&gt;Todo este projecto tem de ter uma ideia integradora, bases programáticas e linhas de intervenção. Passos Coelho já fez este “trabalho de casa”. Para além das ideias já apresentadas em 2008, muitas das quais continuam actuais, o candidato criou e dirigiu durante ano e meio a plataforma de reflexão “Construir Ideias” que, com base no contributo de muitos especialistas da sociedade civil, lhe permitiu ter um diagnóstico muito objectivo e possíveis linhas de acção em várias áreas.&lt;br /&gt;Depois, o PSD precisa de uma Liderança forte e personalizada que, com um novo estilo e novas formas de fazer e comunicar Política, confira ao PSD a credibilidade para merecer a confiança da maioria dos eleitores. Como tal, o futuro Presidente do PSD terá que ter os valores, a experiência e (essencialmente!) a coragem suficiente para desafiar alguns interesses instalados, dar um sentido estratégico ao PSD e, mais tarde, ganhar o País. Passos Coelho já provou ter, no seu trajecto político e na sua vida empresarial, uma excelente capacidade de gestão de pessoas, alinhando a energia, a motivação e o trabalho de todos.&lt;br /&gt;Por último, há que ter uma Equipa. Olhando para muitas das personalidades que estão a apoiar a redacção da sua moção de estratégia, encontramos figuras de incontestável qualidade, vindas da política e dos meios académico e empresarial, representantes de uma nova geração com novas competências e novas formas de olhar para os problemas neste mundo globalizado e sem preconceitos ideológicos arcaicos.&lt;br /&gt;Por tudo isto, aceitei o convite para ser director de campanha da candidatura de Pedro Passos Coelho no distrito de Évora. Estou convicto que é o Líder que melhor serve o PSD. Mas, essencialmente, estou convicto que é o Líder que melhor servirá Portugal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2295732565991987484?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2295732565991987484/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2295732565991987484' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2295732565991987484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2295732565991987484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/03/psd-razoes-para-mudar-jornal-registp.html' title='PSD: Razões para Mudar! (Jornal Registo - 22/03)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S6jqjuYnFHI/AAAAAAAAAEE/8QYgiX0QZTk/s72-c/PPC_2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7137608897631759179</id><published>2010-03-01T17:42:00.002Z</published><updated>2010-03-01T17:50:23.684Z</updated><title type='text'>Trabalhar no século XXI: estamos preparados?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S4v-V3u01_I/AAAAAAAAAD0/f8y-YlvJfkM/s1600-h/working_overtime%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S4v-V3u01_I/AAAAAAAAAD0/f8y-YlvJfkM/s320/working_overtime%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443724226298435570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já por algumas vezes escrevi sobre os desafios da empregabilidade e dos novos patamares de exigência em termos de formação e qualificações. Hoje falo do cenário, daquilo que, na minha óptica, nos espera nos mercados de trabalho deste turbulento e incerto século XXI.&lt;br /&gt;Uma evidência: a natureza e essência do trabalho mudaram nas últimas décadas e mudarão ainda mais, num futuro próximo. Enquanto antigamente, tínhamos o predomínio de sectores primários (extractivos) e industriais, em que havia recursos tangíveis transformados em produtos finais concretos, hoje temos uma realidade diversa, centrada em dois pontos. Primeiro, a primazia dos serviços como grande sector económico e, em termos de valor, a importância dos activos intangíveis. Efectivamente, são as marcas, as inovações tecnológicas, o conhecimento e reputação e os níveis de qualidade que marcam a diferença entre empresas e, num cenário concorrencial, separam as que sobrevivem e florescem das que estagnam e desaparecem. Temos cada vez organizações que, na actualidade, apenas gerem e processam informação e conhecimento e o seu peso no tecido económico tende a aumentar. Isto tem provocado um fenómeno por todos reconhecido de “virtualização” do trabalho, em que o profissional apenas trabalha, a partir de um interface informático, em “matérias-primas” não palpáveis como dados e informação. Isto vem alterar completamente a importância do espaço físico (tornando-o secundário) e do tempo (banalização dos horários). De facto, hoje e cada vez mais, termos mais pessoas a trabalhar sem horários definidos, a terem que corresponder a exigências de prazos e qualidade e não reguladas por rituais diários, fazendo-o muitas vezes à distância (teletrabalho). As competências técnicas não serão tão relevantes como as aptidões para liderar, coordenar, gerir o tempo com eficácia e ter a adaptabilidade para antecipar desafios ou mudar sob pressão.&lt;br /&gt;Para evitar generalizações, muitos dir-me-ão que continuará a ser necessário haver quem ponha máquina a funcionar na indústria, quem cultive os solos e quem coloque os tijolos na construção de um edifício. Sem dúvida! Mas serão, em termos quantitativos, cada vez menos e em empresas cada vez mais pequenas.&lt;br /&gt;Depois temos desafios sócio-culturais, aos quais se tem de dar uma resposta, uma vez que, se ao contexto influencia o Homem, o Homem também condiciona o contexto. De sublinhar, desde já, que a nova geração Y (nome convencionado para designar os nascidos pós-1980) é muito diferente das anteriores, em todas as sociedades ocidentais. Dotada de graus elevados de educação/ formação, procura, genericamente, realização profissional, aprendizagem constante e equilíbrio e qualidade de vida profissional/ familiar – não apresentando uma orientação tão individualista e materialista como a anterior nem a fidelidade a um só local de trabalho, como a geração dos seus pais. Tal origina a necessidade de ambientes profissionais saudáveis, com um misto de foco nos resultados, cultura do mérito e qualidade de vida. E por outro lado, com o cenário de globalização e desregulamentação, tal conferirá maior dimensão ao fenómeno da mobilidade, a nível regional, nacional e internacional. Teremos pois, ambientes de trabalho mais multiculturais e diversificados, em que a única coisa constante será…a mudança.&lt;br /&gt;Por último, duas preocupações demográficas. Primeiro, o envelhecimento da população activa o que originará, a curto prazo, uma enorme percentagem de trabalhadores acima dos 50 anos. Como enquadrá-los, como conseguir uma contínua actualização de competências ou (olhando por uma óptica positiva) como aproveitar o seu capital de experiência e conhecimento? Em segundo, a já pré-anunciada regressão da população, se não se alterarem as tendências da natalidade e se a imigração não for de dimensão relevante. Nestes dois últimos pontos, são prementes políticas ambiciosas e eficazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7137608897631759179?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7137608897631759179/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7137608897631759179' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7137608897631759179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7137608897631759179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/03/trabalhar-no-seculo-xxi-estamos.html' title='Trabalhar no século XXI: estamos preparados?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S4v-V3u01_I/AAAAAAAAAD0/f8y-YlvJfkM/s72-c/working_overtime%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5049138370554211535</id><published>2010-02-15T12:36:00.001Z</published><updated>2010-02-15T12:37:50.392Z</updated><title type='text'>Da Individualidade e Diversidade ao Poder para Mudar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S3lAGO3IkBI/AAAAAAAAADs/ZUJ2NBifsbE/s1600-h/DV_dv485254.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S3lAGO3IkBI/AAAAAAAAADs/ZUJ2NBifsbE/s320/DV_dv485254.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438448500839321618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Alentejo 2015, ao qual tenho o orgulho de presidir, organizou no passado Sábado, dia 6 de Fevereiro, em Alcáçovas, a Conferência-Debate “A nova Agricultura Alentejana: desafios e oportunidades”. Numa sala cheia com quase duas centenas de participantes, excelentes oradores tiveram a oportunidade de oferecer aos presentes análises (na minha óptica) lúcidas, objectivas e esclarecedoras sobre os desafios do mundo rural e da actividade agrícola no século XXI, numa perspectiva regional, nacional e global. Um dos aspectos que, em particular, captou a minha atenção, foi a referência do Prof. António Serrano, Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ao número de cooperativas (cerca de 900) e de associações (mais de 600) representativas do sector com as quais tem de lidar e, naturalmente, auscultar. &lt;br /&gt;Não pondo, obviamente, em causa a liberdade de associação (quer com fins económicos, quer com fins de promoção e defesa de interesses comuns e legítimos), tal deverá levar-nos a equacionar qual o ponto onde a nossa identidade e individualidade deixa de ser uma força e passa a ser uma fraqueza. &lt;br /&gt;Centrando esta questão em termos económico-empresariais e saindo do âmbito restrito da agricultura, diria que, em Portugal, boa parte dos nossos atrasos e falhanços não radicam na nossa capacidade de trabalho e de inovação, mas sim na nossa pouca capacidade e orientação para trabalhar em parceria, em equipa, numa comunhão de objectivos e metas que mereçam o compromisso de todos. Exemplos de sucesso e boas práticas? Os vinhos alentejanos já o demonstraram desde há uns anos a esta parte; as indústrias do vidro, do cristal e dos moldes, na região centro (não obstante as dificuldades posteriores), deixaram também uma mensagem no mesmo sentido. Quando deixamos de lado os nossos egos e os nossos egoísmos muito particulares, geralmente centrados apenas na questão do estatuto, podemos associar-nos e estabelecer caminhos conjuntos, para fazer mais e melhor - seja para obter eficiência de gestão de recursos, sinergias, maior capacidade negocial, viabilização económica, construção de marcas globais e, não raras vezes, uma capacidade de análise e visão estratégica mais ampla e mais acertada.&lt;br /&gt;Exemplos mundiais que em Portugal são raríssimos: quando, em contexto de crise, empresas e universidades trabalham em conjunto para incrementar a inovação aplicada, estão a demonstrar capacidade de alinhamento e complementaridade de esforços e de criação de valor; noutro âmbito, quando administrações de empresas e sindicatos se comprometem a elaborar planos de viabilização para impedir o encerramento de unidades industriais, estão a construir soluções, numa óptica de ganhos mútuos.&lt;br /&gt;Em suma, voltando ao cerne da questão, reforço que o problema não estará na existência e na multiplicidade de entidades, mas sim na sua capacidade de gerar consensos. Aqui, a pedra-de-toque será a separação do que é crítico e essencial do que é acessório e não estratégico. Por isso, longe de defender “unanimismos”, diria que a diversidade de instituições e pontos de vista é enriquecedora, dada a sua complementaridade. Mas será a sua união genuína por causas comuns que lhe conferirá força e poder para marcar a diferença e, efectivamente, gerar mudanças. Tudo isto é verdade nas nossas vidas, na economia e nas empresas e, como é óbvio…na Política!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5049138370554211535?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5049138370554211535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5049138370554211535' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5049138370554211535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5049138370554211535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/02/da-individualidade-e-diversidade-ao.html' title='Da Individualidade e Diversidade ao Poder para Mudar'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S3lAGO3IkBI/AAAAAAAAADs/ZUJ2NBifsbE/s72-c/DV_dv485254.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8086876337925151732</id><published>2010-02-01T14:06:00.001Z</published><updated>2010-02-01T14:08:17.021Z</updated><title type='text'>Geração Perdida?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S2bgP-YLToI/AAAAAAAAADk/OQcBEQ3n-UA/s1600-h/green-job-crossroads.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S2bgP-YLToI/AAAAAAAAADk/OQcBEQ3n-UA/s320/green-job-crossroads.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433276565516144258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Geração perdida...A expressão original data, como alguns saberão, da década de 20 do século passado. Ao que parece, a sua autoria coube à escritora Gertrude Stein e, neste grupo fatídico, incluir-se-iam intelectuais e escritores como o grande Ernest Hemingway, Ezra Pound, Scott Fitzgerald e T. S. Eliot, entre outros. Pressupunha, em primeiro lugar, um estado de espírito: uma atitude pessimista, melancólica, de falta de fé e esperança no mundo. A elevada (e desnecessária) mortandade da guerra 1914-18, a falta de referências morais, a impotência dos governos para garantir a estabilidade política, o desenvolvimento económico e o emprego (que originou, nesta altura, à emergência dos extremismos fascistas e comunistas) levou a que se impusesse neste grupo uma atitude de depressão e descrença, afogada nos excessos da bebida. O epíteto foi depois alargado a toda uma geração que, nos principais países ocidentais, sofreu as agruras do período pós-I Guerra Mundial e da grande crise económica mundial de 1929-1934.&lt;br /&gt;Porquê esta revisita histórica? Porque hoje, infelizmente, a expressão volta a usar-se no tempo presente. No Reino Unido, utilizou-se há uns meses para caracterizar toda uma geração de “under 25’s” que vive numa precariedade do desemprego e numa descrença total. Por cá, neste rectângulo há beira-mar plantado, temo que daqui a não muitos anos, olhemos para esta época como um período negro, o início da nossa geração perdida. Porquê? Olhemos para factos e para números.&lt;br /&gt;Estamos a criar um Estado (que, fundo, é de todos nós) insustentável. Segundo o muito falado estudo do BPI (que provocou uma irritação desproporcionada do nosso primeiro-ministro), de 2005 até ao final de 2013 (8 anos!) a dívida pública em % do PIB deverá duplicar de cerca de 65% para cerca de 125% do PIB. Esta é a conclusão de um estudo credível, realizado por uma entidade que, por acaso, é consultora do Estado em muitos projectos de investimento. Como é que esta geração vai pagar? Ninguém sabe e, talvez por isso, ninguém diz.&lt;br /&gt;Em termos económicos, segundo a OCDE, Portugal será o segundo país membro com o menor crescimento médio anual (1,4%) entre 2011 e 2017 e, como tal, os portugueses continuarão a afastar-se do nível de vida dos países da Zona Euro. Tendo em conta a relação directa economia-emprego, a confirmarem-se as previsões, Portugal não conseguirá verdadeiramente criar emprego nos próximos oito anos. Que empregabilidade para uma boa parte desta geração?&lt;br /&gt;Em termos educacionais, não obstante os progressos na literacia tecnológica (aposta de louvar, deste governo) estamos a criar um clima de facilitismo que nada contribui para os valores de mérito e sacrifício e para as competências que serão mais tarde valorizadas no mercado de trabalho. A taxa de abandono do sistema de ensino, antes da conclusão do secundário, continua em valores próximos dos 40%.&lt;br /&gt;Em termos de capital humano, estamos a empobrecer. Estima-se que todos os anos cerca de 20 a 25 mil portugueses (na sua grande parte jovens e qualificados) saem de Portugal em busca de novas oportunidade de trabalho, fruto do desemprego, do imobilismo do mercado de trabalho e dos baixos salários. Dir-me-ão que a mobilidade global é uma tendência incontornável e positiva e que muitos voltarão com maior capital de experiências. Sem dúvida! Mas este movimento é mais grave…é mesmo uma autêntica” fuga de cérebros”, de carácter mais permanente, em função do país que temos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou um optimista incorrigível, acredito que este cenário não é um fatalismo. Agora, temos mesmo de mudar! De mudar de vida, de atitudes, de comportamentos, de participação social e de exigência cívica, de estratégias para o país. Os próximos 2 anos serão, a meu ver, decisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8086876337925151732?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8086876337925151732/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8086876337925151732' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8086876337925151732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8086876337925151732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/02/geracao-perdida.html' title='Geração Perdida?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S2bgP-YLToI/AAAAAAAAADk/OQcBEQ3n-UA/s72-c/green-job-crossroads.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5424611137738867429</id><published>2010-01-11T15:51:00.001Z</published><updated>2010-01-11T15:53:52.107Z</updated><title type='text'>Ética nas Empresas: precisa-se e recomenda-se! (Jornal Registo - 11/01)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S0tJdjEjDzI/AAAAAAAAADc/d4CSremWaHs/s1600-h/Ethics%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S0tJdjEjDzI/AAAAAAAAADc/d4CSremWaHs/s320/Ethics%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425510948077244210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em tempos conturbados de crise, como os que vivemos e experimentamos, a Ética voltou a estar no centro das atenções. A relação causa-efeito é óbvia: boa parte dos problemas dos mercados financeiros e bancários tiveram na sua origem comportamentos menos éticos e pouco recomendáveis. Desde a ocultação de informação financeira relevante, passando pela gestão dos órgãos dirigentes estar apenas focada nos ganhos de curto prazo, até à irresponsável gestão do risco em proveito próprio, muitas foram as práticas reiteradas que nos colocaram na situação actual.&lt;br /&gt;Mas, apesar da bem-vinda notoriedade do tema, penso que não existe ainda uma noção clara do alcance que a Ética pode e deve ter.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a clarificação conceptual: a Ética não é um conjunto de regras que alguém se lembrou de escrever. Ética remete para o modo de ser, o carácter, a conduta apropriada que todos assumimos, com convicção. Em suma, estamos a analisar os actos do ser humano, enquanto ser possuidor de consciência e de razão e a definir princípios e valores que, posteriormente, deverão constituir quadros de referência das nossas condutas – como tal, a ética e sua prática deve assentar no sentimento genuíno de obrigação e dever para com o que está correcto (o imperativo categórico, como lhe chamava Kant).&lt;br /&gt;Falando do contexto económico, é aqui que as empresas terão de se preocupar: garantir que no seio das suas decisões operações existam indivíduos com princípios éticos e com condutas morais apropriadas. E claro, que o ambiente (cultura da empresa) que acolhe as pessoas no dia-a-dia seja um facilitador dessas condutas, pautado pelos valores da dignidade do ser humano, da verdade, da justiça e da equidade.&lt;br /&gt;E onde aplicar, onde sairemos do discurso filosófico-teórico e entramos na realidade mais prática? Muito simplesmente, em todas as relações e operações, onde o poder e acção de quem gere tem impacto na vida de outros, sejam estes “públicos internos” ou públicos externos” às instituições. E hoje, como é sabido, em muitas áreas se colocam desafios enormes e autênticos dilemas.&lt;br /&gt;Na relação com os colaboradores, temos o imperativo ético de garantir um equilíbrio mínimo entre vida pessoal e profissional (ex. no volume e flexibilidade de horários, na não discriminação por situação de maternidade ou paternidade), condições de trabalho adequadas ao cumprimento das tarefas, segurança e privacidade (p. ex. a questão tão polémica da intimidade dos emails) e justiça na avaliação e na promoção do mérito, enquanto critério de progressão interna.&lt;br /&gt;Na relação com os clientes, teremos a veracidade na informação veiculada, o compromisso de rigor nos serviços prestados (níveis de qualidade, prazos), a humildade de reconhecer erros na actuação da empresa e de os corrigir com a máxima celeridade, independentemente do seu custo.&lt;br /&gt;Na relação com os accionistas (tema importantíssimo nos mercados financeiros), a divulgação de informações pertinentes de forma objectiva e atempada, sem omissões deliberadas (ver maus exemplos nos casos BPN e BPP). &lt;br /&gt;No que concerne ao público em geral e à comunidade envolvente, há que tomar decisões éticas na redução dos impactos eventualmente negativos que as operações da empresa possam ter – exemplo clássico, os desequilíbrios ecológicos provocados no meio-ambiente por determinadas unidades industriais.&lt;br /&gt;Obviamente que teremos, em muitos destes casos, o choque de interesses entre ganhar dinheiro e ser ético. Mas, mesmo colocando a questão neste ponto, pode-se lançar a interrogação: ser ético, no longo prazo, não será mais rentável que não o ser? Importa pois pugnar, através da consciencialização de empresário e gestores, para que os valores éticos estejam presentes em todos os patamares de actuação das empresas. E possam assim contribuir para a solidez, sustentabilidade e transparência das instituições e para o valor-chave do mundo económico-empresarial: a confiança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5424611137738867429?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5424611137738867429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5424611137738867429' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5424611137738867429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5424611137738867429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2010/01/etica-nas-empresas-precisa-se-e.html' title='Ética nas Empresas: precisa-se e recomenda-se! (Jornal Registo - 11/01)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/S0tJdjEjDzI/AAAAAAAAADc/d4CSremWaHs/s72-c/Ethics%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5848213483484500684</id><published>2009-12-21T13:31:00.001Z</published><updated>2009-12-21T13:35:37.444Z</updated><title type='text'>À espera de 2010…</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sy95nMhJ8qI/AAAAAAAAADU/Q0QMUtzWsXA/s1600-h/road_modesto_lg%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 257px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sy95nMhJ8qI/AAAAAAAAADU/Q0QMUtzWsXA/s320/road_modesto_lg%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417682591032144546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alan Kay, um reputado cientista norte-americano, dizia, com razão, que a melhor forma de prever o futuro é inventá-lo. Faz sentido! Mas, neste mundo de críticos, comentadores e adivinhos, muitos não compreendem que boa parte das respostas estão sempre na nossa mão e que não somos (ou não devemos ser) meros espectadores passivos do que o acaso ou os outros fazem acontecer.&lt;br /&gt;Na psicologia existe, como muitos saberão, o conceito de locus de controlo. Tal é uma característica de personalidade definida como a convicção de que as nossas atitudes, decisões e acções influenciam os resultados que vamos obtendo no dia-a-dia, numa evidente relação causa-efeito. Os indivíduos com um locus interno acreditam que controlam as suas próprias vidas enquanto as que têm um locus externo acreditam que o acaso, o destino, a falta de sorte ou qualquer conspiração obscura está por detrás do que de mal vai acontecendo. Escusado será dizer que em Portugal, existe frequentemente uma predisposição para o segundo caso.&lt;br /&gt;Tudo isto a propósito das inevitáveis procissões de previsões e desejos para o próximo ano de 2010 a que vamos agora assistir. Não quero contribuir para esse peditório. Como tal, deixo apenas algumas ideias soltas sobre como cada um poderá contribuir para um novo ano relativamente positivo, fazendo algo que, efectivamente, dependa essencialmente da sua vontade e decisão:&lt;br /&gt; Concretizar um novo projecto ou inovação profissional:&lt;br /&gt;A nossa realização, pessoal e colectiva, depende em larga medida da nossa esfera profissional. Como tal, numa perspectiva de lançamento de um novo negócio (empreendedorismo, assumir-se por conta própria) ou inovando no seio de uma organização (por conta de outrem) muitas são as possibilidades de marcarmos a diferença e de não sermos apenas mais um número. O efeito de criação de riqueza e de novos empregos pode muitas vezes ser despoletado por este passo inicial.&lt;br /&gt; Dar atenção à Comunidade em que se está envolvido:&lt;br /&gt;De forma simples, assumir um mínimo de participação voluntária na comunidade (região, cidade, bairro) em que estamos inseridos. Pode ir desde o simples acto de votar em eleições, acompanhar de forma próxima as intervenções das autarquias, participar em associações e em actividades de melhoria da qualidade de vida, culturais, assistenciais, numa óptica de voluntariado.&lt;br /&gt; Exigir qualidade dos serviços públicos que temos&lt;br /&gt;Muito mudará quando a esmagadora maioria dos portugueses assumir uma atitude crítica e mais escrutinadora sobre os muitos serviços públicos que este Estado coloca à nossa disposição (educação, saúde, segurança, assistência social, entre outros); e será esta atenção cada vez mais esclarecida e exigente que irá obrigar às necessárias reformas (umas adiadas, outras concretizadas a passo de caracol).&lt;br /&gt; Investir na educação, na formação e no conhecimento&lt;br /&gt; Numa óptica mais formal (cursos, certificações) ou informal (auto-aprendizagem, por exemplo, através da Internet), é fundamental o desenvolvimento constante das nossas competências (cognitivas, técnicas, comportamentais). Este investimento é cada vez mais o factor decisivo para a nossa produtividade/ competitividade e para um sucesso pessoal e profissional. &lt;br /&gt; Promover uma boa gestão pessoal/ familiar dos recursos.&lt;br /&gt;A nível dos consumos (óptica financeira) e dos recursos (na água, na eficiência energética inerente a electricidade e combustíveis), seria útil começarmos a pensar numa gestão mais racional. Efectivamente, enfrentar os desafios da escassez de recursos e da sustentabilidade ambiental exigirá cada vez mais de nós nestas áreas, num futuro muito próximo.&lt;br /&gt;Conforme a nossa escala de recursos (dinheiro, tempo…), o nosso poder, influência ou nível de responsabilidade, algumas destas realizações poderão marcar a diferença entre um ano mau ou razoável e um ano bom. Porque, no final do ano, as estatísticas do PIB, défice, taxa de inflação ou desemprego representarão, em boa parte, o somatório de milhões de decisões destas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5848213483484500684?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5848213483484500684/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5848213483484500684' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5848213483484500684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5848213483484500684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/12/espera-de-2010.html' title='À espera de 2010…'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sy95nMhJ8qI/AAAAAAAAADU/Q0QMUtzWsXA/s72-c/road_modesto_lg%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1348199568777962769</id><published>2009-12-09T12:15:00.002Z</published><updated>2009-12-09T12:17:50.443Z</updated><title type='text'>Europa: que projecto, que protagonistas, que ambição?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sx-VZD2_XpI/AAAAAAAAADM/yTBQOipVh14/s1600-h/europe.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sx-VZD2_XpI/AAAAAAAAADM/yTBQOipVh14/s320/europe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413209534887845522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Confesso que sempre fui um entusiasta do chamado “ideal europeu”. Clarificando o conceito, ter na Europa um espaço e um projecto comum, abraçado por cerca de 500 milhões de pessoas, fundados nos princípios (hoje mais universais) da liberdade, democracia, tolerância, estabilidade social e sustentabilidade ambiental, que daqui se espalharam pelo mundo. Agora, para se construir algo é necessário vontade, capacidade de liderança e instituições que funcionem.&lt;br /&gt;Por tudo isso, sempre vi com bons olhos o Tratado de Lisboa. Parafraseando a velha expressão de Churchill, este tratado será a pior opção do mundo com excepção de todas as restantes que poderiam ser tentadas. Por muitos defeitos que tenha, teoricamente, confere à Europa melhores mecanismos de tomada de decisão, reforça a democracia interna com a atribuição responsabilidades mais importantes ao Parlamento Europeu, incrementa a coerência da sua política externa e facilita, assim, a sua projecção no mundo. Áreas como o combate ao terrorismo ou a segurança energética deverão ser, com o novo tratado, mais bem geridas e coordenadas.&lt;br /&gt;Mas, como sempre as políticas precisam de protagonistas. E aqui, a expectativa era grande, até como contraponto ao que tem sido a imagem de marca da União Europeia: a burocracia instalada de Bruxelas, frequentemente “invisível” aos olhos da opinião pública e dificilmente escrutinada e avaliada. A burocracia que nos brinda com todo o tipo de regulamentos, desde o formato da fruta à restrição do uso de palavras como “Senhor” ou “Senhora” para combater o chamado “sexismo”(!). &lt;br /&gt;De facto, sempre que a Europa avançou foi graças a líderes como Monnet, Schuman ou Delors. É por isso que me pareceu absurda a recusa de alguns países em ter Tony Blair como novo Presidente da União Europeia. Com todo o respeito e benefício da dúvida para Van Rompuy (o excolhido Presidente da União) e Catherine Ashton (responsável pela política externa), parece que, para muitos dirigentes europeus, a opção foi ter protagonistas apagados, pouco relevantes e carismáticos, um mínimo denominador comum com vista a manter os líderes (e interesses) nacionais de cada um acima dos interesses europeus. &lt;br /&gt;Mau sinal, nestes primeiros dias de vigência do tratado. E isto quando os maiores desafios estão aí perante a passividade da Europa. Em primeiro lugar, na política externa, onde a influência da Europa no mundo não cessa de diminuir. Mesmo aqui ao lado, no nosso “quintal”, não conseguimos ser relevantes na resolução dos problemas do Médio-Oriente ou nos enormes desafios colocados ao desenvolvimento de África (comparar, por exemplo, com a influência da China). Depois, em termos de política de defesa e segurança, continua a completa apatia. Apesar de compreender quão impopular será este discurso, os políticos europeus verdadeiramente responsáveis não podem continuar a assobiar para o lado sem falar verdade às suas opiniões públicas e eleitorados: é necessário investir na defesa e participar activamente nas intervenções que, por esse mundo fora, vão sendo feitas, em nome do combate ao terrorismo (ex. Afeganistão) ou da manutenção de paz e estabilidade em várias regiões do globo. A situação de conforto dos últimos 50 anos, de aconchego no abraço protector dos EUA, já não é sustentável neste mundo multipolar. Quem quer ter voz activa e ser respeitado no xadrez das relações internacionais, tem de mostrar vontade e investir. Sim, investir será “pagar” parte das soluções, algumas necessariamente militares.&lt;br /&gt;Por último, talvez o maior desafio, a reforma progressiva do modelo social europeu. Aqui, há que definir e conjugar de forma hábil as políticas relativas à demografia, imigração, segurança social e competitividade das economia, sob pena de a próxima geração de europeus se defrontar com cenários (ainda) mais negros. &lt;br /&gt;Por tudo isto, os europeus devem responder a estas importantes questões: que projecto, que protagonistas, que ambição ainda temos para este velho continente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1348199568777962769?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1348199568777962769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1348199568777962769' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1348199568777962769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1348199568777962769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/12/europa-que-projecto-que-protagonistas.html' title='Europa: que projecto, que protagonistas, que ambição?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sx-VZD2_XpI/AAAAAAAAADM/yTBQOipVh14/s72-c/europe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5244976316274118769</id><published>2009-11-23T13:05:00.000Z</published><updated>2009-11-23T13:06:33.008Z</updated><title type='text'>Procuram-se jovens qualificados para novos desafios profissionais (Jornal Registo, 23/11)</title><content type='html'>Enquanto, pela enésima vez, centenas de professores, membros e assessores do Governo, sindicalistas, políticos, juristas, jornalistas, opinion makers e outros continuam a discutir o sistema de avaliação dos professores, dei por mim a pensar nos verdadeiros destinatários de um sistema educativo: os jovens estudantes, que se procuram preparar e qualificar para os desafios deste cada vez mais incerto, turbulento e competitivo mundo profissional.&lt;br /&gt;Infelizmente, na minha percepção, aqueles que deviam estar no topo das prioridades continuam relegados para um lugar acessório na agenda de preocupações dos decisores políticos. É pena e, a médio prazo, pagar-se-á a factura desta opção. &lt;br /&gt;A grande questão a colocar é esta: os jovens estão, de facto, a ser devidamente preparados, em termos de conhecimentos e competências (aptidões, skills) para os desafios que os aguardam? Na minha opinião, a resposta é negativa. Por duas ordens de razões. &lt;br /&gt;Primeiro, o clima de facilitismo que se instalou nas escolas portuguesas, nos vários graus de ensino. Com efeito, o sistema macrocéfalo e centralizador sedeado na Avenida 5 de Outubro em Lisboa, para além de limitador da criatividade, da inovação e da participação, tornou-se um indutor do facilitismo e da desresponsabilização Exemplos? A decisão de acabar com as provas globais no 9º ano, o fim dos exames de filosofia, o nível de exigência das provas de matemática, o estatuto do aluno, entre muitos outros.&lt;br /&gt;Depois, pelos conteúdos que continuam a ser ministrados. Perguntem a qualquer jovem finalista ou recém-licenciado que, na expectativa de uma primeira experiência profissional, vá a um sessão de esclarecimento ou a uma entrevista individual ou colectiva de uma empresa empregadora. Será que eles serão seleccionados pelo conhecimento técnico? Raramente. O que a maioria dos empregadores quer perceber é se eles saberão trabalhar equipa, se serão rigorosos na gestão de projectos limitados no tempo, se conseguirão comunicar e liderar, se serão eficientes a avaliar os riscos, gerir prioridades e tomar decisões ou se saberão lidar com os momentos de maior pressão e stress. E se, passada uma primeira e natural fase de ambientação e aprendizagem, poderão assumir com autonomia o seu espaço e serem criativos e inovadores, no sentido de melhorarem os resultados e a performance global das suas organizações. E se, por último, conseguirão manter uma atitude de aprendizagem e adaptabilidade constantes na sua função profissional.&lt;br /&gt;Infelizmente, todo o sistema de ensino está ainda parametrizado para formar o “bom funcionário” e não o “profissional autónomo e inovador”. Gostaria, sinceramente, que se gastasse apenas metade do tempo e das energias dispendidas na questão da avaliação dos professores na análise e revisão desta matéria: que currículos, que conteúdos, que metodologias pedagógicas temos hoje em dia e quais as que necessitamos para o futuro. O País, e em especial as futuras gerações, agradecerão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5244976316274118769?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5244976316274118769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5244976316274118769' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5244976316274118769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5244976316274118769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/11/procuram-se-jovens-qualificados-para.html' title='Procuram-se jovens qualificados para novos desafios profissionais (Jornal Registo, 23/11)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2876406185034135696</id><published>2009-11-11T13:18:00.002Z</published><updated>2009-11-11T13:23:59.215Z</updated><title type='text'>PSD: lenta decadência ou rápida redenção?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Svq656LfwhI/AAAAAAAAACQ/u4iE32A5Wlo/s1600-h/question%2520mark.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Svq656LfwhI/AAAAAAAAACQ/u4iE32A5Wlo/s320/question%2520mark.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402836207017116178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há mais de um ano que não escrevo sobre o PSD. Faço-o hoje porque penso que, passado este ciclo eleitoral, devo assumir uma posição sobre o actual estado do Partido. No início do próximo ano, com um calendário ainda a definir, o destino do PSD estará novamente em discussão. Discussão necessária e premente, tanto a nível nacional, como a nível regional ou local. Como ficou demonstrado recentemente, o PSD continua longe de constituir uma alternativa, de merecer a confiança da maioria dos portugueses para ser governo. Se bem que esta “via-sacra” do PSD não seja recente, ameaça hoje tornar-se numa lenta decadência. Os sintomas são evidentes, para quem não se recuse a ver o que é óbvio: ao longo dos últimos 15 anos, temos visto um decréscimo de importância do PSD em termos globais, com particular incidência nos meios urbanos, na classe média e nos segmentos etários mais jovens, um envelhecimento do seu eleitorado e uma falta de competitividade na atracção de pessoas. &lt;br /&gt;Causas? Muitas e variadas. Mas, na minha óptica muito pessoal, as lideranças e a falta de um (efectivo!) projecto diferenciador são as mais fortes.&lt;br /&gt;Há um ano, apesar de não ter apoiado esta liderança, reconheço que o PSD tentou recuperar alguma seriedade e credibilidade. Esse esforço materializou-se numa vitória eleitoral nas eleições europeias. Mas, para ganhar o País, isso não basta! Para além destes atributos, há que ter ambição, projectos concretos e diferenciadores e mostrar capacidade de realização. Nisso, o PSD falhou. Infelizmente, não demonstrou unidade (antes evidenciou algum sectarismo), não mostrou capacidade de atracção de quadros, apresentou (conscientemente) um programa minimalista e pouco atractivo e apostou num estilo de campanha que, como se viu, não parece ser o mais adequado para convencer e entusiasmar o eleitorado. Política é também (hoje e sempre) emoção!&lt;br /&gt;Por isso, o PSD de terá de fazer escolhas! Escolhas cujo impacto será ainda maior que as que foram feitas há ano e meio. Em termos de conteúdo e de forma. No conteúdo, o PSD tem de apresentar um projecto, uma visão estratégica para o País que queremos daqui a 10 anos! E, para isso, deve fazer uma revisão urgente do seu programa, ideia de Marques Mendes, “congelada” pelas lideranças posteriores. Terá que assumir um conjunto de opções, baseadas numa visão moderna do Estado e da Sociedade, que coloca as Pessoas no centro da actividade política e lhes dá poder de decisão e uma cultura de exigência – na Economia, na Justiça, na Educação, na Saúde. Que coloca as capacidades de inovação dos Portugueses como grande aposta desta geração. Que crie aqui um espaço seguro, transparente, justo e competitivo que nos dê liberdade e responsabilidade, para que possamos ter os mesmos resultados que outros portugueses, lá fora, vão atingindo para nosso orgulho e satisfação. É ousado? Certamente! Mas não é mais do que muitos países da Europa fizeram com sucesso nos últimos 15 ou 20 anos, enquanto nós, em Portugal, resolvemos continuar a empobrecer à sombra de um Estado centralizador, arcaico e ineficaz.&lt;br /&gt;Em termos de forma, o PSD tem de decidir se quer ser o partido mais conservador e “cinzento” do espectro partidário português ou se quer ser um partido dinâmico, desafiante, reformista, que quebre o status quo e concretize as reformas há muito prometidas. Fala-se de renovação e mesmo de rejuvenescimento. Concordo, mas penso que isso não é a questão essencial. Sinceramente, não me preocupa a idade das pessoas. Preocupa-me, sim, a idade das suas ideias. Preocupa-me que enfrentemos os desafios de 2010 com as ideias e as receitas de 1995 ou de 1999. Preocupa-me que não saibamos aprender com os erros do passado e que não tenhamos imaginação (ou coragem!) para clarificar as nossas opções estratégicas.&lt;br /&gt;De uma forma simples: o PSD tem de trabalhar (primeiro) e mostrar (depois) que é uma parte da solução e não uma parte deste imenso problema em que se tornou Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2876406185034135696?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2876406185034135696/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2876406185034135696' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2876406185034135696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2876406185034135696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/11/psd-lenta-decadencia-ou-rapida-redencao.html' title='PSD: lenta decadência ou rápida redenção?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Svq656LfwhI/AAAAAAAAACQ/u4iE32A5Wlo/s72-c/question%2520mark.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6312029755312508975</id><published>2009-10-30T12:31:00.002Z</published><updated>2009-10-30T12:35:51.217Z</updated><title type='text'>Alentejo: uma agenda para a atractividade regional</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SurdmnF7mnI/AAAAAAAAACI/m7Ku7n29B4c/s1600-h/Alentejo%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SurdmnF7mnI/AAAAAAAAACI/m7Ku7n29B4c/s320/Alentejo%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398370758755588722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O início de um novo ciclo político deve ser encarado como um momento propício à mudança. Tanto a nível nacional como regional. O Alentejo atravessa um momento crítico para a definição de estratégias concretas. É necessário que a faça! Perguntar-me-ão como fazer? Ou se a forma de o fazer será através da sempre polémica Regionalização? Devo clarificar que na minha óptica, frequentemente, os modelos são o menos importante. Acredito sinceramente que deva existir um patamar de decisão entre os municípios e o poder central, até porque muitas decisões têm efectivamente impacto e escala regional. Agora é importante que qualquer solução a implementar seja simples, funcional e não crie uma nova burocracia regional como o que foi proposto no final da década de 90. Deverá ter princípios de democraticidade, fomento da participação e subsidariedade em relação aos municípios.&lt;br /&gt;Mas, deixando as questões da forma para o momento mais oportuno (não tardará), passemos ao conteúdo. Aqui, para mim a escolha é clara: há que definir estratégias ambiciosas viradas para a atractividade. De uma forma sintética e simples, há que atrair famílias, profissionais qualificados, empresas e turismo. Diz-se que o Alentejo está na moda. É verdade, mas apenas para a modalidade de fim-de-semana de lazer, eventualmente prolongado. Não chega! Há que trabalhar os factores de atracção: a qualidade de vida e o potencial de crescimento dos eixos económicos que definirmos como prioritários (ex. turismo, cultura…).&lt;br /&gt;Aqui, muito há a fazer com vista a construir estes factores. Pensando na atracção e fixação de Famílias e Profissionais, num cenário de médio prazo, de 2 a 5 anos, a agenda dos decisores políticos regionais poderia estar focalizada nas seguintes políticas e intervenções:&lt;br /&gt;- Criar planos regionais e municipais de marketing territorial, sustentados nos traços diferenciadores das cidades/ sub-regiões, no sentido de promover a atractividade local; &lt;br /&gt;- Estruturar uma política de aldeias, vilas e cidades com prioridade na regeneração urbana e na recuperação do edificado, no âmbito de estratégias de recuperação rápida dos centros históricos (através de soluções inteligentes como os Fundos de Desenvolvimento Urbano); &lt;br /&gt;- Promover a oferta de habitação a custos controlados nos centros urbanos, através de políticas de solos e de licenciamento inteligentes; &lt;br /&gt;- Desenvolver políticas fiscais (muito) favoráveis à instalação de famílias, através de instrumentos como o IRS, o IMI, o IMT e as taxas urbanísticas; &lt;br /&gt;- Desenvolver estratégias de “urbanismo de proximidade” e de animação dos centros históricos em termos comerciais e culturais, promovendo o aproveitamento e a fruição dos espaços públicos; a atracção de actividades criativas poderá ser um instrumento pertinente para a boa execução estas estratégias.&lt;br /&gt;- Aproveitar as actuais (e futuras) acessibilidades para atracção de negócios e profissionais para quem a variável logística seja um factor de decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto é complicado ou utópico. Com as condições básicas, uma vila ou cidade média no eixo Lisboa-Madrid, a uma hora e meia da capital portuguesa, deve assumir-se como uma opção de vida para quem neste momento (sobre)vive nos subúrbios lisboetas. E muitos portugueses, essencialmente nos segmentos etários mais jovens, estão dispostos a fazê-lo. Mas teremos de ser nós, Alentejanos, a construir os nossos factores de atracção. Precisa-se de muita cooperação regional e intermunicipal! Sem conservadorismos inúteis e com muita ambição!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6312029755312508975?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6312029755312508975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6312029755312508975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6312029755312508975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6312029755312508975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/10/alentejo-uma-agenda-para-atractividade.html' title='Alentejo: uma agenda para a atractividade regional'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SurdmnF7mnI/AAAAAAAAACI/m7Ku7n29B4c/s72-c/Alentejo%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-3052660337820231641</id><published>2009-10-17T21:06:00.001+01:00</published><updated>2009-10-17T21:08:33.069+01:00</updated><title type='text'>Vox Populi (Jornal Registo - 12/10/2009)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/StokICiGJCI/AAAAAAAAACA/g2357n62fGc/s1600-h/freedom-of-opinion-4%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/StokICiGJCI/AAAAAAAAACA/g2357n62fGc/s320/freedom-of-opinion-4%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393663224267023394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, na sociedade democrática em que vivo, sempre tive como máxima que o povo tem sempre razão. Sempre! Quando brinda o meu lado com vitórias retumbantes como quando inflige dolorosas derrotas. Como tal, os resultados obtidos, por muito injustos que por vezes possam parecer, são sempre merecidos, fruto de algo – seja da substância (candidatos, programas), seja da forma (campanhas e formas de comunicação).&lt;br /&gt;Neste longo período de campanhas eleitorais que agora terminou, ouvi dezenas ou (ou mesmo centenas) de desabafos, comentários, aplausos ou críticas aos muitos protagonistas políticos que desfilaram no palco mediático. Tenho-os em muita consideração! Representam a voz do povo, muitas vezes pequenas impressões avulsas que significam mais que longas dissertações. Tentei sintetizar algumas que representam, para mim, a sabedoria popular que ninguém na actividade política devia esquecer. Aqui vão aquelas que para mim são mais evidentes:&lt;br /&gt;As pessoas querem clareza.&lt;br /&gt;O povo não gosta de tabus. Nos últimos 15 anos penalizou muitos protagonistas políticos por causa disso. A clareza nas ideias e nas intenções é essencial. As pessoas querem ouvir e saber se determinado candidato “quer ou não quer maioria”, “o que vai fazer com os votos”, “que alianças fará”, “que postura terá na oposição”. Como opinião pessoal, acrescento que qualquer candidato a primeiro-ministro só teria a ganhar se decidisse apresentar a priori a sua equipa (pelo menos, nos lugares-chave do governo) – demonstraria confiança, capacidade e coragem.&lt;br /&gt;As pessoas querem ouvir falar de problemas concretos&lt;br /&gt;Não é por acaso que os partidos que maiores subidas registaram nas últimas legislativas foram os mais acutilantes em termos de temas concretos (segurança, desemprego, sobrevivência das PME’s) que, realmente, estão nas preocupações do dia-a-dia. Mesmo acusados frequentemente de populismo, não mudaram o registo e a avaliação dos eleitores está à vista.&lt;br /&gt;As pessoas querem saber “como” e “porquê”&lt;br /&gt;Cada vez mais, pergunta-se como e porquê no que concerne às soluções apresentadas. Felizmente, muitos eleitores estão mais exigentes na forma como interpretam as propostas. Tantas vezes que eu ouvi “isso é o que todos dizem” ou “isso é o que todos querem, mas como é que ele vai fazer isso?”…sinal que a preparação política e o real conhecimento dos “dossiers” é hoje essencial.&lt;br /&gt;As pessoas querem políticos genuínos e transparentes&lt;br /&gt;Os eleitores não gostam de artificialidades. Os políticos devem mostrar-se como são na realidade e não com “máscaras” que caem facilmente ao primeiro abanão. “Olha para o ar dele(a)” é um comentário de desconfiança legítima, ainda muito escutado nas últimas semanas.&lt;br /&gt;As pessoas querem responsabilidade e consensos mínimos&lt;br /&gt;Quantas vezes não ouvimos já o desabafo “eles não se entendem!”. Por muito que respeitem a luta política, as pessoas não apreciam ódios de estimação e elevados níveis de conflitualidade que afectam, não raras vezes, os limites do respeito. Quem não tem cabeça fria e vai por esta via, paga sempre por isso.&lt;br /&gt;As pessoas querem políticos com sentido de compromisso&lt;br /&gt;Os políticos que estão sempre prontos para qualquer lugar e vêm os cargos apenas como trampolim não vão longe. Até podem ter sucesso na primeira vez mas, com o tempo, a sua falta de ética e compromisso virá ao de cima.&lt;br /&gt;Como tal, quem procura respostas para êxitos ou fracassos não necessita, na minha óptica, de contratar onerosos gurus e pseudo-especialistas de comunicação política. Basta ouvir (sem preconceitos) a voz do povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-3052660337820231641?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/3052660337820231641/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=3052660337820231641' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3052660337820231641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3052660337820231641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/10/vox-populi-jornal-registo-12102009.html' title='Vox Populi (Jornal Registo - 12/10/2009)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/StokICiGJCI/AAAAAAAAACA/g2357n62fGc/s72-c/freedom-of-opinion-4%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1842502810357603900</id><published>2009-09-28T20:58:00.002+01:00</published><updated>2009-09-28T21:01:28.947+01:00</updated><title type='text'>Teletrabalho ao serviço do desenvolvimento do Interior (Jornal Registo 28/09)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SsEVy2fGsaI/AAAAAAAAAB4/l8t2IWlCaq8/s1600-h/TL.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SsEVy2fGsaI/AAAAAAAAAB4/l8t2IWlCaq8/s320/TL.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386610592675443106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que escrevo sobre teletrabalho e, provavelmente, não será a última. Acredito convictamente que é uma “janela de oportunidade” que as regiões do interior, e o Alentejo em particular, não estão ainda a aproveitar convenientemente. Como é sabido, o Teletrabalho é uma forma de trabalho exercida à distância, de forma autónoma, utilizando tecnologias de informação e comunicação que asseguram um contacto directo (se necessário, em tempo real) entre o teletrabalhador e empregador. Este paradigma tem beneficiado essencialmente das inovações tecnológicas verificadas nos últimos anos (ex. banda larga, aplicações informáticas em ambiente web, entre outras).&lt;br /&gt;Trata-se de uma inovação que torna o factor geográfico não tão decisivo como dantes. Qualquer pessoa, cuja actividade não pressuponha qualquer interacção ou atendimento presencial, poderá efectuar o seu trabalho longe da sede física da sua empresa. Ou, se for um trabalhador por conta própria, poderá prestar serviços controlados e avaliados à distância para a sua entidade cliente. Como tal, qualquer teletrabalhador poderá, em teoria, residir numa aldeia do Alentejo e trabalhar, a tempo inteiro ou parcial, para uma empresa sedeada no Porto ou em Barcelona. &lt;br /&gt;Muitas serão as funções profissionais susceptíveis de aderir ao teletrabalho, de uma forma regular ou pontual. Desde funções mais tecnológicas (ex. analistas, programadores, gestores de redes), de gestão (ex. supervisores comerciais, controladores de gestão) ou outras (ex. designers, tradutores, técnicos de contas), muitas serão as áreas pertinentes para expansão desta nova realidade. Também é de sublinhar o seu importante papel social em proporcionar a integração profissional de pessoas com graus de deficiência motora que afectem gravemente a sua locomoção.&lt;br /&gt; O Teletrabalho pode ser exercido a partir de casa ou de telecentros (espaços preparados tecnologicamente, autênticos escritórios-satélites). Mas não se pense que se trata apenas de ter um computador com acesso de banda larga à Internet: tal pressupõe uma infra-estrutura tecnológica colaborativa com voz e som, salas de reunião virtuais, partilha de aplicações (ERP’s, CRM, bases de dados empresariais, etc), replicando o ambiente encontrado numa empresa tradicional.&lt;br /&gt;Em muitos países, o teletrabalho tem crescido de forma impressionante. Por exemplo, na administração federal dos EUA, a aposta tem sido evidente (quem tiver curiosidade, pode aprofundar este conhecimento em www.telework.gov). Naturalmente, esta nova realidade abre oportunidades enormes para a criação de empregos e para a fixação de pessoas em regiões mais desfavorecidas, tradicionalmente, não eram beneficiadas pela geografia ou pela abundância de recursos. Uma nova variável entra em consideração pelos profissionais e as empresas: a qualidade de vida. Regiões que proporcionem boas condições para uma vida familiar saudável e para um bom equilíbrio entre a componente pessoal e profissional – ex. oferta cultural - serão as mais favorecidas.&lt;br /&gt;Será, pois, essencial a criação de telecentros ou de outras infra-estruturas de serviços partilhados, que poderão, a título de exemplo, ser fruto do esforço conjunto de universidades, associações empresariais, autarquias e outros agentes. Também será pertinente (penso ser mesmo inevitável daqui a uns anos) a utilização da fiscalidade como instrumento de incentivo para o teletrabalho.&lt;br /&gt;Dito isto, é importante passar da discussão estratégica à execução. O tão falado e debatido Plano Tecnológico poderá ter aqui um bom caso de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1842502810357603900?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1842502810357603900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1842502810357603900' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1842502810357603900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1842502810357603900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/09/teletrabalho-ao-servico-do.html' title='Teletrabalho ao serviço do desenvolvimento do Interior (Jornal Registo 28/09)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SsEVy2fGsaI/AAAAAAAAAB4/l8t2IWlCaq8/s72-c/TL.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-3186189400293106397</id><published>2009-09-14T23:37:00.001+01:00</published><updated>2009-09-14T23:44:01.270+01:00</updated><title type='text'>“Políticas de Juventude”: uma farsa?  (Jornal Registo 14/09)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sq7HJYOEMCI/AAAAAAAAABw/ZrdsRkswlBQ/s1600-h/church-marketing%5B1%5D.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sq7HJYOEMCI/AAAAAAAAABw/ZrdsRkswlBQ/s320/church-marketing%5B1%5D.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381457568688517154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No advento de um novo período de campanha eleitoral, este é, naturalmente, o tempo do surgimento dos programas e propostas por parte dos partidos políticos. E, quase de forma generalizada, é imprescindível que nas últimas páginas dos referidos programas apareça um pomposo capítulo dedicado à “Juventude”. Sob um qualquer título generalista, é debitado, frequentemente, um conjunto de declarações de princípios, sempre louváveis e consensuais, a incontornável “aposta nos jovens”, a convicção que “são o futuro de Portugal”, entre outras pérolas. E, depois, um conjunto alinhado de objectivos/ medidas/ anseios, geralmente avulsos, e baseados na maioria das vezes numa lógica de paternalismo e subsídio-dependência.  &lt;br /&gt;Tendo sido até há cerca e dois anos atrás (com orgulho!) dirigente de uma juventude partidária, tenho o “à vontade” e algum conhecimento de causa para falar desta matéria e, com as honrosas excepções de alguns programas, classifico este fenómeno como uma farsa autêntica. &lt;br /&gt;Primeiro, porque as políticas que servem os jovens são transversais. Encaro-as em 3 grandes grupos: a educação/ formação/ cultura, a empregabilidade, a habitação. Um conjunto integrado de políticas, desdobrado em medidas concretas, devia basear-se, primeiro, na identificação de entropias que bloqueiem o crescimento pessoal/ profissional dos jovens e actuar cirurgicamente sobre elas. Dou deste já alguns exemplos: a qualidade do ensino enquanto estímulo para a aprendizagem e aquisição de novas competências, uma oferta cultural para estimular o sentido crítico e a participação cívica, a abertura do mercado de trabalho e a facilidade de inserção e progressão, no início da carreira, um mercado de arrendamento flexível para quem deseja constituir família ou iniciar uma vida independente…entre muitas outras. Tratam-se, claro está, de políticas que devem ser alinhadas pelo Estado central mas também, de forma sequencial, executadas/ especificadas pela administração local, à medida de cada realidade territorial. Um política de juventude verdadeira teria esta arquitectura e seria controlada e avaliada pelos resultados nas diversas áreas. E, nestas, a médio prazo, seria pertinente incluir o grau de atractividade do País para jovens estudantes/ profissionais estrangeiros que aqui se estabelecessem e viessem a enriquecer, com a sua diversidade, o nosso capital humano.&lt;br /&gt;Naturalmente, que tudo isto não se consegue sem poder de decisão, com vista a alinhar e assegurar a coerência de políticas tão transversais. E aqui, o estatuto político, o cargo de suporte, é essencial. Infelizmente, este governo resolveu juntar no mesmo saco, Juventude e Desporto. Na prática, a juventude tem sido um apêndice neste penoso mandato de 4 anos, sem qualquer realização concreta digna de registo. Uma nota pessoal: apenas dei pela existência do actual secretário de estado, Laurentino Dias, quando este apareceu alvoroçado na comunicação social, por causa do processo disciplinar a um jogador do Benfica (Nuno Assis), já o mandato do governo ia quase a meio (!)…isto diz tudo!&lt;br /&gt;Rematando e concluindo: Políticas de Juventude são pertinentes e necessárias! Mas devem ser concretas, integradas e executáveis, não apenas meros desabafos resultantes da má consciência de quem as apregoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-3186189400293106397?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/3186189400293106397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=3186189400293106397' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3186189400293106397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3186189400293106397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/09/politicas-de-juventude-uma-farsa-jornal.html' title='“Políticas de Juventude”: uma farsa?  (Jornal Registo 14/09)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sq7HJYOEMCI/AAAAAAAAABw/ZrdsRkswlBQ/s72-c/church-marketing%5B1%5D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-606528021813336468</id><published>2009-09-01T19:22:00.003+01:00</published><updated>2009-09-01T19:25:48.068+01:00</updated><title type='text'>Dois “Portugais”? (Jornal "Registo" - 31/08)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sp1m7upJavI/AAAAAAAAABI/40ccTvAXN9c/s1600-h/question%2520mark.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sp1m7upJavI/AAAAAAAAABI/40ccTvAXN9c/s320/question%2520mark.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376566706469169906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde já a minha devida e indispensável “declaração de interesses”: para quem não saiba, sou militante do PSD e irei votar no projecto político do meu partido no próximo dia 27 de Setembro. Dito isto, não posso deixar de, com desprendimento emocional, me interrogar sobre os discursos e as “narrativas” políticas que temos ouvido nos últimos meses em Portugal.&lt;br /&gt;Para o Governo PS, Portugal é hoje um país na crista da onda em termos de opções de futuro. É o país das tecnologias nas escolas, das energias renováveis, da administração pública online e do e-government, do Simplex, das Novas Oportunidades, das políticas sociais arrojadas, do TGV, dos carros eléctricos, enfim, um país num frenesim reformista que lhe garantirá o sucesso nas próximas gerações. Tudo isto é, naturalmente, louvável.&lt;br /&gt;Do outro lado, temos, para a oposição, um retrato extremamente duro (e real) de um país com défices de educação e literacia tremendos, com uma justiça indescritível em termos de ineficiência e morosidade, um sistema de saúde que tarda em reorganizar-se para os níveis de serviço pretendidos, com uma economia pouco competitiva e com um endividamento externo brutal, que poderá comprometer o futuro das próximas gerações.&lt;br /&gt;Em que ficamos? O problema é simples: é que, por muito que custe e o Governo actual não admita, o “primeiro Portugal” que mencionei dificilmente tem dimensão e força para puxar pelo segundo. É uma gota de água! O primeiro é um Portugal levemente conjuntural, o segundo, infelizmente, é um Portugal fortemente estrutural.&lt;br /&gt;Efectivamente, de pouco servirá à eficiência global da Administração Pública a abertura de “vias verdes” que, facilitando sem dúvida a vida aos cidadãos, mantêm intocável uma gigantesca máquina burocrática de entidades (institutos, direcções gerais e regionais, agências…) de utilidade duvidosa. Aqui, a verdadeira reforma, que tem de começar pela definição das funções do Estado e respectivos processos de suporte, continua por fazer, apesar das promessas do PRACE. Da mesma forma, de pouco valerão mais computadores no ensino que não for assegurada um novo modelo de gestão das escolas e da sua interacção com a comunidade envolvente. De pouco servirá apregoar a eficiência energética de alguns edifícios se o nosso património urbano se continuar a degradar com as leis de arrendamento arcaicas que temos. Ou pouco conforto nos darão alguns investimentos em sectores de ponta da economia (que são bem-vindos) quando o grosso do nosso tecido produtivo (PME´s) encontram contextos extremamente desfavoráveis para a sua competitividade e sobrevivência (ex. fiscalidade, legislação laboral, apenas para citar os mais evidentes).  &lt;br /&gt;Como tal, estas narrativas levam-nos a percepcionar dois “Portugais” mas sem um discurso claro e transparente que nos permita vislumbrar soluções. O caminho possível: começar por reformas nas questões estruturais mas também construir uma visão estratégica de futuro que inclua algumas das boas ideias deste Portugal emergente. Será que o “sectarismo” e o “fundamentalismo” que estão em voga na política portuguesa permitirão este discurso construtivo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-606528021813336468?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/606528021813336468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=606528021813336468' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/606528021813336468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/606528021813336468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/09/dois-portugais.html' title='Dois “Portugais”? (Jornal &quot;Registo&quot; - 31/08)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sp1m7upJavI/AAAAAAAAABI/40ccTvAXN9c/s72-c/question%2520mark.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7842426925243177625</id><published>2009-08-20T13:27:00.003+01:00</published><updated>2009-09-01T19:29:01.211+01:00</updated><title type='text'>Política: Estratégia, Execução e Impacto</title><content type='html'>No advento deste novo e intenso ciclo eleitoral que se avizinha, a Política voltará a estar no centro das atenções do país real. Voltaremos, seguramente ao velho tema da imagem e da percepção do cidadão comum. De facto, falando de Política, dos Partidos e dos Políticos, de uma forma geral, todos concordarão que, numa primeira reacção, não despertam hoje a simpatia da maioria das pessoas. É quase consensual a sensação de que a Politica se encontra, desde há muito, numa crise de confiança e credibilidade, fenómeno reconhecido na maioria das sociedades ocidentais. &lt;br /&gt;As causas são, efectivamente, complexas. Contudo, atrevo-me a simplificar e a afirmar que tal dever-se-á, essencialmente, a 5 factores:&lt;br /&gt;A) A falta de sintonia, muitas vezes, entre a agenda do poder político e a realidade vivida e sentida pelas pessoas. Os problemas quotidianos, que afectam a felicidade e qualidade de vida dos cidadãos passam frequentemente ao lado da agenda política. A política deixou de estar centrada no Homem e passou a estar centrada em jogos de curto prazo, de manutenção de poder. Nos EUA, Obama, com perspicácia, reparou nesta evidência e foi esse discurso mais sensato (que muitos consideraram apenas “generalista”) que lhe garantiu a vitória.&lt;br /&gt;B) A percepção de irrelevância ou incapacidade de marcar a diferença por parte do poder político. Efectivamente, a noção de que os problemas mais graves já estão numa esfera extra-política (ex. crise financeira mundial), em que os governos pouco ou nada conseguem alterar ou que existirão sempre forças e grupos de bloqueio, que impedirão as reformas (situação notada hoje em Portugal), levam a alheamento e ao conformismo das pessoas.&lt;br /&gt;c) A frequente falta de coerência entre compromissos assumidos e aquilo que é efectivamente realizado. É a velha questão de falar verdade a priori e da precipitada (errada) assumpcão de promessas que, mais tarde, não se poderão cumprir porque, afinal, “a situação era bem pior do que esperávamos”. Quantas vezes já vimos isto?&lt;br /&gt;d) O distanciamento entre eleitores e eleitos, que supostamente representam as populações. De facto, por detrás das paredes ainda muito opacas das Instituições e dos Partidos, estão frequentemente políticos anónimos, que não são reconhecidos nem conhecem os meios que os elegeram.  &lt;br /&gt;e) A clareza nas ideias e nos projectos políticos concretos. Desde há muito que, com o apregoado fim das ideologias, o “politicamente correcto” se transformou no “politicamente cinzento”. Atrás de generalidades (que, não poucas vezes, são um sintoma de falta de conhecimento técnico dos problemas) é hoje difícil a qualquer eleitor discernir princípios políticos e propostas de acção coerentes. Há sempre a sensação que é mais do mesmo e a coragem de clarificar não abunda. Mas quem o faz, quem diz o que quer e para onde vai, geralmente ganha com isso. Um exemplo bem recente: Nicolas Sarkozy!&lt;br /&gt;Coloca-se-nos então a interrogação: tudo isto será um sinal da irreversível decadência das Democracias? Não alinho em visões pessimistas ou catastrofistas pelo que, para mim, obviamente que não.&lt;br /&gt;A primeira grande questão: promover a assegurar a Ética. Como em tudo na vida, a Ética trará responsabilidade, transparência nas propostas e confiança nas Pessoas e Instituições. &lt;br /&gt;Mas haverá outro caminho complementar, mais técnico e instrumental: garantir que a política tem impacto, que tem consequências, que não é apenas um conjunto de rituais maçudos – em síntese, garantir o alinhamento entre a estratégia (as ideias) e execução (as medidas concretas e o seu poder transformador). Deixo algumas impressões pessoais:&lt;br /&gt;- Promover programas de acção claros, exequíveis, baseados em premissas verdadeiras.&lt;br /&gt;Os partidos, no decurso das suas campanhas eleitorais, teriam tudo a ganhar em apresentar de forma clara, as suas propostas de acção: mostrar as suas razões contextuais, condições de aplicabilidade, prazos estimados e impactos esperados. Quanta credibilidade (e votos) se ganharia com esta forma de actuação?&lt;br /&gt;- Fazer uma melhor ligação entre legislação e regulamentação.&lt;br /&gt;Como é sabido, actualmente, boa parte das leis elaboradas e aprovadas em Portugal, não produzem efeitos – isto é, são inúteis. Ou não são regulamentadas, ou não são respeitadas ou ficam envoltas em polémicas intermináveis. Há que melhorar os processos de produção legislativa para assegurar que as leis tenham uma regulamentação imediata - para que sejam efectivas e não apenas palavras mortas.&lt;br /&gt;- Construir indicadores de desempenho que permitam aferir de forma clara a bondade e pertinência das medidas.&lt;br /&gt;Seria pedagógico que, na actual senda (justificada) das avaliações, se pudessem também construir métricas que validassem, no tempo, a adequação de todas as decisões políticas. Permitiria acabar com polémicas inúteis e permitir, com mais celeridade, medidas correctivas. Como se diz e bem no mundo da gestão, “o que não pode ser medido, não pode ser gerido”.&lt;br /&gt;- Responsabilizar quem decide e quem executa.&lt;br /&gt;No País em que, tradicionalmente, “a culpa morre sempre solteira”, seria bom que, sem quaisquer dramas, os sucessos e os momentos menos bons tivessem rostos. De preferência, rostos de Líderes, que soubessem assumir as suas responsabilidades, fossem recompensados pelos seus méritos e fossem exemplos a seguir neste mundo sempre complexo da gestão e da decisão públicas.&lt;br /&gt;Deixo apenas estas ideias soltas e bem sei que não são novidades absolutas. Mas, estou convicto, fazem todo o sentido por estes dias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7842426925243177625?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7842426925243177625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7842426925243177625' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7842426925243177625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7842426925243177625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/08/politica-estrategia-execucao-e-impacto.html' title='Política: Estratégia, Execução e Impacto'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-532451005950439925</id><published>2009-08-18T20:11:00.000+01:00</published><updated>2009-08-18T20:13:09.979+01:00</updated><title type='text'>Economia Social: uma realidade a ter em conta (Jornal Registo, 17/08/2009)</title><content type='html'>A actual crise económica, directamente derivada da crise que afectou os mercados financeiros a nível mundial, tem sido acompanhada por um desajustado (e injusto!) combate ideológico ao capitalismo e aos fundamentos de uma economia liberal de mercado. Não pretendo aqui entrar nessa luta que, para os seus promotores, estará condenada ao fracasso. Para qualquer pessoa que tenha uma noção mínima da história da humanidade nos últimos 30 anos, são evidentes os resultados obtidos por este fenómeno da globalização, impulsionado pelo referido capitalismo: diminuição da pobreza, melhores níveis globais de educação e literacia, reforço da transparência e das liberdades individuais um pouco por todo o mundo. &lt;br /&gt;Mas, não obstante, concedo razão àqueles que afirmam que nada ficará na mesma. As questões da ética, da regulação, da sustentabilidade estarão, cada vez mais, na ordem do dia. Tal como a atenção à satisfação de necessidades ditas sociais que, tipicamente, não estão no topo da agenda de prioridades das empresas com fins lucrativos. &lt;br /&gt;Neste âmbito, convém recordar que desde há alguns anos tem emergido, discretamente mas com crescente importância, um novo sector – a economia social, ou terceiro sector (para contrapor à dicotomia público/ privado). &lt;br /&gt;Esta economia é constituída por cooperativas, sociedades mútuas, associações, fundações, organizações não governamentais (ONG´s) e organizações religiosas, com as mais diversas missões: da solidariedade e assistência à inclusão à simples participação cívica, da dinamização cultural e recreativa à sensibilização para as causas ambientais. Tal representa hoje, a nível europeu, cerca de 8% do total de empresas e instituições colectivas e também cerca de 6% - 8% de todo o emprego.&lt;br /&gt;Para além na nobreza e valor acrescentado para a sociedade da maioria das suas causas e objectivos, este sector apresenta benefícios óbvios:&lt;br /&gt;- ajuda a corrigir os naturais desequilíbrios e excessos do mercado, através de redes de ajuda e solidariedade que permitem que, numa comunidade, se mitiguem as situações de exclusão social;&lt;br /&gt;- não estão sujeitas a fenómenos de deslocalização, pelo que se podem assumir com maior estabilidade e crescente importância no seio de uma região;&lt;br /&gt;- têm um papel importante na promoção do debate e da consciência cívica das comunidades e dos seus agentes (ex. as empresas);&lt;br /&gt;- estimulam o empreendedorismo, quer social, quer empresarial;&lt;br /&gt;Num breve raciocínio, parece-me óbvio que muitas das actuais funções que o Estado desempenha, por vezes de forma pouco eficiente junto das populações, seriam mais bem desempenhadas com o apoio destas instituições. Têm missões bem definidas, um conhecimento das especificidades locais e podem, naturalmente, ser reguladas e monitorizadas em termos de cumprimento de objectivos e impacto social.&lt;br /&gt;Convinha, pois, que num período de grande e necessário debate (e alguma crispação) sobre o Estado que queremos (omnipresente para uns, mínimo para outros), pudéssemos chegar a um primeiro consenso sobre o papel intermédio do sector social. Que deverá, naturalmente, merecer uma maior atenção a nível dos enquadramentos legislativos e regulamentares, ainda incipientes quando comparados com o sector privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-532451005950439925?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/532451005950439925/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=532451005950439925' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/532451005950439925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/532451005950439925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/08/economia-social-uma-realidade-ter-em.html' title='Economia Social: uma realidade a ter em conta (Jornal Registo, 17/08/2009)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2375226637473765260</id><published>2009-08-11T12:54:00.003+01:00</published><updated>2009-08-11T12:58:41.628+01:00</updated><title type='text'>Atracção de Investimento – a caça ao tesouro do século XXI (Jornal Registo - 03/08)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SoFc5Numg_I/AAAAAAAAAA4/945uQmYipuM/s1600-h/handshake.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SoFc5Numg_I/AAAAAAAAAA4/945uQmYipuM/s320/handshake.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368674368809763826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atracção de investimento! – eis um desejo repetido até à exaustão, por qualquer responsável político, desde o presidente de uma pequena autarquia até ao primeiro-ministro de Portugal (especialmente nestes tempos de eleições). Desejo legítimo, em especial se for um investimento de grande dimensão, criador de emprego e reprodutivo de riqueza. Mas, questiono-me, será que todos terão a real noção das condições estruturantes para tornar um país, uma região ou uma cidade apelativos para atrair os tão ansiados investimentos?&lt;br /&gt;Falamos, pois, do conceito de Competitividade. E hoje não é segredo para ninguém que, actualmente, a competição por investimentos faz-se a nível global. Como tal, Portugal compete com a Eslováquia pela captação de investimentos, como, na escala regional, o Alentejo concorre com a Andaluzia, em Espanha, ou com a Baviera, na Alemanha, perante investidores cada vez mais rigorosos e escrutinadores.&lt;br /&gt;De uma forma simplificada, são essencialmente quatro as questões valorizadas no processo de decisão: os mercados, o capital humano, as condições logísticas, e o “ambiente social” envolvente.&lt;br /&gt;A proximidade dos mercados é naturalmente um constrangimento geográfico. Aqui, não se pode, a curto prazo, mudar as variáveis. Por exemplo, o mercado interno do Alentejo, com pouco mais de 500.000 habitantes não será, por si só, aliciante suficiente para a grande maioria dos sectores. Como tal, não deveremos apostar em projectos de impacto maior (inter-regional e transfronteiriço)? As condições logísticas estão intimamente relacionadas com a questão anterior. Perante necessidades de abastecimentos de matérias-primas ou transportes de produtos acabados, será necessário ter redes de acessibilidades e infra-estruturas logísticas para que tornem competitiva uma determinada localização. Questão que se me coloca neste ponto: estaremos a planear as nossas infra-estruturas em função dos investimentos que queremos atrair e dos mercados onde queremos operar?&lt;br /&gt;A questão dos recursos humanos, é também elementar. Apenas sociedades com bons níveis de qualificações e competências poderão atrair investimento com grande valor acrescentado, especialmente nas chamadas indústrias do conhecimento. Por exemplo, ainda não há muitos anos, noticiava-se que Portugal tinha perdido dois grandes investimentos nas áreas das tecnologias de informação por manifesta falta de graduados em engenharia informática. Como aprimorar a afinidade entre a nossa vida académica e a empregabilidade empresarial?&lt;br /&gt;O “ambiente social” envolvente, com as suas componentes ética, legislativa, regulamentar e fiscal é também cada vez mais avaliado e ponderado. Não é, pois, de admirar que ainda causem receios a muitos investidores a burocracia e morosidade das decisões públicas (ex. licenciamentos), a inércia da justiça (especialmente em situações de litígios e incumprimentos), a elevada pressão da fiscalidade (que é um obstáculo à saúde financeira e ao reinvestimento dos projectos) ou a cultura de pouco rigor existente nas relações empresariais (exemplo: não pagar a horas!). &lt;br /&gt;Sendo práticos e objectivos, agindo sobre os factores que realmente poderemos controlar ou influenciar, será possível obter melhores “mapas” e “instrumentos de orientação” para esta autêntica “caça ao tesouro”. Haverá vontade para tal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2375226637473765260?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2375226637473765260/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2375226637473765260' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2375226637473765260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2375226637473765260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/08/atraccao-de-investimento-caca-ao.html' title='Atracção de Investimento – a caça ao tesouro do século XXI (Jornal Registo - 03/08)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SoFc5Numg_I/AAAAAAAAAA4/945uQmYipuM/s72-c/handshake.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6621642413916886191</id><published>2009-07-21T18:54:00.003+01:00</published><updated>2009-07-21T18:59:30.065+01:00</updated><title type='text'>Responsabilidade Social: não é moda, é necessidade! (Jornal Registo - 20/07)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SmYB8t6cY-I/AAAAAAAAAAo/ihq0pv7VNbw/s1600-h/social_responsibility.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 232px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SmYB8t6cY-I/AAAAAAAAAAo/ihq0pv7VNbw/s320/social_responsibility.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360974549059658722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falar de Responsabilidade Social das Empresas (RSE), em contexto de crise, poderá parecer despropositado. Efectivamente, para muitos líderes empresariais, a rendibilidade e a sobrevivência serão, em muitos casos, as primeiras e únicas preocupações. Mas, quando a “poeira” da crise assentar, a Responsabilidade Social terá um papel incontornável no relacionamento das empresas com as comunidades em que estão inseridas.&lt;br /&gt;Mas o que significa na prática a RSE? Pode definir-se como o compromisso da Empresa em contribuir, de forma voluntária, para um impacto positivo dos seus negócios na sustentabilidade (ambiental, social e económica) e na qualidade de vida das populações. Com efeito, é hoje consensual que uma Empresa é um sistema aberto em permanente interacção com o seu meio envolvente. As questões sociais, culturais, ambientais e políticas são relevantes para o próprio sucesso das organizações pelo que deverão estar no topo da agenda dos gestores. Assim, fazer negócios, hoje em dia, não pode ter apenas a maximização do lucro como única e última meta. A Empresa deverá atender aos valores éticos e morais bem como tentar, dentro das suas limitações, contribuir para criar valor acrescentado na Comunidade. &lt;br /&gt;Para que um plano global, nesta área, não seja apenas uma visão filantrópica (perspectiva extremamente redutora), a Empresa deverá efectuar uma análise mais vasta, que englobe todos os “públicos” pertinentes. Por exemplo, para os seus colaboradores, para além da questão das remunerações e incentivos contratualmente consagrados, será uma boa prática a definição de benefícios que promovam a qualidade de vida e o equilíbrio profissional/ pessoal. Para Fornecedores e Clientes, dever-se-ão focar os aspectos éticos, de conformidade legal e de respeito por princípios consensuais (direitos humanos e laborais, luta contra a corrupção, etc) – portanto, as Empresas deverão ser exigentes consigo próprias e com os seus parceiros. Para a Comunidade envolvente, a defesa do ambiente será uma área pertinente, especialmente se a empresa tem actividades de produção industrial ou serviços produtores de resíduos. Aqui torna-se essencial instituir padrões de qualidade ecológica, comunicando a postura ambiental da empresa. O mecenato educativo e cultural (através da conservação e promoção do património e apoio à criação cultural) ou a promoção de boas práticas educativas (bolsas de estudo e de investigação) também será de equacionar. Como último exemplo, o apoio social a segmentos carenciados – é também cada vez mais comum o empenhamento das Empresas em acções de caridade perante situações de pobreza ou exclusão social.&lt;br /&gt;Quem pensar que este será um assunto apenas relevante para mega-empresas (EDP, PT, BES, GALP, etc), é favor olhar para aqui bem perto, para a Delta Cafés que, neste contexto, tem uma actuação de enaltecer. Será, efectivamente, esta atenção à sustentabilidade e à responsabilidade social que irá diferenciar as empresas no futuro próximo. Dúvidas? Esperemos pelos próximos 5 anos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6621642413916886191?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6621642413916886191/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6621642413916886191' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6621642413916886191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6621642413916886191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/07/responsabilidade-social-nao-e-moda-e.html' title='Responsabilidade Social: não é moda, é necessidade! (Jornal Registo - 20/07)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SmYB8t6cY-I/AAAAAAAAAAo/ihq0pv7VNbw/s72-c/social_responsibility.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6036863262261555615</id><published>2009-07-17T01:15:00.002+01:00</published><updated>2009-07-17T01:22:48.180+01:00</updated><title type='text'>Formação para a Empregabilidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sl_D8bvr4VI/AAAAAAAAAAg/Z37cVPnGRaQ/s1600-h/job.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sl_D8bvr4VI/AAAAAAAAAAg/Z37cVPnGRaQ/s320/job.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359217524601512274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O desemprego é, cada vez mais, um flagelo dos nossos dias. No Alentejo, em particular, a questão tem uma dimensão exponenciada, visível na taxa de desemprego na ordem dos 10% - 11%  e na elevada proporção de pessoas de qualificações elevadas (ensino superior) nesta situação. Grave nos números, dramática na perspectiva pessoal e familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causas são muitas e variadas (na maioria das vezes de índole estrutural) e não se encontram nas explicações simplistas que alguma demagogia político-partidária, frequentemente, nos veicula pela comunicação social. Desde o nosso modelo ecómico de desenvolvimento (sensível a condicionantes externas), à inflexibilidade do mercado de trabalho, ao carácter incipiente do nosso tecido empresarial, a  questões culturais inibidoras da capacidade de iniciativa, do empreendedorismo e da inovação, muitas são as razões desta situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo aqui, brevemente, de uma que, a meu ver, ainda não tem sido devidamente sublinhada: a questão da formação para a empregabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, o paradigma da formação de base, útil e suficiente para toda a vida, está esgotado. A mudança acelerada de processos de trabalho, tecnologias, objectivos e exigências dos mercados, características desta nova Era da Globalização e do Conhecimento, tornam essencial a formação contínua e regular ao longo da vida profissional. A capacidade dos indivíduos aperfeiçoarem continuamente novas aptidões técnicas e de, paralelamente, desenvolverem competências comportamentais mais genéricas (liderança, comunicação, trabalho em equipa, orientação para a resolução de problemas, auto-aprendizagem, adaptabilidade) é um factor crítico de sucesso para os desafios do mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que é que isto tem a ver com o desemprego? Tudo! Seja quais forem os antecendentes de formação de base (seja mais ou menos aprofundada), a capacidade de cada um adquirir e/ou actualizar determinadas competências aumenta o seu nível de empregabilidade e reduz, como tal, as probabilidades de desemprego de longa duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o cenário que temos então neste momento? Em Portugal, e com maior incidência no Interior, as formação de base é incipiente (40% dos jovens não concluem o Ensino Secundário e saem do sistema educativo sem qualquer formação profissional) e a superior (concluída por uma minoria) é frequentemente desfasada das realidades do mercado de trabalho da respectiva região. Por outro lado, apesar de não existirem dados objectivos e consolidados, tudo aponta para uma baixa percentagem da população activa a investir/ frequentar formação contínua para aperfeçoamento das suas competências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar, em pormenor, sobre todas as dimensões pertinentes para a questão, exigiria várias páginas. Contudo, de forma resumida, aqui seguem algumas notas e convicções pessoais relativas às prioridades que devem ser consideradas nesta matéria:&lt;br /&gt;- expandir as actuais vias profissionalizantes do ensino secundário, garantindo uma dupla certificação, escolar e profissional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- apostar em formação para o empreendedorismo (a começar no ensino básico!), estimulando o gosto pelo risco, pela inovação mas garantindo, igualmente, as competências básicas para planear, organizar e gerir com sucesso novos projectos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- garantir ofertas formativas focalizadas nas competências básicas de gestão para empresários/  gestores de PME’s – fundamental tendo em conta os défices formativos por todos reconhecidos neste segmento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- orientar os agentes envolvidos na formação para sectores e funções estratégicas, de modo a não termos uma oferta financiada tão extensa e heterogénea como inócua em termos de resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- criar  a figura do cheque-educação (ou cheque-formação) – permitindo assim que quem queira investir na sua formação a título pessoal, com evidentes motivações de aperfeiçomento profissional, possa faze-lo apesar dos seus constragimentos financeiros momentâneos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- reforçar, no actual sistema de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC’s), as valências para análise do perfil de competências de cada indivíduo e respectiva prescrição de áreas a aperfeiçoar (em função da sua função, histórico profissional, evolução de carreira);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Alentejo, em particular, estas questões são de uma grande premência, tendo em conta o nosso défice estrutural de qualificações. Contudo, a concretização destas e outras acções não deve ser uma missão exclusiva do Estado e da Administração Pública. Importa que Instituições de Ensino, Associações Empresariais e Comerciais, Agências de Desenvolvimento Regional, Fundações e outros interlocutores se empenhem em projectos concretos, com metas e resultados objectivos e monitorizáveis. O novo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) 2007-2013 – em particular, o Programa Operacional Temático Potencial Humano - é uma oportunidade (única) a não desperdiçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, não sendo o remédio para todos os males, a formação enquanto instrumento para a empregabilidade, poderá ser um factor crítico de sucesso para as estratégias de emprego em Portugal e no Alentejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;br /&gt;Promotor do Fórum Alentejo 2015&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6036863262261555615?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6036863262261555615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6036863262261555615' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6036863262261555615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6036863262261555615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/07/formacao-para-empregabilidade.html' title='Formação para a Empregabilidade'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/Sl_D8bvr4VI/AAAAAAAAAAg/Z37cVPnGRaQ/s72-c/job.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7252673525492410117</id><published>2009-06-30T14:36:00.001+01:00</published><updated>2009-06-30T14:38:38.100+01:00</updated><title type='text'>Bloco revisto e explicado (Jornal Registo - 29/06/2009)</title><content type='html'>O grande fenómeno da política portuguesa dos últimos 10 anos é, sem dúvida, o Bloco de Esquerda. De um movimento residual, que foi essencialmente, um restyling do velho PSR, transformou-se num partido do “patamar 10%”, com uma forte implantação no eleitorado jovem e urbano.&lt;br /&gt;Compreendo facilmente porquê e até apresento a seguinte confissão: até simpatizo com o Bloco. É verdade! Simpatizo com a sua irreverência e criatividade, com o facto de se apresentarem com ideias frescas que contrastam com algum “cinzentismo” da classe política portuguesa, com o seu profissionalismo e capacidade de trabalho (ver o trabalho efectuado no Parlamento), com a capacidade de comunicação (e alguma sedução!) de figuras como Ana Drago ou a agora esquecida Joana Amaral Dias.&lt;br /&gt;Em síntese, simpatizo com quase tudo o que é acessório (a forma) para, paradoxalmente, me opor a tudo o que é fundamental (o conteúdo)! Efectivamente, um modelo de país ou sociedade, construído à base das ideias e projectos do Bloco equivale a um filme do género “dramático”, que poderia bem acabar em “terror”.&lt;br /&gt;Primeiro a ideologia. A cartilha, para os mais esquecidos, continua a ser a marxista, entrelaçada nas correntes estalinistas e trotskistas. Como tal, a visão totalitária de sociedade (modelo único), está sempre presente. Depois, os casos concretos. A crise internacional actual (que não tem a ver com excesso de liberalismo ou mercado, mas sim falta de ética e regulação) deu coragem aos senhores do Bloco para, nos seus outdoors, mostrarem a ponta do iceberg. Desde já, sabemos que passaríamos a ter uma economia nacionalizada, centralizada no sector empresarial do Estado (EDP e GALP seriam já as primeiras vítimas). Para quem não se lembra no que isto resultou em 1975, é favor questionar a sabedoria dos mais velhos. Depois (também através de outdoors) ficámos a saber que “quem tem lucro não poderia despedir”. Gesto humano e solidário à primeira vista, desastroso num olhar mais apurado. Efectivamente, poderíamos, no limite, ter um conjunto de empresas, estruturas gigantescas, ineficazes e pouco competitivas, que desde que dessem 1 euro de lucro no final de cada ano, seriam intocáveis. Aqui não haveria possibilidade de criar, de inovar, de reestruturar, de premiar o mérito, de facilitar a empregabilidade dos mais jovens.&lt;br /&gt;Por último (a cereja em cima do bolo), a política externa. Não se limitando a contestar a globalização (demagogia que já seria suficiente, tendo em conta que é consensual que a globalização tirou da pobreza extrema centenas de milhões de pessoas nos últimos 20 anos), o Dr. Louçã assumiu recentemente que também queria Portugal fora da NATO. Como tal, num cenário de incertezas e ameaças globais, teríamos um País fora da sua rede natural de alianças, algo que obrigaria (como faz a Suécia ou a Suiça) a fortes investimentos nas forças armadas – isto se a independência e segurança de Portugal estivesse nas 10 primeiras preocupações do Bloco, coisa que duvido.&lt;br /&gt;Portanto, caro(a) eleitor(a), da próxima vez que a simpatia que tem pelo Bloco o levar a equacionar uma cruz no quadrado respectivo, lembre-se, por favor, da sociedade “forçadamente equalitária”, estagnada e acrítica que teríamos se estes simpáticos senhores e senhoras tivessem real poder de decisão. Fica o desafio à reflexão…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7252673525492410117?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7252673525492410117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7252673525492410117' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7252673525492410117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7252673525492410117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/06/bloco-revisto-e-explicado-jornal.html' title='Bloco revisto e explicado (Jornal Registo - 29/06/2009)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7106926589502244008</id><published>2009-06-18T11:57:00.002+01:00</published><updated>2009-06-18T12:00:17.034+01:00</updated><title type='text'>Capital Humano: que aprendizagens, que competências queremos? (Jornal Registo 15/06/2009)</title><content type='html'>Tem sido dito e repetido (e bem!) que Portugal deve apostar no desenvolvimento dos seus recursos humanos. Estaremos todos de acordo. Nos tempos que correm, mais do que nunca, serão as pessoas e o seu capital de conhecimentos e competências a marcar a diferença neste mundo globalizado. A questão será por onde começar e o que fazer em concreto.&lt;br /&gt;O actual governo apontou um caminho: o reconhecimento e certificação de competências, base do mediático e emblemático programa “Novas oportunidades”. Nada tenho a opor à bondade das intenções. E reconheço que, para algumas pessoas, destinatárias do programa, seja uma marca de integração e progressão e tenha um carácter simbólico forte. Assim como reconheço o risco da imagem de facilitismo que pode transmitir para o exterior e a fama (seja ela justa ou injusta) de que se está a trabalhar apenas para as estatísticas. &lt;br /&gt;Mas, sinceramente, parece-me pouco e que não será esta a questão essencial e estruturante. As grandes questões serão o nosso modelo de aprendizagem, o que queremos fazer dele e o papel das instituições que o sustentam.&lt;br /&gt;Nas últimas semanas, duas entrevistas que tive a oportunidade de ler reforçaram a as minhas convicções sobre esta matéria. O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, que esteve m Portugal em meados de Maio, veio defender uma reforma bastante radical do modelo de ensino das escolas e das universidades, enfatizando a necessidade de passarmos da actual 'hiperespecialização' para uma aprendizagem mais ampla e generalista, que integre as várias áreas do conhecimento e da cultura, que prepare os jovens lidar com o imprevisto e a mudança, para desenvolver as competências para atacar os problemas gerais e daí partir então para problemas específicos.&lt;br /&gt;Tive também a oportunidade de ler declarações de António Câmara, presidente da YDreams, empresa portuguesa pioneira mundial em soluções tecnológicas de interactividade e realidade virtual. A sua tese é simples e directa: a aprendizagem e inovação na Europa (e em Portugal) têm um modelo arcaico e ineficiente, pouco viradas para o empreendedorismo e para o impacto no tecido empresarial – tudo “embrulhado” em muita burocracia e poucos resultados. &lt;br /&gt;Daqui, atrevo-me a deduzir dois corolários: 1) não estamos a preparar as novas gerações com os conteúdos e conhecimentos essenciais à sua cidadania e à sua empregabilidade neste século XXI; e 2) não estamos a criar oportunidades para uma aprendizagem mais experimental, “vivencial”, que permita partir rapidamente do conhecimento para a aplicabilidade – e, nas áreas empresariais e tecnológicas, tal será essencial.&lt;br /&gt;Perguntas: será que a energia e recursos aplicados noutras prioridades não poderiam, com maior retorno, ser aplicados na criação de modelos ou projectos-piloto (ex. uma nova universidade de excelência) que tornassem Portugal um case-study mundial e um dos lugar mais atractivos e vibrantes para estudar, investigar e começar uma vida profissional? Em que, efectivamente, se investisse na formação e desenvolvimento de competências pertinentes para cada jovem poder enfrentar os desafios destes novos tempos? Requisito essencial: vontade política! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7106926589502244008?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7106926589502244008/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7106926589502244008' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7106926589502244008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7106926589502244008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/06/capital-humano-que-aprendizagens-que.html' title='Capital Humano: que aprendizagens, que competências queremos? (Jornal Registo 15/06/2009)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1731688396635001009</id><published>2009-06-14T23:13:00.002+01:00</published><updated>2009-06-14T23:25:19.298+01:00</updated><title type='text'>A dívida que fica...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SjV3ZK0ImEI/AAAAAAAAAAY/VPIsUewDHbo/s1600-h/currentcovereu_large.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347311406855788610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SjV3ZK0ImEI/AAAAAAAAAAY/VPIsUewDHbo/s320/currentcovereu_large.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A imagem da capa da última edição da The Economist, vale mais que mil palavras. O massivo investimento público que a corrente crise originou deixará um lastro de dívida pública que poderá ser insustentável para as próximas gerações. Em Portugal, caso paradigmático, que discute agora a pertinência (e mais valias) de grande investimentos em infra-estruturas, deverá pensar e repensar esta matéria...antes que seja tarde demais! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1731688396635001009?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1731688396635001009/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1731688396635001009' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1731688396635001009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1731688396635001009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/06/divida-que-fica.html' title='A dívida que fica...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/SjV3ZK0ImEI/AAAAAAAAAAY/VPIsUewDHbo/s72-c/currentcovereu_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5870246516667092379</id><published>2009-06-08T20:45:00.005+01:00</published><updated>2009-06-08T21:01:35.999+01:00</updated><title type='text'>Estado de Direito ou República das Bananas?</title><content type='html'>Cena inédita e (quase) surreal: centenas de polícias em plena manifestação junto à residência do primeiro-ministro, arremessavam os seus bonés para a rua, onde até, por acaso, iam passando alguns carros que se tornaram alvos involuntários. Os cântigos destes "agentes da autoridade" mimavam o PM como "mentiroso". Se existem imagens representativas e sintomáticas do estado a que chegou o Estado, esta é uma das mais marcantes. Para qualquer cidadão é óbvio que este Estado perdeu o respeito e não se dá ao respeito e que, aparentemente, nem consegue garantir o bom desempenho das mais básicas funções de soberania e segurança. Não se admirem com o aumento das abstenções e dos votos extremistas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5870246516667092379?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5870246516667092379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5870246516667092379' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5870246516667092379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5870246516667092379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/06/estado-de-direito-ou-republica-das.html' title='Estado de Direito ou República das Bananas?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-889365792179124720</id><published>2009-06-03T20:51:00.003+01:00</published><updated>2009-06-03T21:07:54.587+01:00</updated><title type='text'>Fantasmos do passado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1251512"&gt;Antigos dirigentes socialistas e social-democratas de países europeus, incluindo Mário Soares, divulgaram hoje uma declaração defendendo uma nova maioria no Parlamento Europeu que permita a apresentação de um candidato socialista à presidência da Comissão Europeia.&lt;br /&gt;"O Partido Popular Europeu (PPE) já apoiou o seu candidato oficial à presidência da Comissão Europeia. É com expectativa que os socialistas e social-democratas e outros progressistas esperam um candidato oriundo do Partido Socialista Europeu, único partido europeu que pode apresentar uma alternativa à direcção europeia do PPE", refere a declaração assinada por oito antigos dirigentes.&lt;br /&gt;Felipe Gonzalez (Espanha), Lionel Jospin (França), Gerard Schroeder (Alemanha), Paavo Lipponen (Finlândia), Constantino Simitis, (Grécia) e Franz Vranitzky (Áustria) são os antigos primeiros-ministros que assinam a declaração, subscrita ainda por Aleksander Kwasnieski, antigo presidente da Polónia. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;In DN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É paradoxal (ou talvez não) esta coligação de figuras do passado que, sem qualquer projecto alternativo, apregoam o seu preconceito ideológico-obsessivo com a Comissão Barroso. Bem dizia Tony Blair: mais do que esquerda ou direita, o combate ideológico faz-se hoje entre a abertura e as possibilidades entusiasmantes da globalização e as mentes fechadas, saudosas dos proteccionismos do passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-889365792179124720?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/889365792179124720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=889365792179124720' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/889365792179124720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/889365792179124720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/06/fantasmos-do-passado.html' title='Fantasmos do passado...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2505380387714718133</id><published>2009-06-01T13:53:00.001+01:00</published><updated>2009-06-01T13:54:43.398+01:00</updated><title type='text'>Liderança e Mudança na agenda de Portugal (Jornal Registo - 01/06/2009)</title><content type='html'>Muitos e diversos diagnósticos circulam, desde há muito, pela sociedade portuguesa sobre a essência (e em muitos casos o fatalismo) de “ser Português”. De facto, é consensual que as dimensões culturais são importantíssimas para compreender as atitudes e comportamentos dos Povos perante os desafios que se lhes colocam. A nossa “latinidade” explica muitas coisas: a rejeição da incerteza e do risco, a enorme preocupação com a segurança, a ansiedade e a pouca auto-confiança, o culto da hierarquia, a pouca orientação para o desempenho, os resultados e o mérito. Tudo isto ajuda a explicar a necessidade que temos, periodicamente, de “homens providenciais”. Depois, a nossa história muito própria traz mais condimentos. O sebastianismo, a acomodação ao Estado, o fado e a saudade, a esperança que venha de fora (as colónias primeiro, a Europa depois) a solução para restaurar a nossa grandeza, a nossa riqueza ou, apenas, alguma qualidade de vida (fraca ambição que restou das muitas ambições de séculos).&lt;br /&gt;Contudo, penso (desde já, confesso, com optimismo) que nada disto é inevitável e imutável. Para além das nossas muitas qualidades (sim, também as temos!), nas dimensões da nossa vida – a nível social, económico, político e outras - necessitamos de algo que nos faz bastante falta, como compensação para as questões que atrás mencionei: Liderança. Liderança nas empresas, liderança no Estado central, liderança nas autarquias, nas Universidades e noutras organizações e sistemas sociais. Liderar significa não estar apenas a gerir o dia-a-dia, a assegurar os processos correntes, de olhar constantemente para o lado e para trás e ver se todos concordam connosco. Liderar significa olhar em frente, ter uma visão estratégica, de longo prazo, e mobilizar vontades para a atingir. Significa compromisso emocional e participação. Significa encarar e ponderar os riscos e tomar decisões com firmeza e sentido definido.&lt;br /&gt;Olhemos para o mundo empresarial. As empresas bem sucedidas (conheço várias, na minha actividade profissional), com níveis de rentabilidade e de sustentabilidade ao longo do tempo não são fruto do acaso. São consequência da sua história, da forma como Líderes conseguiram promover os seus valores e as suas estratégias e de como conjuntos de pessoas (por vezes, gerações de pessoas), comprometidas com a missão da Organização, conseguiram manter elevados níveis de motivação, trabalho e resultados. Talvez precisemos destes exemplos na sociedade portuguesa, de uma forma mais transversal.&lt;br /&gt;Mas, neste contexto, olhando para a nossa conjuntura política actual, não resisto a perguntar: necessitamos de um governo omnipresente, tentacular na sua influência, receoso da crítica e do “activismo” da sociedade civil e com um discurso paternalista do tipo “não se preocupem, nós tratamos de tudo”? Será um bom exemplo? Sinceramente, penso que não. Necessitamos antes de governos responsáveis, mas desafiantes, que assumam os riscos e sejam reformistas na substância e não apenas no papel. Que sejam Líderes…e não apenas gestores do pouco que ainda há para gerir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Sezões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2505380387714718133?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2505380387714718133/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2505380387714718133' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2505380387714718133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2505380387714718133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/06/lideranca-e-mudanca-na-agenda-de.html' title='Liderança e Mudança na agenda de Portugal (Jornal Registo - 01/06/2009)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7727486808773560142</id><published>2009-02-13T10:35:00.002Z</published><updated>2009-02-13T10:55:14.446Z</updated><title type='text'>Linhas Tortas</title><content type='html'>Acréscimo da procura? Aumento da concorrência? Possivelmente ambos. E segundo o Telegraph, falamos dum concorrente directo ao vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma má notícia, portanto, para a indústria nacional. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/4602051/Cocaine-cheaper-than-lager-and-wine-as-drug-price-falls-by-half.html"&gt;http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/4602051/Cocaine-cheaper-than-lager-and-wine-as-drug-price-falls-by-half.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7727486808773560142?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/4602051/Cocaine-cheaper-than-lager-and-wine-as-drug-price-falls-by-half.html' title='Linhas Tortas'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7727486808773560142/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7727486808773560142' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7727486808773560142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7727486808773560142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/02/linhas-tortas.html' title='Linhas Tortas'/><author><name>Luis Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149779439389790817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6145430425388649382</id><published>2009-02-01T17:09:00.004Z</published><updated>2009-02-01T17:36:08.371Z</updated><title type='text'>Gestão de Crise</title><content type='html'>Despertar é, para mim, um processo penoso, longo e faseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa na cedência diária em me levantar à hora ditada pelo despertador. Com o café da manhã, a consciência já me permite conduzir e receber o Destak pela janela, mas pouco mais. Só ao chegar ao escritório, ao me deparar com os os meus colegas e computador, aí me apercebo que o dia começou. E começava por regra bem , até há cerca de dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por essa altura que uma nobre instituição que a Pátria Lusitana criou e promoveu, carinhosamente designada de "crise", perdeu dignidade ao ser diariamente invocada nos noticiários para justificar despedimentos, encerramentos de empresas e quejandos dramas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma empresa despedia 800 trabalhadores. ou 50. Ou 10. Ou 2 administradores corruptos. Três empresas com mais de 30 anos de estória e História fechavam. Ou duas. Ou uma.  Tudo o que aparecesse na temática era passível de ser notícia, pois fazia parte desse grande tema que merece ser desenvolvido pelo jornalismo profissional - a saber, "a crise".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedo me apercebi que as manhãs custavam mais a passar e que a atenção no trânsito precisava de ser redobrada - isto porque a "crise" deixou os seus contornos financeiros e entrou na mente das pessoas, abespinhando-as, esmagando-as em todos os notíciários na rádio, todos os artigos fora da imprensa cor de rosa, todos os espaços noticiosos televisivos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta "crise" mental entrou igualmente dentro da cabeça dos decisores de empresas e gestores que, mesmo no caso de projectos cabimentados com orçamentos aprovados, agora dizem: "vamos aguardar". Isto porque as poucas certezas que há é que, nos noticiários, não há uma única réstia de esperança que justifique fé na recuperação económica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinâmica social é fortemente influenciada pelos media, já dizia o Macluhan à sua maneira. E os media pelos seus editores, cuja preocupação é sobreviver à "crise" e manter a mesma tiragem da sua publicação. E desde Dezembro que colocam todos os dramas, despedimentos e sangue social à mostra na sua vitrine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora desde Dezembro, que seja do meu conhecimento, criaram-se 6 novas empresas. A nossa contratou mais uma pessoa. Uma outra contratou mais duas. Um parceiro nosso, freelancer, tem três ofertas de trabalho a tempo inteiro. E a procura dos nossos serviços está a aumentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz falta um órgão de comunicação social que se foque em comunicar aspectos positivos da dinâmica social nacional. Um ou dois. Há matéria nesse sentido e se queremos fomentar uma cultura de risco, uma cultura de inovação, não bastam apenas os maus exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutra forma, a crise que sempre conhecemos como instituição corre o risco de ser o nosso epitáfio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6145430425388649382?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6145430425388649382/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6145430425388649382' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6145430425388649382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6145430425388649382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/02/gestao-de-crise.html' title='Gestão de Crise'/><author><name>Luis Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149779439389790817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5551578139680270499</id><published>2009-02-01T16:52:00.003Z</published><updated>2009-02-01T17:09:23.714Z</updated><title type='text'>Falsas Partidas</title><content type='html'>Há um ror de tempo que o Carlos me colocou o desafio de participar neste espaço e só agora, no lugar devido, posso agradecer a paciência dele com esta e tantos outros fiascos pessoais com ele - obrigado, Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado também por quereres fazer deste um espaço de discussão, sabendo de antemão que discordamos em aspectos essenciais e supérfluos da intervenção política na sociedade. Debater sem pedras no sapato é a melhor forma de encontrarmos o melhor caminho e percorrê-lo, a correr. Quem sabe, ainda sai daqui uma equipa de estafeta. :) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5551578139680270499?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5551578139680270499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5551578139680270499' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5551578139680270499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5551578139680270499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2009/02/falsas-partidas.html' title='Falsas Partidas'/><author><name>Luis Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149779439389790817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5497619123016265269</id><published>2008-07-25T15:47:00.001+01:00</published><updated>2008-07-25T15:48:27.724+01:00</updated><title type='text'>Diferentes níveis de desenvolvimento e literacia?</title><content type='html'>Ontem, em Berlim, aplaudia-se Obama. Em Lisboa, quase à mesma hora, aplaudia-se Chavéz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5497619123016265269?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5497619123016265269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5497619123016265269' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5497619123016265269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5497619123016265269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/07/diferentes-nveis-de-desenvolvimento-e.html' title='Diferentes níveis de desenvolvimento e literacia?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1422989827694122979</id><published>2008-02-25T01:46:00.002Z</published><updated>2008-02-25T01:53:00.109Z</updated><title type='text'>Uma dúvida que me assalta...</title><content type='html'>...Porque é que, nas últimas três ou quatro semanas, não ouvi qualquer notícia favorável ou qualquer comentário simpático para o PSD. Será azar? Conspiração da comunicação social? Não, não me parece...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1422989827694122979?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1422989827694122979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1422989827694122979' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1422989827694122979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1422989827694122979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/uma-dvida-que-me-assalta.html' title='Uma dúvida que me assalta...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8964375913650572000</id><published>2008-02-25T01:38:00.002Z</published><updated>2008-02-25T01:44:13.745Z</updated><title type='text'>Uma promessa que (para variar) bem podia ter sido cumprida...</title><content type='html'>A &lt;a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;amp;op=view&amp;amp;fokey=ex.stories/242746"&gt;questão da empregabilidade&lt;/a&gt;, sempre menosprezada pelos decisores políticos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8964375913650572000?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8964375913650572000/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8964375913650572000' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8964375913650572000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8964375913650572000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/uma-promessa-que-para-variar-bem-podia.html' title='Uma promessa que (para variar) bem podia ter sido cumprida...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1870513758025324591</id><published>2008-02-19T13:21:00.000Z</published><updated>2008-02-19T13:23:00.172Z</updated><title type='text'>Decisões que chegam com 40 anos de atraso...</title><content type='html'>&lt;a title="" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1320074&amp;amp;idCanal=11"&gt;Fidel Castro renunciou à presidência de Cuba&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1870513758025324591?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1870513758025324591/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1870513758025324591' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1870513758025324591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1870513758025324591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/decises-que-chegam-com-40-anos-de.html' title='Decisões que chegam com 40 anos de atraso...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5100227969321940279</id><published>2008-02-18T02:10:00.002Z</published><updated>2008-02-18T02:24:01.024Z</updated><title type='text'>Reinventar a roda?</title><content type='html'>A questão da avaliação dos professores já começa a parecer um processo surreal, quase kafkiano. Para qualquer alma com o mínimo de bom senso e de honestidade intelectual, avaliar o desempenho dos professores deste país deverá parecer uma necessidade óbvia. Como tal, as sucessivas resistências que aparecem de múltiplos quadrantes parecem-me sustentadas em alguma má fé e numa visão pouco ambiciosa do que deve ser a Educação em Portugal. Se chegarmos ao consenso que tal deve ser feito (não me parece difícil), falta-nos apenas aprovar o método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer parecer simplista, as boas metodologias de avaliação da performance já existem e já deram provas no meio empresarial. De forma sintética, é ter em conta indicadores concretos alinhados com os objectivos e algum feedback quantitativo e qualitativo dos "interessados" no processo. E quais serão eles, neste contexto? Os próprios professores (auto-avaliação), os alunos, os seus pais e a direcção da própria escola. Definam-se esses indicadores e atribuam-se ponderações. E que arranque então o processo. Pela confusão e falta de objectividade que tenho ouvido em relação às metodologias de avaliação, parece que muitos andam preocupados em reinventar a roda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5100227969321940279?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5100227969321940279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5100227969321940279' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5100227969321940279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5100227969321940279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/reinventar-roda.html' title='Reinventar a roda?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5877061788746251850</id><published>2008-02-11T23:06:00.000Z</published><updated>2008-02-11T23:09:05.943Z</updated><title type='text'>Um problema totalmente novo na justiça portuguesa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1319223"&gt;Apito Dourado: defesa de Valentim Loureiro alerta para "excesso de celeridade" &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5877061788746251850?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5877061788746251850/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5877061788746251850' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5877061788746251850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5877061788746251850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/um-problema-totalmente-novo-na-justia.html' title='Um problema totalmente novo na justiça portuguesa...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6421849110652255846</id><published>2008-02-11T21:37:00.000Z</published><updated>2008-02-11T22:15:19.196Z</updated><title type='text'>Obama e o estigma da experiência</title><content type='html'>Toda a Europa, Portugal incluído, vibra com as vitórias sucessivas de Obama e acredita que um novo ciclo está a emergir do outro lado do Atlântico. Percebe-se o entusiasmo. O homem tem carisma, determinação e uma história de vida que parecem eleva-lo à categoria de predestinado. O seu discurso, agrada ao centro e à esquerda europeias mas também não cria aversão junto da direita. Eu próprio, confesso, sinto alguma inclinação emocional para o tipo e, no presente contexto, não tenho dúvidas que será o candidato democrata com maiores hipóteses de ser eleito Presidente em Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no actual confronto com Hillary e na previsível disputa com McCain, enfrenta um estigma do qual se terá de livrar: a questão da experiência. Tanto a ex-primeira dama como o velho herói de guerra apresentam credenciais que, num mundo globalizado, imprevisível e cada vez mais perigoso, podem levar, racionalmente, a algumas hesitações no momento da verdade para o eleitor americano. Hillary passou 8 anos a coadjuvar o marido, no período de maior hegemonia política e económica dos EUA no mundo e McCain já conta com muitos anos de política ao mais alto nível, a somar a credibilidade de militar que foi nas décadas de 60 e 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama é um político notável de 46 anos, senador há apenas 3, com uma aura de visionário e sonhador que remete para Kennedy, mas terá de convencer que, para além do discurso entusiaste e das propostas de política interna (educação, saúde, segurança social), nas quais não diverge muito da sua colega de partido, tem a maturidade e o status suficiente para chefiar os EUA na luta contra o terrorismo . A seu favor terá o argumento de que muitos dos grandes Presidentes americanos chegaram ao cargo com a fama (merecida) da inexperiência: basta lembrar Lincoln, Kennedy ou Reagan. Veremos se bastará...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6421849110652255846?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6421849110652255846/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6421849110652255846' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6421849110652255846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6421849110652255846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/obama-e-o-estigma-da-experincia.html' title='Obama e o estigma da experiência'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2560352774451679109</id><published>2008-02-08T01:44:00.000Z</published><updated>2008-02-08T01:48:42.636Z</updated><title type='text'>Para os pensadores da blogosfera...</title><content type='html'>4 P's do Blog Marketing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passionate - Write about issues that are near and dear to your heart.&lt;br /&gt;Purposeful - Make sure you keep the end in mind; why are you blogging?&lt;br /&gt;Present - Keep an eye on what’s topical today.&lt;br /&gt;Positional - Take a stand on an issue and follow it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in The Four P’s of Blog Marketing, Steve Rubel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2560352774451679109?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2560352774451679109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2560352774451679109' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2560352774451679109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2560352774451679109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/para-os-pensadores-da-blogosfera.html' title='Para os pensadores da blogosfera...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-4403576960790240241</id><published>2008-02-05T20:42:00.001Z</published><updated>2008-12-09T21:22:40.113Z</updated><title type='text'>Just see the movie! (1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/R6jK8P31NaI/AAAAAAAAAAM/Emy_RYYzof4/s1600-h/cloverfield-poster-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163600109181941154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/R6jK8P31NaI/AAAAAAAAAAM/Emy_RYYzof4/s320/cloverfield-poster-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Cloverfield&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tive a oportunidade de ver Cloverfield na semana passada, sem grandes expectativas mas com alguma curiosidade. Numa palavra: magnífico! Produzido por J.J. Abrams, criador de &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt;, é vivamente aconselhado a apreciadores de filmes catástrofe-ficção científica, com uma carga emocional intensa. Suspense e perplexidade do primeiro ao último minuto, com sequências de cortar a respiração. O contexto descreve-se rapidamente: 5 jovens de Nova Iorque organizam uma festa de despedida para um amigo, que está de partida para o Japão. Nessa mesma noite, um monstro, de proporções gigantescas, começa a arrasar a cidade. Todo o filme é visionado na perspectiva da câmara de vídeo de um dos jovens, sendo, basicamente, uma epopeia de sobrevivência. O medo explorado pela câmara que nos insere na acção (que, inevitavelmente, nos envolve em tempo real), a coragem das grandes decisões, os pequenos dramas da existência humana confrontados com uma catástrofe inimaginável, tudo encontramos neste filme. Tudo isto conseguido com um conjunto de actores, na maioria desconhecidos, mas com uma prestação à altura da ambição da história. Não tenho dúvidas: é um novo filme de culto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-4403576960790240241?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/4403576960790240241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=4403576960790240241' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4403576960790240241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/4403576960790240241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/just-see-movie-1.html' title='Just see the movie! (1)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7UOQbtu1ido/R6jK8P31NaI/AAAAAAAAAAM/Emy_RYYzof4/s72-c/cloverfield-poster-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-3048803589195140117</id><published>2008-02-02T18:08:00.001Z</published><updated>2008-02-08T17:43:28.300Z</updated><title type='text'>Esqueletos no armário...</title><content type='html'>Casos mal resolvidos no passado, provavelmente, todos os políticos os terão. Não convém, sobre isso, ter quaisquer ilusões. Mas, no caso do actual Primeiro-Ministro, o número de situações estranhas já começa a pesar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da licenciatura na conceituada Universidade Independente, da questão da (falsa) titularidade dos projectos de arquitectura na Guarda, aparece agora a notícia do (indevido) subsídio de exclusividade da Assembleia da República, entre finais de 1988 e princípios de 1992, por acumular as suas funções parlamentares com a actividade profissional de engenheiro técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, poder-se-á pensar que este é apenas um retrato paradigmático, que reflecte o "padrão" dos nossos quadros políticos que, nestas matérias, não souberam sair da lógica do chico-espertismo tão português. Mas...devemos olhar conformados?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-3048803589195140117?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/3048803589195140117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=3048803589195140117' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3048803589195140117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/3048803589195140117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/02/esqueletos-no-armrio.html' title='Esqueletos no armário...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1223415019369364058</id><published>2008-01-30T20:04:00.000Z</published><updated>2008-01-30T20:19:00.447Z</updated><title type='text'>A determinação de Sócrates</title><content type='html'>A determinação, persistência e (suposta) indiferença do PM pelos assobios, parece ter terminado. Sócrates, fiel à sua cartilha, assustou-se com as sondagens e livrou-se de um ministro que, todos os dias, lhe tirava umas décimas de popularidade. Em termos de longo prazo, fez mal. A partir de agora, já nenhum dos sectores resistentes à mudança se inibirá. O ministro da Saúde cessante, apesar da sua inabilidade política na gestão das reformas, tinha pelo menos um projecto para o Serviço Nacional de Saúde cuja racionalização, quer queiramos ou não, é inevitável. Ao afastá-lo, cria a sensação que, com 2009 à vista, a agenda eleitoral levará a melhor sobre a agenda reformista. E isso poderá ser-lhe fatal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1223415019369364058?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1223415019369364058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1223415019369364058' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1223415019369364058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1223415019369364058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/01/determinao-de-scrates.html' title='A determinação de Sócrates'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-8740322318052528197</id><published>2008-01-29T16:21:00.000Z</published><updated>2008-01-29T16:40:30.657Z</updated><title type='text'>Corrupções, clientelismos e outras tradições</title><content type='html'>A questão do combate à corrupção está na moda. Hoje, como há 10 e há 15 anos atrás. Provavelmente, daqui a 5 anos, estaremos a repetir os mesmos lugares comuns. Infelizmente, mesmo nas vozes (supostamente) mais avisadas, o esclarecimento não abunda. O inimitável novo bastonário dos advogados clama contra determinadas prática e embrulha, tudo junto, actos de ética duvidosa com actos de corrupção, passíveis de serem considerados ilícitos criminais. Na sequência das suas afirmações, muitos já vieram defender a imoralidade de estar na política e depois passar para o sector privado. O que pretenderiam? Que, uma vez político, político toda a vida? Ou que o Estado subsidiasse essas pessoas para nunca mais trabalharem na vida? Enfim, uma embrulhada. Não é separando políticos dos outros cidadãos, com fronteiras estanques. A questão da corrupção é, naturalmente, algo mais profundo que a maioria dos exemplos do senhor bastonário. Passa pelo clientelismo, pelo tráfico de influências, pela quase tradição social do dar e receber algo em troca, pela falta de consideração e respeito pelo Estado e pela "coisa pública". É uma questão cultural como defende, e bem, Paulo Morgado no seu novo livro "O Corrupto e o Diabo", que se alimenta da tolerância social, dos brandos costumes, da burocracia estagnante da nossa administração pública. E da falta de vontade de levar o apuramento de responsabilidades até ao fim, nos casos de alta corrupção. Quando a natureza humana se inclina para tal e o contexto ajuda, só há uma coisa a (tentar) fazer: mudar o contexto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-8740322318052528197?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/8740322318052528197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=8740322318052528197' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8740322318052528197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/8740322318052528197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/01/corrupes-clientelismos-e-outras-tradies.html' title='Corrupções, clientelismos e outras tradições'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-1233149524283454057</id><published>2008-01-27T22:51:00.000Z</published><updated>2008-01-27T23:32:21.181Z</updated><title type='text'>E a si, quem o leva a sério?</title><content type='html'>Na sua ânsia de aparecer a qualquer preço, o líder (?) do PSD e presumivelmente da oposição ao governo PS veio, a reboque do CDS-PP, atacar a ASAE.&lt;br /&gt;Secundando o seu deputado-cantor algarvio Mendes Bota (que comparou a ASAE à PIDE ),diz ele, numa &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;amp;id_news=315727"&gt;intervenção&lt;/a&gt; em Ovar, entre outras vulgaridades, que os feirantes não são "gangsters de Chicago". Pois a minha pergunta é: será que o corajoso Luis Filipe Menezes, se fosse um funcionário da ASAE ia apreender mercadoria a uma feira sozinho?&lt;br /&gt;Estamos a falar de locais onde se sabe que a multidão de feirantes se protege entre si e que tornariam uma fiscalização completamente inútil ,se fosse feita por meia dúzia de inspectores!&lt;br /&gt;Era vê-los a desaparecer com a mercadoria (toda legal e com a respectiva factura de aquisição, como sabemos...) e todos lhe perdiam o rasto! Agora que penso nisso, gostava de ver uma declaração de IRS de um feirante... só por curiosidade...&lt;br /&gt;Assim, há-de ganhar muitos votos dos comerciantes honestos que pagam aluguer de loja, electricidade, água, aos funcionários e que - pasme-se- até vendem mercadoria &lt;strong&gt;verdadeira&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A ASAE é condenada por ser um dos poucos organismos públicos que efectivamente funciona neste país e faz cumprir a lei e por isso merece todo o meu apoio.&lt;br /&gt;Não conheço os gostos do sr Luis Filipe Menezes, mas eu dispenso na minha dieta os ratos nas padarias, as baratas nos restaurantes chineses, os bifes que resultam de abates clandestinos e engordados com anabolisantes ilegais, assim como se fosse fabricante da Levi's, Adidas, Lacoste, CK, entre muitos outros também apoiaria que não me dessem cabo do negócio.&lt;br /&gt;Erros, quem não os comete? A começar pelos militantes do PSD...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-1233149524283454057?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;id_news=315727' title='E a si, quem o leva a sério?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/1233149524283454057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=1233149524283454057' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1233149524283454057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/1233149524283454057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2008/01/e-si-quem-o-leva-srio.html' title='E a si, quem o leva a sério?'/><author><name>Pedro R.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01234002554790790998</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2806154549669276946</id><published>2007-12-13T22:38:00.000Z</published><updated>2007-12-13T22:40:16.308Z</updated><title type='text'>Há filmes que parecem não ter fim...</title><content type='html'>&lt;a title="" href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1313743&amp;amp;idCanal=11"&gt;Mugabe é oficialmente candidato às presidenciais de 2008&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2806154549669276946?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2806154549669276946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2806154549669276946' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2806154549669276946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2806154549669276946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/12/h-filmes-que-parecem-no-ter-fim.html' title='Há filmes que parecem não ter fim...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2927530307207944518</id><published>2007-10-15T00:24:00.000+01:00</published><updated>2007-10-15T01:30:26.776+01:00</updated><title type='text'>Notas soltas do Congresso...</title><content type='html'>Os Congressos do PSD, hoje como sempre, são pequenas amostras, reflexos da sociedade portuguesa, com toda a sua teia de anseios, preocupações e aspirações. Dos modos de geração de rupturas à criação de consensos, da veneração do poder à construção de projectos pessoais e de grupo, do mito dos homens providenciais às "lutas de classes" (numa versão muito própria e por vezes insólita), cada uma destas reuniões daria para várias teses na área da psicossociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As eleições directas tiraram parte da adrenalina do evento, mas a tensão e a emoção mantêm-se nas expectativas sobre os posicionamentos das figuras-chave do partido que, naturalmente, condicionarão as lideranças já eleitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste âmbito, o Congresso hoje finalizado trouxe-me algumas evidências que marcarão os próximos tempos e que aqui deixo de forma solta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cada vez maior diversidade de correntes e tendências que o novo líder, obrigatoriamente terá de gerir (e, se possível, tentar federar) - até porque se percebe que os indefectíveis da nova direcção não são assim tão maioritários;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A noção de que, afinal, muitos dos "notáveis" se afastarão ou esperarão para ver, não se ligando por agora à nova liderança; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A percepção que, afinal, a "renovação" se fez repescando figuras com provas dadas no passado (Couto dos Santos, Arlindo de Carvalho, Duarte Lima e outros) e não com novos valores que tragam verdadeiramente a inovação nas projectos e nas práticas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A preocupação de Luís Filipe Meneses em apresentar conteúdos programáticos aprofundados para contrariar o estigma do populismo, sem linha de rumo e sem coerência - preocupação patente no seu longuíssimo discurso final, que se justifica e foi bem sucedida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A sensação de virá aí um posicionamento do novo PSD "à esquerda" do Governo em muitas das matérias (opção claramente errada, na minha óptica); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A aposta no lançamento para cima da mesa (oportuno, a meu ver) da construção de uma nova Constituição, que não seja apenas um remendo da actual e que responda claramente aos desafios de um sistema político para o séc. XXI;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O regresso (ou verdadeira emergência)  de um protagonista,  de seu nome Pedro Passos Coelho, que, aferindo pela sua excelente intervenção, promete marcação crítica e escrutinadora do desempenho da nova liderança - prenúncio de uma nova geração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo Congresso do PSD seguirá dentro de momentos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2927530307207944518?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2927530307207944518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2927530307207944518' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2927530307207944518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2927530307207944518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/10/notas-soltas-do-congresso.html' title='Notas soltas do Congresso...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6970147448880923395</id><published>2007-10-06T13:09:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T13:45:09.279+01:00</updated><title type='text'>Desemprego e demagogias</title><content type='html'>Os recentes números do desemprego em Portugal que revelam um pesadelo: taxa actual de 8,3 %, sendo o país da União Europeia em que o desemprego mais cresceu nos últimos 12 meses. Questão preocupante nos números, verdadeiramente dramática na perspectiva pessoal e familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira nota: não venho com isto atirar pedras ao actual governo como único culpado e responsável. As causas são muitas e variadas (na maioria das vezes de índole estrutural) e não se encontram nas explicações simplistas que alguma demagogia político-partidária, frequentemente, nos veicula pela comunicação social. Desde o nosso modelo ecómico de desenvolvimento (sensível a condicionantes externas), à inflexibilidade do mercado de trabalho, ao carácter incipiente do nosso tecido empresarial, a questões culturais inibidoras da capacidade de iniciativa, do empreendedorismo e da inovação, muitas são as razões desta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda nota: não sendo único culpado, será justo reconhecer que o actual governo não tem contribuído seriamente para inverter ou minorar esta situação. A política de propaganda oficial já não engana: não são investimentos avulsos de criação de 100 ou 200 postos de trabalho, por vezes repetidamente anunciados até à exaustão, que escondem ou compensam os sectores em crise que perdem milhares de trabalhadores todos os meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos finalmente falar sem demagogias ou má fé? Então comecemos por alguns temas:&lt;br /&gt;- expanção das actuais vias profissionalizantes do ensino secundário, garantindo uma dupla certificação, escolar e profissional;&lt;br /&gt;- aposta em formação para o empreendedorismo, estimulando o gosto pelo risco, pela inovação;&lt;br /&gt;- garantia de ofertas formativas focalizadas nas competências básicas de gestão para empresários/ gestores de PME's;&lt;br /&gt;- orientação dos agentes envolvidos na formação para sectores e funções estratégicas;&lt;br /&gt;- utilização da política fiscal como instrumento para a competitividade;&lt;br /&gt;- flexibilização da contratação e cessão do vículo laboral;&lt;br /&gt;E muitas outras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que não tenhamos os dois extremos no mesmo país: o Portugal dos direitos adquiridos e o Portugal sem oportunidades. Para que o debate sobre o desemprego não se fique pela demagogia fácil ou pela propaganda ridícula!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6970147448880923395?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6970147448880923395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6970147448880923395' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6970147448880923395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6970147448880923395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/10/desemprego-e-demagogias.html' title='Desemprego e demagogias'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7743152683235585507</id><published>2007-09-29T21:33:00.000+01:00</published><updated>2007-10-01T21:12:33.784+01:00</updated><title type='text'>Como chegámos ao 28 de Setembro?</title><content type='html'>Aquilo que muitos julgavam inconcebível e impossível, aconteceu ontem, 28 de Setembro: Menezes foi eleito Presidente do PSD. Muitas teorias e análises começaram já a florescer e continuarão a fazer o seu caminho nas próximas semanas. Sem pretensiosismos de querer impor a "minha verdade", deixo aqui algumas convicções pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro há que reconhecer o óbvio. Esta foi, indiscutivelmente, uma vitória do mérito, da determinação e fé do protagonista e do empenho da sua equipa. A sua campanha foi profissional, intensa e emocionalmente inteligente. Tendo, por defeito, o aparelho central do Partido do outro lado da barricada, a mobilização e o crer das chamadas bases, com diversas motivações e expectativas (genuínas!), foi decisiva para este resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, penso que este desfecho teve outras mães e outros pais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a Ausência e a Apatia! Falo da ausência de todos os chamados notáveis...políticos de referência, quadros qualificados e com provas dadas, tanto no tempo de Cavaco Silva como de Durão Barroso que, desde 2004, se colocaram (legitimamente, diga-se) fora da primeira linha da actividade política-partidária. A crença de que a liderança de Marques Mendes subsistiria suavemente até 2009, sem necessidade de grande esforço ou empenho da sua parte esfumou-se. Para muitos, a noite de ontem foi o concretizar de um pesadelo. Se pudessem antecipar este resultado, seguramente que uma terceira via credível e vencedora teria emergido há 2 meses atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a Incapacidade de Renovar! Luís Marques Mendes teve, a seu crédito, uma atitude de grande voluntarismo e determinação e até de capacidade de inovação em muitas das suas propostas - para além dos evidentes resultados positivos nos desafios eleitorais que enfrentou. Foi-lhe fatal a incapacidade de mobilizar mais gente nova, do Partido e da sociedade civil, para o apoiar no dificílimo trabalho de oposição actual. O progressivo esvaziamento da sua Comissão Política através das conhecidas demissões e a sensação que era, cada vez mais, um homen só, apenas veio contribuir para moralizar e dar novas forças ao seus adversários. Não conseguiu atrair, motivar, gerir, enquadrar e promover - funções essenciais para um líder. Uma vez mais, a crença de que os presidentes de Distrital e de Secção bastariam para garantir a vitória mostrou ser uma falácia, além de nos permitir interrogações sobre a real representatividade de determinados dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, a Miopia Estratégica! Gerir o processo de Lisboa da forma conhecida por todos é um exemplo de muitos erros, uns maiores e outros menores, que contribuíram para a erosão da imagem dos dirigentes ontem derrotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, omissões, ausências e incapacidades de muitos, levaram a este resultado conseguido por poucos. O 28 de Setembro foi "ganho" pelos seus vencedores mas, essencialmente, foi "perdido" pelos derrotados e pelos muitos que nem sequer foram a jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, penso que Marques Mendes merecia ir a 2009 mostrar o seu valor no tira-teimas das Legislativas. Os militantes do PSD decidiram o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Resta esperar. Tenho as maiores reservas em relação a determinada forma de fazer política, característica de Luís Filipe Menezes e de muitos dos seus apoiantes - ênfase em questões "micro", sem uma visão estratégica global, populismo nas intervenções (ex: como aborda a questão da Administração e dos funcionários públicos), falta de matriz ideológica nas suas propostas, inconstância em determinadas questões (ex. OTA) e uma atracção pelo conflito em detrimento da procura de consensos. Para além da conhecida obsessão com o aparelho partidário de base, com todas as suas redes de dependências e cumplicidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para bem do Partido e da necessária Oposição que é necessário (re)construir em Portugal, faço votos que uma certa postura de estado e solidez de discurso que Menezes ensaiou por vezes nesta campanha se materialize numa forma mais madura e sólida de actuar. Portugal agradecerá! Caso contrário, em 2009 cá estaremos de novo prontos para mudar de vida...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7743152683235585507?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7743152683235585507/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7743152683235585507' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7743152683235585507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7743152683235585507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/09/como-chegmos-ao-28-de-setembro.html' title='Como chegámos ao 28 de Setembro?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2134361574335910495</id><published>2007-07-19T00:28:00.000+01:00</published><updated>2007-07-19T00:40:41.814+01:00</updated><title type='text'>O monstro ainda anda por aí...</title><content type='html'>Parace que o senhor ministro das finanças esteve numa conferência de imprensa, em registo triunfante, a apresentar e explicar a execução orçamental do primeiro semestre. Justiça lhe seja feita....em termos "macro", as coisas vão-lhe correndo bem e o défice previsto no final do ano será muito provavelmente cumprido. Mas, analisando ao detalhe, descobre-se que as despesas correntes do Estado aumentaram mais de 4%, evidenciando um crescimento real.&lt;br /&gt;Afinal, a reforma (?) da administração pública parece ser um logro em termos práticos....pouco ou nada tem reduzido o Estado em termos orgânicos, a eficiência consegue-se através de atalhos (ex. simplex) que contornam as muitas entidades instaladas e o preço do serviço público que temos continua a subir.&lt;br /&gt;Conclui-se que o "monstro" ainda anda por aí, indomável e esfomeado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2134361574335910495?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2134361574335910495/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2134361574335910495' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2134361574335910495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2134361574335910495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/07/o-monstro-ainda-anda-por.html' title='O monstro ainda anda por aí...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-7510286502868113548</id><published>2007-07-18T23:59:00.000+01:00</published><updated>2007-07-19T00:28:22.979+01:00</updated><title type='text'>Ainda Lisboa...</title><content type='html'>O rescaldo, os comentários, as lições...tudo o que concerne às eleições intercalares do último domingo já foi esmiuçado ao pormenor. Contudo, algo está a escapar à maioria dos nossos analistas profissionais: não se viu e não se vê um projecto para Lisboa! E isto é preocupante! Os (poucos) eleitores castigaram (quase todos) os partidos e enviaram uma mensagem simples: estamos fartos! A campanha foi de uma pobreza franciscana tanto ao nível de projectos coerentes e estruturados como até de simples propostas avulsas. O novo presidente da Câmara chegou a falar das passadeiras na noite do triunfo (não se quis comprometer com mais...), como se fosse algo de transcendente. Por seu lado, os candidados independentes, fruto de uma certa imagem de competência técnica e independência, lá conseguiram a sua façanha, dificilmente repetível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, terminada a trapalhada, que tal os senhores eleitos para o executivo camarário, utilizarem agora o seu precioso tempo para estudarem, planearem e executarem uma linha de rumo que inclua (em linguagem de marketing) uma marca, um posicionamento e linhas estratégicas para dar notoriedade à cidade no contexto europeu. Recomendo a viagem a algumas cidades como Barcelona, Londres, Amesterdão ou mesmo Praga para fazerem um pouco de benchmarking. E perceberem que construir um ambiente urbano de genuína qualidade de vida não é nenhuma ciência oculta ou reservada para os mais eruditos. Os meus sinceros votos de boa sorte para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, Lisboa continuará à espera de melhores dias....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-7510286502868113548?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/7510286502868113548/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=7510286502868113548' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7510286502868113548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/7510286502868113548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/07/ainda-lisboa.html' title='Ainda Lisboa...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-6354751812671716499</id><published>2007-06-28T22:29:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T22:38:49.954+01:00</updated><title type='text'>Europa dos Cidadãos ou das Elites esclarecidas?</title><content type='html'>O pavor que a maior parte dos políticos europeus têm dos referendos como via de ratificação do futuro Tratado, começa a roçar o irracional. Se as experiências falhadas na França e na Holanda nos ensinam alguma coisa, é que a construção eurpeia não deve ser desenvolvida (exclusivamente) em circuito fechado, pelas elites dos decisores, Mas parece que a lição não foi aprendida. Ainda poucos perceberam que o ideal de Europa e todas as suas consequências no aprofundamento da integração só terá sucesso quando os Europeus estiveram emocionalmente envovidos no processo e se começarem a sentir cidadãos da União da mesma forma que se sentem Potugueses,Italianos ou Belgas. Mas não...o medo que o povo pense (e decida) por si próprio ainda gela muitas coragens. Assim, não vamos longe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-6354751812671716499?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/6354751812671716499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=6354751812671716499' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6354751812671716499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/6354751812671716499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/06/europa-dos-cidados-ou-das-elites.html' title='Europa dos Cidadãos ou das Elites esclarecidas?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5488908644976415848</id><published>2007-06-02T22:47:00.001+01:00</published><updated>2007-06-02T23:04:58.527+01:00</updated><title type='text'>A subida das temperaturas começou a afectar alguns espíritos...(parte 2)</title><content type='html'>De facto, nas últimas duas semana, o Governo não pára! Desta feita, depois de uma visita à Venezuela, um certo secretário de estado das Comunidades não encontrou nada mais interessante para dizer que salientar que ficou com "muito boa impressão" do governo local. Isto, numa semana em que Chavez continua a sua marcha para o totalitarismo, encerrando a RCTV, a última das televisões livres e pluralistas. De facto, provavelmente comparando alguns do seus pares em Portugal com os aspirantes a ditadores da revolução, este ilustre senhor ainda deve ter encontrado algumas vantagens comparativas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5488908644976415848?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5488908644976415848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5488908644976415848' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5488908644976415848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5488908644976415848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/06/subida-das-temperaturas-comeou-afectar_02.html' title='A subida das temperaturas começou a afectar alguns espíritos...(parte 2)'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-5875011894734995009</id><published>2007-06-02T22:30:00.000+01:00</published><updated>2007-06-02T22:46:21.112+01:00</updated><title type='text'>A subida das temperaturas começou a afectar alguns espíritos...</title><content type='html'>Sócrates, como todos reconhecem, tem uma fragilidade evidente nas suas competências de Primeiro-Ministro: a notória falta de experiência em política internacional. E quando estamos prestes a assumir a presidência da União Europeia, notou-se esta semana que as prováveis aulas que tem recebido não estão a resultar. As suas declarações na recente visita à Rússia só são explicáveis pela alteração de época e de temperaturas. O sábio Sócrates relativizou as questões dos direitos humanos na pátria de Putin e, depois de andar pelo assunto com uma ligeireza confrangedora, sentenciou que "ninguém ensina nada a ninguém". Portanto, como brilhante corolário, coloca em pé de igualdade democracias ocidentais e o autoritarismo do Kremlin. Não se lhe exigindo que desse uma lição de moral, ética e democracia em casa do seu interlocutor, poderia ter escolhido o mal menor: o silêncio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-5875011894734995009?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/5875011894734995009/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=5875011894734995009' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5875011894734995009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/5875011894734995009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/06/subida-das-temperaturas-comeou-afectar.html' title='A subida das temperaturas começou a afectar alguns espíritos...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-538626708128933351</id><published>2007-05-23T22:09:00.000+01:00</published><updated>2007-06-02T23:07:18.461+01:00</updated><title type='text'>Lisboa...</title><content type='html'>A pulverização de candidados às eleições intercalares de Lisboa merece algumas reflexões....e também preocupações! Em primeiro lugar, numa óptica positiva, mostra a maturidade democrática da nossa sociedade que permite a pessoas e projectos afirmarem-se de forma autónoma do arco partidário existente. É em minha opinião salutar que pessoas com a experiência e as qualidades técnicas de Helena Roseta ou Carmona Rodrigues venham trazer o seu contributo para o debate de estratégias para a Cidade - não vejo nisto qualquer drama. Preocupa-me, contudo, o espaço de influência actual dos partidos políticos e a imagem cada vez mais degradada que passa em vastos segmentos da opinião pública e publicada. E esta questão deLisboa não ajuda nada. Aparentemente, os tacticismos partidários, da esquerda à direita, são mais fortes que os imperativos de construção de projectos consensuais e estáveis - o processo de erosão da CML dos últimos meses e as muitas candidaturas provam-no. Como não compro a Tese dos "Partidos Malvados, Origem de Todos os Males" e os considero, ontem como hoje, os garantes da democracia representativa, prevejo tempos difíceis....a não ser que se mudem determinados comportamentos e práticas - na forma de fazer e comunicar na política. Mas receio que a noite eleitoral de Lisboa não traga boas notícias a crentes como eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-538626708128933351?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/538626708128933351/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=538626708128933351' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/538626708128933351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/538626708128933351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/05/lisboa.html' title='Lisboa...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-2324701382854128862</id><published>2007-05-14T18:01:00.000+01:00</published><updated>2007-05-14T18:28:01.738+01:00</updated><title type='text'>Quem tem medo da nova Europa?</title><content type='html'>A vitória de Sarkozy transtornou alguns espíritos mais inquietos em diversos meios intelectuais e políticos. A agenda do sujeito é, de facto, uma ameaça para os guardiões do modelo social europeu que ainda não perceberam que, para o bem e para o mal, o seu mundo já não existe. A Europa que está nos planos do novo presidente francês, de Merkel, de Gordon Brown e outros é uma Europa da flexibilidade e da competitividade, sem os traumas ideológicos das gerações passadas. Deverá conciliar a qualidade de vida já conquistada nos últimos 50 anos com as condições básicas que permitam às sociedades do velho continente níveis de performance equivalentes aos seus mais diversos concorrentes. E, em concreto, que condições serão essas: seguramente Estado forte e com autoridade, mas reduzido ao mínimo em termos de funções e dimensão, fiscalidade suave, modelos de educação baseados na excelência e na simbiose com as empresas e sociedade civil, modelos sociais de "garantia mínima" e flexibilidade laboral - apenas para citar algumas. E, em termos políticos e geo-estratégicos, o fim da perigiosa clivagem Europa - Estados Unidos, iniciada em 2003 por alguns senhores que, por egoísmos e tacticismos mesquinhos ou desconhecimento da História, quiseram substituir o atlantismo tradicional das sociedades da Europa Ocidental por visões sem sustentabilidade e sem futuro (ex. as parcerias com o senhor Putin).&lt;br /&gt;E, não menos importante, a noção que a Europa multi-cultural é uma realidade estruturante - como tal, há que desenvolver toda uma cultura de acolhimento e integração. Sim, porque tal como Roma há 2 mil anos, a Europa já não é apenas um continente, ...é uma visão do Mundo, é um estado de Espírito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-2324701382854128862?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/2324701382854128862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=2324701382854128862' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2324701382854128862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/2324701382854128862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/05/quem-tem-medo-da-nova-europa.html' title='Quem tem medo da nova Europa?'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-117122184876898256</id><published>2007-02-11T18:53:00.000Z</published><updated>2007-02-11T19:25:54.640Z</updated><title type='text'>Ditadores Light</title><content type='html'>Vladimir Putin é presidente de uma (suposta) democracia, recente e, para os olhares mais benevolentes e optimistas, ainda em fase de consolidação. Contudo, alguns tiques da sua velha escola KGB são difíceis de disfarçar, quer nos seus comportamentos, quer na sua visão do mundo que frequentemente partilha com a aldeia global. Os seus métodos refinados para “lidar” com opositores internos (deverá ler-se “eliminar”), controlar os media e usar as suas reservas de gás e a questão energética como meio de chantagem sobre a Europa, são o seu cartão de visita. Mas, ontem em Munique, numa conferência sobre política de segurança, o seu discurso institucional foi tão agressivo para os EUA e a Europa que trouxe a muitas mentes lembranças do tempo da Guerra Fria. Por todo o lado, embora com diferentes níveis de poder e relevância internacional, estes ditadores light (naturalmente, leves na forma, duros no conteúdo) estão na moda, multiplicam-se (Venezuela, Irão...) e parecem cada vez mais amigos...e o mundo cada vez mais inseguro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-117122184876898256?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/117122184876898256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=117122184876898256' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/117122184876898256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/117122184876898256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/02/ditadores-light.html' title='Ditadores Light'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-117029585358350310</id><published>2007-02-01T01:54:00.000Z</published><updated>2007-02-01T02:10:53.593Z</updated><title type='text'>Em directo, da China para o Mundo</title><content type='html'>Numa fase em que tanto se apregoa a mudança do nosso modelo de desenvolvimento - de uma economia de trabalho indiferenciado e baixos salários para uma economia do conhecimento, inovadora e exigente - um ilustre ministro foi ao estrangeiro promover a imagem de Portugal de uma forma "criativa": sublinhando os menores custos salariais praticados no País. Trocado por miúdos, a mensagem foi "venham até cá, que a malta ganha pouco e o investimento sai-vos barato!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de esta ser a abordagem de um país da Europa Ocidental em 2007 já seria muito estranho e despropositado. O pormenor de ter sido dito na China apenas torna a situação...ridícula!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-117029585358350310?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/117029585358350310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=117029585358350310' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/117029585358350310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/117029585358350310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/02/em-directo-da-china-para-o-mundo.html' title='Em directo, da China para o Mundo'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38504549.post-117029358874492781</id><published>2007-02-01T01:29:00.000Z</published><updated>2007-02-01T01:50:59.553Z</updated><title type='text'>Para começar...</title><content type='html'>As ideias, as perspectivas, as análises mais ou menos subjectivas irão surgindo...ao sabor dos ventos da actualidade (real e publicada). Os ideais estarão sempre presentes...inevitavemente! Sejam bem-vindos(as)!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38504549-117029358874492781?l=ideiascomideais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/feeds/117029358874492781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38504549&amp;postID=117029358874492781' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/117029358874492781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38504549/posts/default/117029358874492781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideiascomideais.blogspot.com/2007/02/para-comear.html' title='Para começar...'/><author><name>Carlos Sezões</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01794016685501518198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
